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MMIX

No último post do ano, gostaria de agradecer a todos os leitores que passaram por aqui nos últimos anos. Em especial este ano, em que minha saúde sofreu algumas oscilações, foi muito legal contar com o apoio dos amigos virtuais e, principalmente, dos virtuais que se tornaram pessoais.
Aliás, este é para mim um dos motivos principais para se usar o meio digital. Sair do impessoal para o pessoal. Claro que a distância impede que alguns estejam mais presentes, mas é muito estranho teclar e saber mais sobre a vida de uma pessoa através do blog ou do Twitter, quando ela mora a menos de uma hora de distância da minha casa.
Enfim, espero que 2009 seja um ano para fortalecer as amizades já existentes e para que novas aconteçam.
Vou aproveitar estes dias para descansar um pouco fora de Sampa - ainda estou com um pouco de dores da cirurgia que fiz dia 18 de dezembro - e, como vou para um local sem internet, volto à programação normal no próximo dia 5 de janeiro.
Um grande abraço a todos e um 2009 super especial para vocês!

Restaurações musicais

Quem só conhece Jorge Rehder através das inúmeras canções que compôs, acha engraçado quando descobre que ele é dentista. Já aqueles que são atendidos por ele em seu consultório, devem achar interessante quando descobrem que ele é um ícone na música cristã brasileira. Isso sem falar que, além dessas duas funções, ainda arruma tempo para ser pastor (da Primeira Igreja Evangélica Projeto Raízes) - além de marido e pai de duas filhas.
Sua carreira musical começou no início da década de 1970, na igreja metodista. De lá para cá compôs mais de cem músicas, dentre elas Unidade e Diversidade, Rei das Nações, Em todo Tempo e Barnabé. Muitas delas foram gravadas nos álbuns de Vencedores por Cristo, nos dois álbuns do Projeto Raízes ou fizeram parte de cantatas como Vento Livre, Eram Doze e Luz.
Com uma "carreira" musical dessas, muitos reclamavam por não encontrar nas prateleiras um trabalho exclusivo de Jorge Rehder. Pois foi agora, em comemoração aos 35 anos de carreira, que saiu o primeiro álbum deste compositor-dentista-pastor.
Porto Esperança traz músicas inéditas, alguns clássicos e contou com a participação especial de músicos como: Nelson Bomilcar, Marcos Mônaco (músico da Traditional Jazz Band), Carlos Sider, além da produção musical e arranjos de Daniel Maia (atual músico de Tom Zé).


Foi no lançamento de Porto Esperança, no último dia 12 de dezembro, que escolhi a última trilha de 2008 - e, conseqüentemente, a primeira de 2009. A música O Meu Pastor é Deus foi composta por Rehder para o DVD Deus é o Meu Pastor, lançado no Brasil pela COMEV, que traz reflexões sobre o Salmo 23, em especial para pessoas que combatem o câncer. No vocal, uma brilhante interpretação de Carlos Sider.

O meu Pastor é Deus, nada me faltará
Tudo o que eu preciso Ele proverá
O meu Pastor é Deus, me protegerá
Em verdes campos, junto às águas
Me fará descansar

Restaura minha alma
Guia os meus passos
Pelos Seus caminhos
Por Seu grande amor

Não temerei se no vale escuro eu andar
Protegido serei, junto a mim Ele estará
O Seu amor e o Seu bem me valerão
Pra sempre em meu viver
Até aquele dia em que habitarei
Para todo o sempre com o meu Pastor

Prepara-me uma mesa
Na presença de inimigos
Meu cálice transborda
Tenho consolo e unção

Não temerei se no vale escuro eu andar
Protegido serei, junto a mim Ele estará
O Seu amor e o Seu bem me valerão
Pra sempre em meu viver
Até aquele dia em que habitarei
Para todo o sempre com o meu Pastor

O meu Deus

O meu Pastor é Deus

Na tela
O clipe do DVD Deus é o Meu Pastor (COMEV).

