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Artistas arteiros

Enquanto a turma do zOnA dA RefOrmA traduz e legenda a entrevista que fizemos com o Rory Noland no lançamento do livro A Vida do Artista, na Livraria Cultura, curta mais um trecho do bate-bola com Jorge Camargo e Jorge Rehder, no dia que Rory esteve no Projeto Raízes. Apoio: W4 Editora e Cristianismo Criativo.



Legendagem e criatividade

 Um divertido clip feito por Ross Ching para a música
Death Cab for Cutie, dos Little Bribe.
Death Cab for Cutie - Little Bribes from Ross Ching on Vimeo.

Capa da Semana (53)

Muitos já declararam a morte do jornal impresso. Mesmo assim, ele sobrevive. Mas, é de se esperar que o espaço em um jornal seja muito disputado e, muitas vezes, a briga é entre propaganda e notícia. Por isso mesmo eu achei interessante o destaque que o jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, deu para o surgimento de um arco-íris na cidade.

Disseminação viral

Gripe suína, boatos e a boa Rádio Peão

Wilson da Costa Bueno

A notícia estava na Folha de S.Paulo do dia 19 de maio último e tinha como título: "Governo cria grupo contra boato sobre gripe". O repórter Daniel Bergamasco explicava já no lead da matéria: "O Ministério da Saúde criou uma equipe de oito pessoas para responder boatos na internet sobre a gripe suína. Com cinco contratados especialmente para a missão, o grupo vasculha comentários em cerca de 400 blogs e sites, como Orkut e Twitter. Quando percebem informação falsa que possa alarmar outros internautas, os agentes escrevem comentários com dados corretos sobre sintomas, vítimas etc."

Puxa, a notícia é mais do que alvissareira. Em primeiro lugar, porque evidencia a disposição do Ministério da Saúde de entrar firme na guerra da informação, buscando esclarecer os cidadãos , evitar o pânico ou a circulação de informações não qualificadas, numa autêntica cruzada a favor da cidadania. Em segundo lugar, porque retira aquele mito de que as ações de comunicação do Governo devem estar sempre focadas na promoção pessoal e de partidos ou que se reduzem a campanhas publicitárias com objetivos meramente eleitoreiros. Há felizmente uma boa comunicação pública também. Na verdade, repetidamente os governos têm optado pela propaganda em vez do diálogo e com isso têm-se caracterizado, ao longo do tempo, por um processo formidável de incomunicação, mas há exceções e elas não podem deixar de ser calorosamente aplaudidas. Em terceiro lugar, porque, cada vez mais, legitima o Ministério da Saúde como "entidade" comprometida com a luta contra grandes interesses.

Se você anda acompanhando com atenção o noticiário deve estar percebendo que o Ministério da Saúde tem enfrentado com coragem alguns lobbies formidáveis (indústria tabagista, laboratórios farmacêuticos, indústria agroquímica e de alimentos etc) resgatando o que deve ser efetivamente a missão do Governo e do Estado. No fundo anda muito melhor do que alguns jornalões (Folha e Estadão, por exemplo) que insistem em promover cursos para jovens jornalistas com o apoio da Philip Morris, ainda que não tenham dúvida de que a indústria tabagista adote uma postura tradicionalmente não ética, não transparente, empenhada em manipular a informação. Mas negócio é negócio, não é verdade? Pelo menos assim pensam os nossos empresários da comunicação que, quase sempre, têm compromisso apenas com os seus amigos e os seus cofres.

Os boatos costumam proliferar em momentos de crise e tendem a produzir efeitos nefastos, se encontram ambiente favorável. Caso as autoridades (no caso da gripe suína) não demonstrem disposição e competência para enfrentá-los e não disponha de credibilidade para se fazer ouvir, certamente os oportunistas de plantão (olho vivo nas campanhas de laboratórios nesse momento, interessadíssimos em vender medicamentos e em estimular a automedicação) estarão a postos para lucrar com a desinformação de pessoas simples.

Uma sociedade absolutamente conectada é prato cheio para a veiculação de boatos que têm como objetivo favorecer empresas, pessoas, governos e assim por diante. Quase sempre, esses boatos penalizam os cidadãos, notadamente os das classes menos favorecidas, aqueles que encontram dificuldade (o índice de analfabetismo funcional no Brasil é elevadíssimo) ou não têm recursos para acessar rapidamente especialistas que possam tirar as suas dúvidas.

