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Alguma coisa está fora da ordem

Raquel Pacheco dá Ibope... Primeiro, abriu sua vida em um blog, narrando suas experiências com clientes como garota programa, quando usava o nome Bruna Surfistinha. Logo, conseguiu 15 mil visitas diárias (no blog, claro...). Em um enredo hollywoodiano, um de seus clientes - João Paulo, ou JP, para os íntimos, ou João Correa (seu verdadeiro nome) - abandonou a esposa para viver com Bruna, digo, Raquel. A fama midiática veio primeiro para João Paulo, que foi entrevistado por Jô Soares.
Em 2005, Raquel relatou sua história no livro O Doce Veneno do Escorpião - O Diário de uma Garota de Programa, quando passou a penetrar no inconsciente coletivo masculino. O livro vendeu mais de cem mil cópias em três meses! No ano seguinte, ela escreveu O que Aprendi com Bruna Surfistinha e no ano passado, com indicação na capa de "proibido para menores de 18 anos", saiu Na cama com Bruna Surfistinha, todos pela Panda Books.
Bom, porque entrei nesse assunto? Na verdade, fiquei espantado quando fui conhecer a nova livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista. A loja é muito bonita, megastore, com muitos livros, CDs e DVDs, além de artigos de informática, revistas e jornais. Passeando pelas prateleiras, dei de cara com mais uma obra da Surfistinha: o áudio-livro de O Doce Veneno, com "histórias inéditas e proibidas"...
Isso tudo foi duas semanas atrás. Deixei prá lá. Se está na prateleira, deve ter quem compre. Mas, sexta-feira saiu no guia do Estadão que a vida de Bruna também será levada ao palco, com direção de Rubens Ewald Filho para a adaptação do livro feita por Germano Pereira. A previsão é que a peça saia até setembro. Enquanto isso, a vida de Bruna ainda deverá ir às telas, com roteiro do cineasta Karim Aïnouz (O Céu de Suely e Madame Satã), em parceria com a escritora Antonia Pellegrino, direção de Marcus Baldini e produção da TV Zero. Será que os clientes da Surfistinha tentam se encontrar nos personagens do blog, depois do livro e futuramente da peça e do filme?
E, como a vida é imprevisível, não foi só Raquel que ficou famosa nessa história. Samantha Morais a ex-comissária de bordo que foi passada para trás pela Bruna, depois de posar de esposas traída em programas como SuperPop, em 2006 também lançou seu livro: Depois do Escorpião: uma História de Amor, Sexo e Traição.

A propósito
Falando no que dá Ibope, achei que tem tudo a ver com a profundidade do programa a resposta de Boninho para a coluna Outro Canal, de Daniel Castro, publicado na Folha de S. Paulo neste domingo:
FOLHA - Em um teste de conhecimentos gerais, um “brother” disse que Boa Vista é a capital do Acre. Na semana passada, uma “sister” se complicou toda tentando conjugar o verbo trazer. Existe um limite de Q.I. para poder participar de “Big Brother Brasil”? Qual?
J.B. DE OLIVEIRA, O BONINHO
(diretor-geral de “BBB”) - Tem sim. Um participante tem que ter pelo menos o Tico e o Teco. Ou seja, nada muito difícil. Até porque, estando preso na casa, ele não precisa saber onde fica Boa Vista. E, como não pode pedir nada, o verbo trazer é insignificante.
Dica
Amanhã (03/03) o canal pago GNT exibe dois documentários interessantes: A América está preparada para um presidente negro? e Castro. O primeiro é sobre a corrida presidencial estadunidense. Inclusive, escrevi uma notinha sobre Barack Obama hoje, no Confraria Ekklesial. O segundo documentário é sobre o ex-presidente cubano.

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