Humor de 1ª na Segunda (34)

(Fonte: Nadaver)

Perspectivas

Sabemos de onde a música cristã brasileira veio.

Mas, será que sabemos para onde ela vai?

Capa da Semana (33)

A capa desta semana vai para o livro A Cabana. Um trabalho gráfico de Marisa Ghiglieri, Dave Aldrich e Bobby Downes, adaptado por Miriam Lerner para a versão em português.

Será que esquecemos de alguém neste Natal?

(Via: Rumorejo)
Publiquei este post originalmente no PavaBlog.

Presepada de Natal

O pessoal da zOnA dA RefOrmA não deixou esta data passar em branco.
Acho que alguns prefeririam que tivéssemos esquecido...

Um ótimo Natal para todos e um super 2009.
E, desculpem o transtorno.
Acredito que continuaremos em obras...

Nascer para morrer

O verdadeiro sentido no Natal se completa apenas quando, 33 anos depois de seu nascimento, Jesus Cristo é executado por romanos e judeus. A ressurreição de Jesus é o grande milagre, aquele que dá a vida.
Aqueles que seguem a Cristo não são aqueles que buscam ou encontraram um sentido na vida. São aqueles que, simplesmente, conseguem viver. Brennan Manning, em O Evangelho Maltrapilho, escreve que:
O que faz discípulos autênticos não visões, êxtases, domínio de capítulos e versículos da Bíblia ou um sucesso  espetacular no ministério, mas a capacidade de manter-se fiel. Fustigados pelos ventos volúveis do fracasso, surrados por usas próprias emoções rebeldes e machucados pela rejeição e pelo ridículo, os discípulos autênticos podem ter tropeçado e caído com freqüência, experimentando lapsos e relapsos, ter se deixado algemar aos prazeres da carne e se aventurado em territórios distantes. Mas, permanecem voltados para Jesus.
À primeira vista, parece a descrição de alguém falso. Que vive uma espiritualidade de fachada. Acredito que não é isso que Manning quer dizer. Deus não quer que cumpramos regras para parecermos perfeitos e entrarmos em Sua presença. Ele sabe que isso é impossível. Ele quer que nós tenhamos consciência da nossa incapacidade em amarmos a nós mesmos e aos outros. Ele quer que sejamos nós mesmos. Mas, ao mesmo tempo, nos dá dicas sobre valores maiores do que o do status social e da posição financeira.
Nos Evangelhos, em nenhum momento Jesus lança os princípios de uma igreja institucional. Mas, apresenta as bases de uma sociedade vitoriosa, o que podemos ver claramente, por exemplo, no Sermão do Monte:
Bem-aventurados os pobres em espírito,
pois deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram,
pois serão consolados.
Bem-aventurados os humildes,
pois eles receberão a terra por herança.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
pois serão satisfeitos.
Bem-aventurados os misericordiosos,
pois obterão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
pois verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores,
pois serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça,
pois deles é o Reino dos céus.
(Mateus 5.3-10 - NVI)
É inegável que estes princípios, independentemente da sua religião ou forma de expressão espiritual, são transformadores.
Quando pensei na música dessa semana, logo me veio à mente o clássico Oh Happy Day, vencedora de um Grammy na década de 1970. Vários arranjos foram feitos nos últimos 30 anos, mas um chamou a atenção, em 1993, elaborado pelo ex-vocalista do grupo Take 6, Mervyn Warren (o mesmo da música da semana passada...), para o filme Sister Act 2 (Mudança de Hábito 2).
A música composta por Edwin R. Hawkins ganhou a interpretação do The St. Francis Choir, apresentando como solista o jovem Ryan Toby, então com 15 anos. O coral foi formado ainda por Lauryn Hill (com 17 anos, na época) e as atrizes-cantoras Jennifer Love Hewitt (Ghost Whisperer) e Ashley Thompson (Touched by a Angel).
Esta não é uma música, em essência, natalina. Mas, é o resumo da razão do nascimento de Jesus. Ele nasceu, morreu e ressucitou para que dias mais felizes fossem um sonho possível. Para que nossos pecados fossem lavados e levados para o mais longe possível. Para que aprendêssemos a lutar e orar. Para que vivêssemos nEle a verdadeira alegria, que existe nos dias bons e nos dias maus. Quando estamos com saúde e quando estamos doentes. Se estamos com bastante dinheiro ou com o orçamento quebrado.

