.

TCC

Depois de um ano de preparo (escolha de livros e filmes), comecei meu Trabalho de Conclusão de Curso, que envolve Jornalismo e Cinema. Hoje passei o dia inteiro só prá dar uma cara ao Projeto de Pesquisa... Portanto, o ano promete! E, como dizem, no Brasil tudo começa depois do Carnaval (embora eu tenha me adiantado um pouco...), vamos a luta!
Aliás, pensando nesta correria de último ano, achei um barato a música "Chatterton", do CD na Ana Carolina e Seu Jorge. O título refere-se ao poeta inglês que se suicidou antes dos 18 anos, pois até então não tinha conseguido alcançar o sucesso. E a lista prossegue, com figuras historicamente conhecidas, que, sem perspectivas de futuro, colocaram fim a vida. A adaptação em português foi feita em cima da letra do músico e compositor francês Serge Gainsbourg, morto em 1991. Ah! Gainsbourg não se suicidou... Morreu em virtude de ataque cardíaco, aos 62 anos.

CHATTERTON
(Serge Gainsbourg)

Chatterton suicidé
Hannibal suicidé
Démosthène suicidé
Nietzsche fou à lier
Quant à moi
Quant à moi
Ça ne va plus très bien

Chatterton suicidé
Cléopatre suicidé
Isocrate suicidé
Goya fou à lier
Quant à moi
Quant à moi
Ça ne va plus très bien

Chatterton suicidé
Marc-Antoine suicidé
Van Gogh suicidé
Schumann fou à lier
Quant à moi
Quant à moi
Ça ne va plus très bien

CHATTERTON
(Versão: Ana Carolina e Seu Jorge)

Chatterton suicidou
Kurt Cobain suicidou
Vargas suicidou
Nietzsche enloqueceu
E eu não vou nada bem

Chatterton suicidou
Cleopatra suicidou
Isócrates suicidou
Goya enloqueceu
E eu não vou nada nada bem

Chatterton suicidou
Marc-Antoine suicidou
Cleópatra suicidou
Schumann enloqueceu
E eu, p*q*p*, não vou nada nada bem...

Money

Como é difícil aprendermos uma lição! Cheguei a esta conclusão pois, depois de cerca de 5 anos, finalmente conseguimos sair de um grande aperto financeiro. Saindo de um empréstimo para pagar outro, em uma verdadeira roda-viva, às vezes não tomamos consciência das burradas que cometemos.
Há cerca de 8 anos, um amigo dedicou um tempo para conversarmos sobre finanças. Deu ótimas dicas e conseguimos desafogar um pouco. Mas a falta de pulso muitas vezes nos leva a cair nas armadilhas bancárias e financeiras. Bancos, empréstimos, crediários, parcelamentos, enfim tudo aquilo que nos ilude com taxas "fantásticas", "minúsculas", etc. mas que, no final, nos tiram até o último tostão.
Afinal, não é melhor barganhar pelo melhor preço a vista, ao invés de gerar dívidas futuras para comprar algo em 3 ou 4 vezes? Não é melhor pensar se realmente o que compramos é útil ou é apenas mais uma compra impulsiva?
Isso me faz lembrar uma música que aprecio muito e diz: "A lição sabemos de cor, só nos resta aprender". Ou seja, há lições que nos são ensinadas, mas que nem sempre são aprendidas. Mas nunca é tarde. Espero ter aprendido uma grande lição.

Dança das bancadas

Deu no Estadão!!! Carlos Nascimento vai trocar a BAND pelo SBT... Como será que ficará o "padrão" na emissora de Senor Abravanel???
Quero dizer, como será a fogueira das vaidades, com dois jornalistas talentosos e "de peso" dividindo espaço em uma emissora que está engatinhando na busca do bom jornalismo?
Só esperando para ver!

Música, Sucesso & Espiritualidade?


Nesta sexta-feira, o público brasileiro terá acesso a um livro que pretende refletir sobre a trajetória da banda de rock irlandesa U2, que neste mês fará dois shows concorridíssimos em São Paulo.

Walk On - A Jornada Espiritual do U2 foi escrito por Steve Stockman que, segundo informações, é um ministro presbiteriano na Irlanda e trabalha na capelania da Queen's University em Belfast. Também faz palestras e conferências, além de comandar um programa de rádio.

Ouvi falar sobre esse livro há duas semanas, em uma apresentação do músico Jorge Camargo, que também participou da tradução. Para saber mais sobre o livro, acesse o site da Editora W4: www.w4editora.com.br.

I Still Haven't Found What I'm Looking For
(Eu ainda não encontrei o que estou procurando - Tradução Livre: Fábio Davidson)

Já escalei as montanhas mais altas
Já corri pelos campos
Só prá estar com você
Só prá estar com você

Eu corri, rastejei
Escalei os muros da cidade
Estes muros da cidade
Só prá estar com você

Mas ainda não encontrei
O que estou procurando
Mas ainda não encontrei
O que estou procurando

Eu beijei doces lábios
Senti a cura na ponta dos dedos dela
Queimou como fogo
Estava queimando dentro dela.

Já falei a língua dos anjos
Segurei a mão do diabo
Estava calor pela noite
Eu esfriei como uma pedra..

Mas ainda não encontrei
O que estou procurando
Mas ainda não encontrei
O que estou procurando

Acredito na vinda do Reino
Então todas as cores irão sangrar numa só
Mas sim, eu ainda estou correndo
Você quebrou as ligações

E afrouxou as correntes
Carregou a cruz da minha vergonha
Oh, minha vergonha
Você sabe que eu acredito nisso.

