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Genialidades

Graças ao meu amigo "padeiro", achei três blogs fantásticos, sobre os três personagens de quadrinhos que eu mais gosto: Calvin - Snoopy - Mafalda. Os gênios Bill Watterson, Charles Schulz e Quino produziram histórias ingênuas e educativas para as crianças, ao mesmo tempo perspicazes e reflexivas para os adultos.
Divirta-se e tenha uma ótima semana!

Arte roubada

Falei sobre o livro que trata da jornada espiritual do U2 e gostaria de "provocar" um pouquinho, com alguns textos, dentro da temática artes e igreja. Atenção!!! A minha intenção é provocar a reflexão, ou seja, pode ser que eu não concorde plenamente com todas as idéias abaixo, mas tenho certeza que o debate sobre o assunto seria bastante frutífero, desde que embasado no respeito ao pensamento de cada um.
E, se você tiver som no seu micro, a trilha vem bem a calhar, então aumente o volume!!!

"O U2 tem sofrido nas mãos do 'grande ladrão da arte cristã'. A banda havia sido mal compreendida, difamada e julgada por aquilo que faz, em muitos casos porque a igreja tem pouco interesse ou pouca habilidade em compreender as artes, e raramente tem recebido ajuda de dentro dela para olhar para as artes de maneira crítica. O roubo significa que, por um longo período de quatrocentos anos, os cristãos não têm pensado artisticamente e não têm encorajado os que são criativos no meio deles a desenvolver seus talentos". (p. 98/99)

"A Reforma nos roubou a arte. Quando Martinho Lutero descobriu que poderia ser justificado diante de um Deus santos pela graça de Deus e através da obra de Cristo (Romanos 3.21-26), este foi um momento crucial na história da igreja. Na divisão dentro do catolicismo romano, muitas decisões nos primeiros dias do protestantismo foram tomadas como reação ao rompimento com o catolicismo. Com muitas e boas razões à época, os reformadores reagiram às estátuas de santos, que às vezes substituíam Deus como foco da oração das pessoas. Privar as igrejas de qualquer arte parece ter sido uma resposta bem carente de equilíbrio. Os reformadores mais do que depressa citavam o segundo mandamento (...). O mandamento, no entanto, não proibia arte na igreja. Onze capítulos depois dos mandamentos encontramos que a primeira pessoa a ser descrita na Bíblia como sendo cheia do espírito de Deus é Bezalel, a quem Ele havia dado 'destreza, habilidade e plena capacidade artística' (Êxodo 31.1-11). E ele deve usar estes dons divinamente concedidos para decorar o Lugar Santo da adoração. Hoje, a maioria dos lugares para a adoração não evocam nas pessoas o coração criativo de Deus. As pessoas estão mais propensas a pensar que as igrejas foram roubadas. As artes são periféricas". (p. 100/101)

"Jesus, na verdade, foi muito mais um artista do que um pregador, preferindo histórias para expor a verdade e, às vezes de maneira não muito clara, prometendo aos discípulos que os que tinham ouvido para ouvir ouviriam" (p. 102)

"A ética protestante do trabalho, que também parece ter suas raízes no legado puritano, desprezaram por completo as artes. H. R. Rookmaker, em seu importante livro Modern Art and the Death of Culture, escreve: 'só podemos concluir que os movimentos calvinista e puritano (ao menos do século XVII em diante) não tinha qualquer apreço pelas artes devido à influência mística que sustentava que as artes em si mesmas eram mundanas, profanas e um cristão não deveria ter participação nelas'". (p. 103)


(Textos de: Walk On - A jornada espiritual do U2, de Steve Stockman - Editora W4ENDOnet - http://www.w4editora.com.br)

Parabéns a você, mulher!!!

Hoje não vou escrever muito. Apenas recomendar que você leia o post de hoje da Poliane no Rumorejo.

Estatística vs. Realidade

Estou no final do livro Walk On - A jornada espiritual do U2. É fantástico, chocante e, ao mesmo tempo, entristecedor. Achei interessante a revolta de Bono com os "tele-evangelistas", em relação a banalização e comercialização da fé. Se pensarmos na TV aberta brasileira, acho que o sentimento de Bono deveria se aproximar do nosso sentimento. A estatística engana, afinal se o número de declarados evangélicos cresce, é estranho observar que o crime, a corrupção, o egoísmo, a fraude também cresce e, o que é pior, dentro desses meiosm chamados "evangélicos".
Eu acredito que o cerne do Cristianismo está no Sermão do Monte. Se as pessoas observassem os preceitos dessas palavras, talvez alguma diferença ocorreria. Postei o texto abaixo como comentário no blog O Desafio da Quaresma, dias atrás, mas resolvi reproduzi-lo aqui também. O texto não é meu, mas de Ariovaldo Ramos, cuja palavra tive acesso através de um CD gravado durante um seminário intitulado “Conquistando a Maturidade” (IBMSP), em 16/07/2006. Transcrevi os tópicos principais, em primeira pessoa:

As bem-aventuranças são a descrição do nosso DNA. Bem-aventurado significa feliz, mas eu gosto mais de usar o termo realizado como ser humano, porque a palavra feliz ficou muito vulgar.