Na tela
Se você procurar pelo YouTube - e afins - não vai encontrar arranjos muito diferentes dessa música. O mais interessante que achei foi esse, com Elvis Presley:

Humor de 1ª na Segunda (33)

Dentro em breve, só para se prevenir,
os pastores vão mandar colocar
uma placa na porta das igrejas:
"Tira o sapato dos teus pés,
que este lugar é santo"!

Não está satisfeito?

De vez em quando, alguns livros nos dão um soco no estômago, não é?
Os maltrapilhos não reclamam da pregação fraquinha ou do louvor sem vida na sua igreja local. Eles estão satisfeitos em ter um lugar aonde ir em que possam mesclar-se a outros mendigos à porta da misericórdia de Deus.
(Brennan Manning - em O Evangelho Maltrapilho)

Para fechar o ano

Ontem fui submetido à uma cirurgia para retirada de um cisto broncogênico, que é um tipo de tumor que se forma no mediastino. Foi detectado em abril, quando fui internado em virtude de uma pneumonia.
A operação foi um pouco mais difícil do que o previsto mas, graças a Deus, tudo deu certo.
Agora, no final do dia, já consegui ficar sentado. Tirando a dor, os fios, tubos e sondas, pelo menos o hospital tem uma rede wireless para me manter conectado. Tudo em doses homeopáticas, já que a dor limita um pouco os movimentos. A previsão é que eu saia do hospital no domingo.
Para registro, dois momentos:

Minha última programação na "TV"


Momento E.T.

Gêmeas, mórbida semelhança

Nem sei qual a razão de serem duas revistas. As notícias são praticamente iguais. E, de vez em quando, as capas também são...
 
 

Ao vivo

Programas e entradas ao vivo são sempre propensas a erros. Cesar Tralli mostrou que, além do jogo de cintura, o repórter precisa ter, também, "jogo de braço":

E, aqui vai uma seleção de gafes, do Brasil e do mundo:

Congestionamento fotográfico

Até 10 de janeiro de 2009, é possível visitar no MIS (SP) a instalação Coletivo, do fotógrafo paulista Cássio Vasconcellos. A criação do artista monta um enorme mosaico formado por fotos aéreas de diversos veículos estacionados em vários pátios, como no Detran e em concessionárias. Cerca de 50 mil carros, ônibus, caminhões, ambulâncias foram recortados e colocados lado a lado.

Serviço
Exposição Coletivo

espaço redondo

MIS
Avenida Europa, 158
Telefone: (11) 2117.4777

terça a sexta, 12-19h
sábados, domingos e feriados, 11-18h
R$ 4, adultos -R$ 2, estudantes
grátis aos domingos e diariamente para pessoas com mais de 65 anos

Ele nasceu como nós

Semana passada falei sobre "clássicos melosos" e, sete dias depois, "queimo" minha língua. Quer dizer, em partes. Afinal, essa música não é um clássico - mas poderá se tornar daqui um tempo. Trilha do filme The Preacher's Wife (A Mulher do Pastor) - com Whitney Houston e Denzel Washington - essa canção apresenta a união perfeita da voz de Houston com a composição de Mervyn Warren (ex-Take 6), em parceria com Hallerin Hilton Hill.
Who Would Imagine A King
(Tradução livre)

Mães e Pais, sempre acreditam
Que seus pequenos anjos são especiais com certeza
E voce poderia crescer e se tornar qualquer coisa
Mas quem imaginaria um Rei.

Um pastor ou um professor, é o que você poderia ser
Ou talvez um pescador pelos mares afora
Ou talvez um carpinteiro construindo coisas
Mas quem imaginaria um Rei.