Mas ainda não encontrei
O que estou procurando
Mas ainda não encontrei
O que estou procurando

Terra Brasilis

Gostei da atuação de Sonia Braga na série Ghost Whisperer, em episódio que foi ao ar ontem pela Sony. Tudo bem que não fugiu ao estereótipo - ela fez papel de uma cubana -, mas seu papel deu um tom muito especial, eu diria um tempero especial ao episódio.
Bom, como este post iria ficar muito pequeno (alguns diriam que isto é um milagre!!!), resolvi incrementá-lo com uma música, que não sai da minha cabeça desde sábado. Aí vai (e se você quiser responder a pergunta, fique a vontade):

O que você faria?
Lenine

Meu amor o que você faria
Se só te restasse um dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia

Meu amor o que você faria
Se só te restasse um dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Corria pro shopping center
Ou para uma academia
Prá se esquecer que não dá tempo
O tempo que já se perdia

Meu amor o que você faria
Se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha

Meu amor o que você faria
O que você faria
Abria a porta do hospício
Trancava da delegacia

Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
Meu amor o que você faria
Se só te restasse esse dia

Se o mundo fosse acabar
Me diz o que faria
Me diz o que você faria

A difícil arte da honestidade

Não, não quero atribuir a mim mesmo o Nobel da honestidade. Apenas relatar um episódio pelo qual muitos já devem ter passado. E refletir sobre ele.
Época de compra de material escolar, depois da compra de alguns livros, ao chegar em casa minha esposa percebeu que um dos livros (valor em torno de R$ 40,00) na verdade estava grudado em outro igual. Na nota fiscal, constava o pagamento de apenas um, portanto, precisávamos devolvê-lo à loja, até para não prejudicar o vendedor.
Foi o início da saga. Foi feito um contato telefônico. O primeiro desafio é fazer a outra pessoa compreender o que está acontecendo. O mais interessante é que o mesmo diálogo ocorreu, "ao vivo", quando fui devolver na loja:
- Você vai devolver o livro? - pergunta o funcionário da livraria.
- Isso...
- Mas onde está a nota fiscal?
- Não, é que...
- Vai trocar por outro?
- Não, é que...
- Bom, vou chamar o gerente.
- Espere, vieram dois, um grudado no outro...
(Nesse momento, sou atendido por um funcionário, mas pelo menos mais um dois se aproximam para ver o que está acontecendo.
- Ah, então prá devolver o valor eu preciso da nota fiscal e vai demorar...
- Não, você não está entendendo! Eu comprei um livro, paguei por um livro e vieram dois. Só quero devolver o segundo!
- Ah... Mas, se você não pagou, por quê vai devolver???
- É uma questão de honestidade, provavelmente foi um erro do vendedor, não queremos que ninguém seja prejudicado.
A surpresa dos funcionários é evidente, mas, finalmente, o livro é devolvido e pego um protocolo para confirmação. Não sem deixar de perceber alguns olhares, cochichos e risadinhas, no estilo que cara mais bobo!!!
Mais uma vez parei para pensar sobre ética, moral, honestidade. São valores cada vez mais em extinção. O mundo está tão competitivo (vide post abaixo) que os espertos são aqueles que puxam o tapete (com classe e sem vestígios), os que levam vantagem em tudo (sem pensar em quem foi passado prá trás), aqueles que chegam ao topo (pisando em tudo e todos ao seu lado).
Será o fim do mundo???

Olhares

Em comemoração aos 452 anos da fundação da cidade de São Paulo, o jornal O Estado de S. Paulo, dentro do projeto FotoRepórter, ofereceu a oportunidade para que os "fotógrafos de plantão" teham suas fotos sobre a cidade publicadas na web e algumas no Jornal da Tarde e OESP.
Ontem (01/02), duas fotos minhas foram escolhidas e publicadas no site:
http://www.estadao.com.br/imagens/fotoreporter/index.htm
Quem puder, dê uma olhadinha por lá e depois volte prá comentar aqui. Uma foto é de um vitral do Mercado Municipal e outra uma vista aérea do início da avenida 23 de Maio.
O primeiro FotoRepórter temático foi intitulado "Seu Olhar sobre São Paulo". Parando para pensar, realmente São Paulo é uma cidade que merece e oferece diversos olhares.
Muitos são olhares de raiva. Raiva do trânsito infernal, da miséria em cada esquina, do individualismo.
Há olhares de desespero. Desespero por estar sozinho no meio da multidão, pela falta de emprego, pela família que está se desmantelando.
Também há olhares de saudade, tristeza, desesperança.
A pergunta que fica é: Por onde andarão os olhares de alegria, realização, solidariedade, esperança? Onde, em meio ao concreto e o asfalto de uma grande metrópole cosmopolita, estão os gestos de gentileza, educação, companheirismo?
Será extremo pessimismo da minha parte? Talvez sim. Mas acredito que um dos problemas é vivemos na sociedade da comparação. Seu celular tem mais recursos que o meu? Seu aparelho de DVD é mais moderno? Seu carro é mais luxuoso? É preciso, cada vez mais, ter para ser. E, se pararmos para pensar, ser "o que"???
Creio que muito há que ser feito, hábitos a serem mudados, conceitos a serem valorizados. Lembro agora de uma das reflexões de Henry Nouwen:
"O mundo em que cresci é um mundo tão cheio de graduações, marcas e estatísticas que, consciente ou inconscientemente, procuro sempre encontrar a minha medida em relação aos outros. Muita tristeza e alegria na minha vica advém do meu comparar, e muito, senão tudo, deste comparar é inútil, representando enorme perda de tempo e energia".
Google