Essa situação demonstra a necessidade de o Governo dispor de canais próprios para veicular informações  relevantes e não ficar refém da mídia tradicional porque ela necessariamente não tem os mesmos compromissos e objetivos, ainda que, aqui e acolá (os bons exemplos merecem ser saudados),  possa contribuir decisivamente para enriquecer o debate de temas nacionais e aumentar a vigília sobre a gestão da coisa pública.

Na área da  Comunicação Empresarial, a questão dos boatos tem sido tratada de maneira equivocada na maioria das vezes porque empresários e executivos (inclusive de Comunicação) costumam ser arrogantes (como os presidentes da Petrobrás e da Vale, para só citar dois casos) e preferem o monólogo ao diálogo, certamente confiando no poder de suas empresas e em investimentos pesados em propaganda (como gastam dinheiro a Vale e a Petrobrás para proclamar sua excelência ambiental, ambas sintonizadas com a praga do marketing verde). Como pode uma mineradora, que extrai os recursos minerais até esgotá-los definitivamente, proclamar-se sustentável? Como pode a nossa querida Petrobrás vangloriar-se de sua gestão ambiental, se em cumplicidade com as montadoras e a omissão de Governos (veja que não estou me limitando ao Governo Lula ), continua entregando um combustível sujo de dar dó, emporcalhando o ar das nossas cidades (aliás, que dramático o levantamento recente que dá conta da poluição dos parques de São por conta da sujeira dos automóveis)?

Nas organizações existe inclusive um termo pejorativo para designar um processo quase sempre espontâneo de comunicação - a Rádio Peão - demonizado por executivos porque se contrapõe à comunicação formal, institucional, em sua maioria não democrática, não transparente. Você já não ouviu dizer que a Rádio Peão é obra do sindicato? Pois é, tem gente que acredita nisso, como se os sindicatos (em boa parte organizações de fachada para receber as contribuições legais) tivessem mesmo esse poder de fogo. Todos sabemos que mesmo alguns dos mais representativos sindicatos ou centrais estão na verdade cortejando as autoridades. Pois não é verdade  que nunca tivemos tantos sindicalistas buscando brechas no Governo por pura ambição pessoal? Estou errado?

A Rádio Peão nas organizações precisa ser contemplada de outra forma porque, como temos insistido, ela se constitui num processo natural de troca de informações (é lógico que há espaço para boatos, o que acontece até nas melhores famílias, não é verdade?), onde entram em jogo interesses pessoais, recalques, mas também o desejo franco de interagir independentemente do controle das organizações. Embora as empresas torçam o nariz para estas conversas paralelas, elas são necessárias e fazem parte do convívio humano, sobretudo neste momento em que estamos sendo empurrados para a comunicação mediada pela máquina, com pouco espaço para o afeto, o diálogo, o olho no olho e a solidariedade.

A Rádio Peão só é nociva em ambientes onde não há transparência, espaço para o debate, abrigo para a divergência e a pluralidade de idéias e opiniões. Quando as pessoas podem abertamente colocar suas posições, onde os subordinados podem tirar suas dúvidas junto a chefes (com credibilidade, o que é cada vez mais difícil de se encontrar), o boato não tem vez porque não encontra ambiente para florescer.  Nas organizações onde a comunicação interna continua sendo o berço da censura, da auto-censura, da chantagem moral ("manda quem pode, obedece quem tem juízo!), a Rádio Peão tem um papel importante ao contrapor-se ao autoritarismo, na tentativa desesperada de furar o cerco do silêncio, da informação manipulada pelas chefias.

Uma empresa como a Embraer, que apunhala pelas costas mais de 4.0000 funcionários, deveria ter uma Rádio Peão pra lá de barulhenta  porque  recusa a transparência e o relacionamento saudável com os seus "colaboradores "(odeio esse termo porque como se pode colaborar com uma empresa com esse perfil?). E como a Embraer há milhares de empresas por aqui que , como alguns parlamentares, se lixam para os seus funcionários, a sua opinião pública interna. Nos momentos de crise, aumentam inclusive a sua reduzida disposição para dialogar, quando não promovem o pânico interno, com ameaças de demissão a todo momento.

Os boatos que penalizam os cidadãos devem ser combatidos e o Ministério da Saúde, se é verdade a notícia da Folha (os jornais também andam cheios de boatos), merece parabéns pela iniciativa. Já as organizações e as chefias com mão de ferro, com ouvidos que não ouvem e braços estendidos para açoitar os que ousam divergir merecem o nosso repúdio. Que a  Rádio Peão as infernize o tempo todo, ruidosamente.