E estava tão limpo, quando os sábios chegaram
E os anjos estavam cantando Seu nome
E que o mundo seria diferente
Porque Você estava vivo
O motivo para que o céu continue a proclamar.

Um dia um anjo disse, sussurando
Que logo Ele traria algo especial para mim
E dentre todos os maravilhosos presentes que Ele poderia me dar
Quem imaginaria, quem poderia imaginar, quem imaginaria um Rei.

Humor de 1ª na Segunda (32)

Capa da Semana (31)

O Diário de Taubaté mostra, já na primeira página, o que vale mais na imprensa: notícia ou propaganda?

Jornalismos

CASO THALES FERRI SCHOEDL
Delírios jornalísticos na Rádio Bandeirantes
Por José Paulo Lanyi em 10/12/2008

Como eu adiantara neste Observatório, no artigo "Absolvição do promotor condenado pela mídia", que apresentou a distorção, obrigo-me a retomar, com a devida análise, o caso do "pseudofuro" jornalístico alardeado pela Rádio Bandeirantes em São Paulo.
Ao gravar o off de sua entrevista com o promotor Thales Ferri Schoedl, veiculada na segunda-feira (1/12/2008), o repórter Pedro Campos permitiu-se dizer o seguinte:

"Durante os quatro anos que se passaram, Thales não concedeu entrevista. O promotor rompeu o silêncio neste fim de semana em uma entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes". Trata-se de uma desinformação gravíssima, e é sobre isso que vamos pensar agora. Ao fulcro do problema: a afirmação de que o promotor não havia sido entrevistado "durante os quatro anos que se passaram" é falsa. A primeira entrevista de Schoedl fora publicada por este Observatório em 23 de outubro de 2007, com manchete no portal iG, que manteve o artigo na home por várias horas, ao longo de um dia e meio. O promotor também seria ouvido pela revista Época, em fevereiro de 2007.

O silêncio dos culpados
Alertada por este articulista, a assessoria da emissora respondeu que avisaria a redação. À essa altura, a rádio já havia colocado o seu bloco na rua. Milhares de internautas receberiam esta mensagem sobre o furo-frankenstein:

"Thales Ferri Schoedl fala com exclusividade à Rádio Bandeirantes
Promotor fala à imprensa pela primeira vez desde 2004
São Paulo, 1 de dezembro de 2008 – O promotor Thales Ferri rompeu o silêncio e concedeu entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes no último fim de semana. É a primeira entrevista dele à imprensa desde os acontecimentos na praia de Bertioga, em 30 de dezembro de 2004, quando o promotor matou a tiros o jogador de basquete Diego Mendes Modanez e feriu o universitário Felipe Siqueira Cunha de Souza".
No site da rádio também se podia ler (e ouvir):

"Promotor Thales Ferri fala com exclusividade à RB
Pela primeira vez o promotor Thales Ferri Schoedl fala à imprensa sobre o episódio ocorrido há quatro anos na Riviera de São Lourenço, no litoral norte de SP".
Apesar do novo artigo neste portal, de todos os avisos de que tudo não passava de uma rematada balela e, claro, de mau jornalismo, a redação e o departamento de divulgação da emissora persistiram na papagaiada. A farsa foi "bancada", em uma prova inequívoca da indiferença de determinados profissionais pela verdade.