E quem são as pessoas que se realizam como ser humano?

- São os humildes de espírito, porque eles têm o Reino dos Céus. Humildes de espírito são aqueles que sabem da Graça, sabem que dependemos única e exclusivamente de Deus e que tudo vem de Deus. Os humildes de espírito sabem que é isso que explica porque que gente que não ama a Deus consegue amar a seus filhos, uma vez que amor é um atributo divino. Saber da Graça é saber que tudo que a gente vê é um grande milagre. Não há virtude, nem virtuosidade que não seja fruto da Graça. O humilde de espírito não discrimina ninguém, não vê os seres humanos como diferentes, nem como superiores, nem como inferiores, mas sabe que todos nós dependemos da Graça de Deus. Se a Graça de Deus não for conosco, não há saída para ninguém.

- São os que choram. Choram pelos que não sabem, pelos que estão sofrendo e não se dão conta que o sofrimento é fruto da rebelião. São os que se importam e protegem as maiores vítimas da queda. Eles choram, se irmanam, se identificam, envolvem. Eles estão nos presídios, nos hospitais, nas sarjetas, nos becos. Eles estão em todos os lugares onde as pessoas estão chorando desesperadas. Estão para dizer que a queda não foi o fim, que a rebelião não dá a última palavra e que a última palavra da História não será palavra de morte, mas de vida. Eles estão lá para repartir, para abençoar. E se realizam quando as pessoas saem das sarjetas, quando vêem crianças sem nenhuma perspectiva formarem-se na faculdade, eles são consolados ao verem os que antes estavam prontos a dar cabo na sua vida voltarem a sorrir e olhar para céu e ver o sol brilhando acima das nuvens carregadas. Estão em todos os lugares cuidando de quem ninguém mais cuida. Quanto mais eles sabem da queda, mais eles sabem da Graça.

- São os que se importam com a sociedade e repartem. É isso que significa ser manso: abrir mão do poder e optar pelo serviço. Jesus é o modelo de serviço, manso e humilde de coração. Os mansos optaram que o serviço é o caminho. A questão não é quem manda, mas como eu posso servir melhor. O manso serve e gente que serve, reparte e, por isso, podem herdar a terra, porque em eles herdando a terra, todo mundo vai ter terra. Quem é que não pode herdar a terra são os prepotentes, os vaidosos, os orgulhosos, os egoístas, porque aí eles tomarão tudo para si. Os mansos, ao herdar a terra, vão distribuí-la, pois eles se sentem responsáveis pelos outros.

- São os que têm fome e sede de Justiça. Nós somos profetas e devemos dizer para a sociedade porque as coisas não estão dando certo, devemos dizer qual é o caminho. Precisamos ouvir e fazer ser ouvida a voz de Deus pela sociedade, pelos governantes. Deus disse que era para 'cuidar dos que tem fome, dos que estavam nus e dos que estavam encarcerados'. Deus disse que 'as praças tem de ser das crianças e dos velhos'. Deus disse 'ai dos que ajuntam casa sobre casa, terra sobre terra, até serem os únicos moradores do lugar'. Deus disse que 'sem conhecimento o povo perece'. Deus disse que 'é preciso haver liberdade e paz'. Nós somos os profetas que dizem o que é preciso fazer para que esse negócio dê certo, para que as pessoas não sofram como estão sofrendo, para que haja vida, para que haja paz.

- São os misericordiosos, até mesmo para não cair na tentação de, ao invés de fazer Justiça, vingarem-se. O misericordioso é aquele que trata o outro não baseado no seu pecado, mas baseado no amor que Deus tem por aquela pessoa. Todos nós pecamos e todos nós, todo dia, devemos escolher se vamos tratar as pessoas baseado no pecado que elas cometem ou baseado no amor que Deus tem por elas. Todo dia devemos fazer essa decisão com nossos filhos, conosco mesmo, com nossos companheiros ou companheiras, com nossos colegas de trabalho.