Vale a pena ser o primeiro?
Pioneirismo, liderança, primazia, é tolice negar a admiração do ser humano por aqueles que chegam na frente. No jornalismo, esse impulso psicológico é traduzido pela valorização de expressões como "entrevista exclusiva", "exclusividade" ou "furo de reportagem". Noticiar o que nenhum outro conseguiu é, em tese, uma demonstração de investimento em reportagem, de persistência pela busca da informação, de talento, de competência. Logo se verificam os resultados práticos: aumento do interesse do público, ou seja, da audiência e do prestígio e, no plano comercial, das verbas publicitárias.
Tranqüilizo o leitor, não pretendo escrever um manual de auto-ajuda. Uma vez proferidas as obviedades do parágrafo anterior, cumpre dizer o principal. Há, no jornalismo, quem se deixe obcecar pelo "furo", em detrimento de quaisquer considerações, como o zelo pela própria consciência, o respeito pelo público e o apreço pelos seus colegas de outros veículos. Troca-se tudo, inclusive a credibilidade, que se deveria pretender perene, por um momento vazio e, não afetemos admitir o contrário, indecoroso.
Erros são comuns a todos nós. Na cobertura do Caso Thales Schoedl, por desconhecimento, cheguei a escrever:

"Cumpriria, para melhor informar, mergulhar no processo criminal 118.836.0/0-00, que hoje compreende cerca de 1.500 páginas e cujos trechos ora publico com triste e alarmante exclusividade". No mesmo dia da publicação, contudo, sem que ninguém me houvesse censurado, apressei-me a me corrigir, no espaço de comentários:

José Paulo Lanyi , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 2/10/2007 às 5:47:06 PM
É preciso dizer que encontrei agora na internet dois espaços que publicaram alguns testemunhos desse caso: o blog "Ronda Paulistana", no Globo Online, e o "Blog do Promotor". Pode ser que haja outros. De qualquer forma, essa é a minoria da minoria. É muito pouco, quase risível, infelizmente, diante da desinformação reinante.
Lesa-verdade
Há, contudo, "crimes de lesa-verdade". Em 28 de novembro, portanto três dias antes da veiculação da entrevista pela Rádio Bandeirantes, eu obtivera duas informações:
 
1. A emissora entrevistaria o promotor;
 
2. O repórter Pedro Campos tinha conhecimento da entrevista publicada por este Observatório.

Nesse mesmo dia, por e-mail, relatei o que soubera aos editores deste portal.
É mesmo gargalhante conceber o fato de que o repórter da emissora ignorava as entrevistas anteriores. Ele acompanhava o caso e desde muito batalhava por ouvir o promotor, que se recusava a concedê-la. Não foram poucos os que tentaram produzi-la, sem sucesso. O temor era o de sempre: a defesa sugeria a leitura dos autos, mas raros jornalistas se dedicavam a cumprir o seu dever.
Como este articulista foi, conforme os advogados, o primeiro a requerer a cópia do processo, tornou-se uma espécie de "referência" (concordo, é muito pouco, em terra de cego...). Em outras palavras se dizia: se quiser cobrir o caso com responsabilidade, faça como o seu colega que entrevistou o acusado e, ao menos, leia o processo.

A salvação da lavoura
É de se perguntar, também, se um repórter alucinado por uma entrevista não teria, necessariamente, indagado às suas fontes, aos seus colegas da Bandeirantes (inclusive aos seus sapientíssimos chefes) ou de outros veículos, ao Google ou ao Oráculo de Delfos: "Afinal de contas, esse sujeito, que considero a salvação da minha lavoura, foi ou não entrevistado um dia?" Alguém teria respondido. Se não os citados, o próprio promotor.
Diante do desfecho que testemunhamos, o conhecimento da entrevista publicada um ano antes altera o estatuto da distorção: da culpa para o dolo, do erro para a mentira.
Quantos trocariam um caráter por um furo jornalístico que milhares de pessoas já sabiam, de pronto, ser impossível, por fantasioso?
Minha resposta é: antes de a emissora ser avisada do vexame, ao menos um. Depois disso, como persistisse a impropriedade, se bem que lucrativa, sugiro recorrermos a uma calculadora.
Do detalhe à informação revolucionária, a regra, em muitas redações, tem sido a de mentir, omitir e distorcer.
O jornalismo brasileiro está na UTI. E eu sou o Dr. Pangloss.

(Fonte: Observatório da Imprensa)

Natal com swing

Se você quiser fugir dos clássicos melosos de Natal, aqui vai mais uma dica. Uma música composta pelo inigualável Cassiano (sobre quem escrevi em maio deste ano), em parceria com Paulo Zdanowski, que saiu no álbum Cuban Soul - 18 Kilates (1976).
Além do arranjo primoroso, vale a pena destacar, nesta música, o sax soprano de Paulo Moura. Você ouve, nesta semana, no DoxaOnline.
Hoje é natal
Hoje é Natal de estrelas no céu
Hoje é natal, Papai Noel
Deixou pra você os sinos do amor
E em meio as flores na sala, no bar
Lareira e as crianças a brincar
E no jardim o nosso cão a rosnar
Nossos cisnes enfeitam o pomar
Tudo é lindo, é Natal
Quantos risos, é Natal
Muitos risos, é Natal
Viver, sorrir
Noite de amor, de gente feliz
Noite de cor, de azul tão cheio de paz
Eu quero ter pra muito te dar
Oh, mãe querida, saiba que eu
Nunca te esqueci jamais, mamãe
Hoje é natal, é seu também

Humor de 1ª na Segunda (31)


Fonte: Mulher de 30 (Via: PavaBlog)

Mediocridade nas letras

Jorge Camargo e Gerson Borges cantam e debatem com Whaner Endo sobre literatura no meio evangélico, no último dia do II Encontro Nacional de Cristianismo Criativo.
Realização: W4 Editora. Apoio: zOnA dA rEfOrmA.

Dia IV - Parte I

Lançamento

Redassão

O Mano

Quando eu tiver um mano,
vai-se chamar Herrar.
Porque Herrar é o mano.

Fim.

(Colaboração: Andrea Saba)

Capa da Semana (30)

Mais uma vez o jornal Hora de Santa Catarina do grupo RBS, merece destaque, graças à sua equação/ilustração "bem explicadinha" para os torcedores:

Balaio

O jornalista Ricardo Kotscho criou um espaço no portal iG (também reproduzido no sítio da revista Brasileiros), com a finalidade de escrever "sobre tudo", não necessariamente sobre o que "bomba" na mídia. Segue o post de ontem (03/12):
Um post sem Dantas, crise, tragédias

Conta uma lenda urbana carioca que certa vez o ex-blogueiro e quase ex-prefeito Cesar Maia entrou num açougue e pediu um sorvete. É o que acontece, imagino, com alguns leitores deste Balaio que reclamam por não encontrar aqui os assuntos por eles considerados importantes.

Esta semana, um novo e bom amigo, o Dr. Jardim, da turma que se encontra nos finais de tarde no bar do Beto Ranieri, me cobrou um comentário sobre a indicação de Hillary Clinton para o governo Obama anunciada naquele dia. Nem tinha pensado nisso. Outros indagam porque o Balaio não fala do caso Daniel Dantas, da tragédia de Santa Catarina, da crise econômica mundial.

O que teria eu a escrever sobre a nomeação da sra. Clinton, que não tive a honra de conhecer, e destes outros assuntos, além de tudo que já foi exaustivamente publicado em todos os blogs, colunas e na imprensa em geral? O que mais me irrita como leitor é exatamente esta mesmice, tratar das mesmas notícias enguiçadas de que fala o meu colega Tuty Vasques. 

Numa época de pauta e pensamento únicos, meu objetivo no Balaio, desde o primeiro dia, como escrevi aos leitores, é tratar de assuntos que estão fora da mídia. Aqui não tem assunto obrigatório nem proibido. Procuro tratar de temas da vida real, fazer uma espécie de meu diário de repórter _ e tem dado certo. A cada dia, noto que entram mais novos leitores do que saem os que não encontraram sorvete no açougue.

Não poderia ter encontrado lugar melhor para refletir sobre este cardápio do Balaio e sua freguesia do que onde estou agora, numa fazenda em Igaratá, a uma hora de São Paulo. O único problema é a dificuldade para conseguir sinal da internet no meio do mato. Mesmo tão perto da cidade grande, é um outro mundo, mais lento, menos competitivo.