- São os limpos de coração, aqueles que sabem o que a Graça de Deus pode fazer. Jesus, por exemplo, ao ver Levi, não viu um funcionário público corrupto que abandonou a Lei de Moisés e traiu seu povo. Jesus olha para Levi e vê um apóstolo, alguém que iria mudar radicalmente de vida e que um dia iria escrever tão bem sobre Ele que a Sua história se perpetuaria por milênios através de suas palavras. O limpo de coração é aquele que pode olhar e dizer: A Graça pode. É gente que investe na cidade, no outro. São os justos da cidade, aqueles que Deus usa para reinventar a cidade. Quando Deus disse para Abraão que dez justos bastariam para salvar Sodoma e Gomorra, Ele não estava dizendo que ia fazer de conta que em Sodoma e Gomorra não tinha imoralidade e injustiça social por causa de dez justos. Ele estava dizendo que com dez justos é possível reestruturar tudo isso e recontar a História. Seria algo como se Ele dissesse: "Se Eu achar com dez pessoas com quem Eu possa contar para mudar essa cidade, Eu poupo essa cidade".
Os limpos de coração são os justos da cidade, são as pessoas com quem Deus pode contar para mudar a cidade, para mudar a vizinhança, para mudar o quadro geral, para mudar a vida. Porque eles acreditam no que Deus pode fazer, eles vêem Deus, eles vêem as possibilidades, eles sabem o que Deus pode fazer. Por isso estão investindo, participando. Afinal, eles são os que sabem da Graça, são os que choram com os que estão abandonados, desesperados, na sarjeta ou atrás dos grandes muros das mansões. São os que repartem, os que servem. São os que denunciam, os que apontam a falha, que mostram a saída. São os que tratam os outros baseado no amor que sabem que Deus tem por eles. São os que acreditam nas possibilidades da Graça e por isso investem nas pessoas, investem nos relacionamentos, investem na sociedade, dão a sua contribuição, a sua parte, porque eles sabem que por causa da Graça o nosso trabalho no Senhor não é vão, vai sempre frutificar.

- São os pacificadores. Aqueles que não fazem vistas grossas mas, pelo contrário, são os que resolvem problemas de modo a gerar Justiça. Justiça e não uma mera trégua através do conchavo. E estão prontos a serem perseguidos por causa dessa Justiça. Como disse o apóstolo Tiago, 'Justiça é uma semente que se semeia na Paz'. Então, há um tipo de Paz que gera Justiça. É aquela que resolve o problema, reconhece o Direito, mostra onde deve ceder. Essa Justiça não é uma ideologia, mas está baseada naquilo que vimos em uma pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Por causa dele é que somos perseguidos. "Bem-aventurados sois quando POR MINHA CAUSA vos injuriarem e vos perseguirem e mentindo disserem todo mal contra vós. Regozijai e exultai porque grande é o vosso galardão nos céus. Porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós".
Ser gente, fazer as coisas corretas é fazer aquilo que nós aprendemos com Jesus de Nazaré, não por uma ideologia, mas porque encontramos com uma pessoa. É isso que nós somos, os seguidores dessa pessoa. E os seguidores dessa pessoa são sal da terra e luz do mundo. Essa é nossa santificação. Nós vivemos e somos de um jeito que, quando as pessoas cruzam conosco, elas não têm outra opção a não ser dizer: 'Bendito seja o Deus que faz isso na vida de um ser humano'. Essa é nossa santidade. Nossa santidade é ativa, tem a ver com as características daquilo que nos realiza como ser humano, que nós chamamos de as bem-aventuranças.

Como é que a gente faz para viver isso?
A gente não faz, a gente deixa. Se alguém pudesse descrever um cristão de maneira plástica, descreveria um ser humano ajoelhado aos pés da cruz dizendo 'Senhor, eu não sei, mas Tu sabes. Eu não tenho, mas Tu tens. Eu não posso, mas Tu podes, e eu me rendo. Faça-se a Tua vontade na minha vida, frutifica em mim'. Que fruto que o ramo que permanece na laranjeira frutifica? Laranja. Que fruto que o ramo que permanece na parreira frutifica? Uva. Que fruto que o ramo que permanece em Jesus frutifica? Jesus. Jesus é o fruto da minha e da sua vida. Essa é nossa santidade, descrita nas bem-aventuranças. Jesus poderia ter dito 'Vocês são o sal da terra e a luz do mundo, porque vocês são a multiplicação de mim mesmo. Eu sou o grão de trigo que caiu na terra para ser reproduzido. E eu me reproduzi em vocês. Vocês são o sal da terra e a luz do mundo, porque vocês são a reprodução de mim mesmo. Eu me multiplicarei em vocês e todos verão a glória de Deus e reconhecerão o Deus da Glória'.
Ariovaldo Ramos (16/07/2006)
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