Por isso, saí do ar ontem, mas hoje dei um jeito de colocar nossa conversa em dia. Por um feliz acaso, comecei a ler hoje matéria da Folha de ontem, que tem tudo a ver com o que eu gostaria de dizer nesta hora de tantas aflições pelo mundo afora com a sucessão de crises e tragédias numa interminável safra de más notícias.

A matéria, na verdade, é de Sharon Otterman, do New York Times, e foi reproduzida pela Folha Ilustrada. Sob o título “blog zen”, assim mesmo, só com minúsculas, a matéria trata do “movimento do slow blogging, inspirado na idéia de slow food”. Uma das estrelas do movimento, Barbara Ganley, prega que páginas pessoais de internet sejam “um convite à reflexão, em vez de noticiosas e imediatistas”.

Mesmo sem saber da sua existência, sou há tempos um fiel seguidor deste movimento, ainda quando trabalhava na grande imprensa. Sempre procurei fugir dos assuntos que estão nas manchetes, das entrevistas coletivas, da competição com outros colegas pela mesma matéria.

Por isso, nos distantes anos 60 do século passado, comecei a ser chamado de “repórter do pipoqueiro”, em contraponto aos “repórteres dos assuntos sérios” naquela velha redação do Estadão dos tempos da censura (conto esta história no meu livro de memórias “Do Golpe ao Planalto”, editado pela Companhia das Letras).

Sempre gostei de inventar uma pauta fora do mundo oficial, de preferência num lugar bem longe, pegar um fotógrafo e um motorista ou uma passagem de avião e sair por aí caçando histórias sobre a grande aventura humana em nosso país.

Ao explicar o “slow blogging”, a repórter do NYT cita Todd Sieling, autor de um manifesto lançado em 2006, que define o movimento como “rejeição ao imediatismo”. “Em seu blog, Ganley justapõe imagens e textos, tecendo reflexões sobre a paisagem local. Ela tende a incluir posts uma ou duas vezes por semana, mas à vezes passa cerca de um mês sem incluir material novo”.

Ainda não cheguei a tanto… Sofro quando fico um dia sem atualizar o Balaio, mas concordo com a blogueira zen quando ela receita: “Escreva num blog para refletir; escreva tweets para se conectar. O blogging é aquele lugar sem pressa.

A seguir, reproduzo as 7 dicas do jornal para “você começar a postar como uma tartaruga”:

1. “Slow blogging” é a rejeição ao imediatismo
2. “Slow blogging” prova que nem tudo que merece ser lido é escrito às pressas
3. “Slow blogging” é meditação
4. Blogs de notícias são como restaurantes de fast-food
5. Fique em silêncio por alguns minutos antes de escrever
6. Não escreva a primeira coisa quelhe vem à cabeça
7. Inclua posts uma ou duas vezes por semana, mas, se precisar ficar um mês sem escrevar, faça

Se eu seguir esta última dica tenho a ligeira impressão de que o iG vai me mandar embora. Quem estiver procurando notícias  quentes sobre os principais assuntos do dia, pode encontrar aqui mesmo neste portal, no nervoso cardápio do Último Segundo comandado pela Mariana Castro.  Peço licença para me despedir porque agora estou sendo chamado para uma caminhada ecológica.

Retratos & Reflexos (30)

A fótografa Caroline Bittencourt, além de talento,
tem um site pessoal bem interessante, na horizontal.
Confira, também, seu flickr.

Seis vozes, várias emoções

Já escrevi sobre o grupo Take 6, em agosto do ano passado. Sem delongas, na entrada do último mês do ano, já em espírito natalino, curta um arranjo fantástico do clássico Away in a Manger, do álbum He is Christmas (19991). E, para quem é fã do grupo, saiu um novo álbum no final de setembro, intitulado: The Standard.

Na tela
Joy to the world e um medley de músicas natalinas. Take 6 ao vivo.

Humor de 1ª na Segunda (30)

(Fonte: Deus no Gibi)
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