Algum dia as organizações vão se dar conta de que a Rádio Peão (com certeza outro termo será cunhado para designar esse processo, embora até goste desse!) pode ser uma parceira. Talvez descubram também (já era tempo!) que a Rádio Peão não pode ser calada e que ela é mais estridente quanto maiores forem os esforços para que o silêncio prevaleça internamente.

Abaixo a ditadura da comunicação interna. Rádio Peão nela!

Em tempo: quem autorizou o concurso cultural ("que piada sem gosto!") da Bayer em favor da Aspirina? O Ministério da Saúde, a ANVISA estão sabendo disso? Vai continuar assim, sem ninguém tomar qualquer providência?  Não há cultura alguma nessa porcaria de concurso a não ser a cultura do incentivo à medicação. Em época de crise, de gripe, de dengue, oferecer dinheiro, fazer cadastro de pessoas para vender remédio é um crime.  Daqui a pouco os laboratórios vão pedir patrocínio da Lei Rouanet para suas ações mercadológicas completamente descabidas. Salve a cultura da ignorância e da impunidade! Repito: é bom ler A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos, de Márcia Angell, publicado pela Editora Record.

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP,
diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa.
Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

Retratos & Reflexos (53)

A exposião SPA, de Gilda Mattar, abre a 
9ª edição do Prêmio Porto Seguro Fotografia.
Confira exposição (até 21/6)
e se inscreva no concurso.

Eterno

Algumas vezes, já sei de antemão qual será a música da semana. Outras vezes, fico na dúvida entre colocar alguma novidade ou algo já consagrado. Hoje, resolvi colocar no DoxaCast um clássico do jazz: Take Five, em uma gravação ao vivo feita em Montreaux, em julho de 1982. A formação do Dave Brubeck Quartet nessa apresentação contava com Dave Brubeck ao piano, Chris Brubeck ao baixo, Bill Smith ao clarinete e Randy Jones na bateria.
Take Five é uma música de Paul Desmond que, em 1959, deu projeção ao quarteto de Brubeck, formado então por Joe Dodge, Bob Bates e Desmond.

Humor de 1ª na Segunda (53)

(Via: Angeli)

Música

Nesta segunda-feira (25/5), Stenio Marcius, Diego Venâncio e Terra dos Palhaços participam da série de debates Autorretrato da Música Cristã Brasileira, promovido pelo Mackenzie. Às 19h00, no Auditório Ruy Barbosa (Rua Itambé, 135 - Higienópolis). Saiba mais.

Os bits também amam

Um coletivo de artistas chamado Multitouch Barcelona
lida com a relação interativa entre homem e máquina.


Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo
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zOnA 2009

No primeiro programa de 2009, acompanhamos o lançamento do livro A Vida do Artista, de Rory Noland, aqui em São Paulo, pela W4 Editora. Conseguimos uma entrevista exclusiva com o autor. Para começar, confira a opinião dos músicos e compositores Jorge Camargo e Jorge Rehder sobre artes e igreja.


 
Saiba mais em: http://zonadareforma.blogspot.com

Capa da Semana (52)

Obama sem camisa causa polêmica em capa da Washingtonian. Confira o texto do Observatório da Imprensa (aqui).

Uma câmera na mão e uma sociedade na cabeça

JORNALISMO COMUNITÁRIO
O ex-presidiário que quer criar a CNN do Harlem
Por Leticia Nunes (edição),
com Larriza Thurler em 19/5/2009

Joseph Hayden, de 68 anos, tem uma missão: construir uma "CNN para o Harlem". Ele se classifica como viciado em notícias, mas afirma que a falta delas sobre comunidades de baixa renda e minorias o deixa furioso. "Eles só falam sobre a classe média. Nunca olham para baixo. Não falam com a gente. Nunca perguntam a minha opinião", queixa-se, completando que a mídia tradicional fala com "arrogância e certeza" sobre os sentimentos da população americana, sem conhecê-la como um todo. 

Hayden, entretanto, está determinado a mudar esta situação – pelo menos localmente. Por isso, investiu no ano passado, com dois amigos, 40 mil dólares para criar uma organização de notícias. O objetivo da Still Here Harlem Productions é "cobrir todos os aspectos da vida dos marginalizados e dos sem voz no Harlem".

Em setembro, os vídeos de meia hora produzidos pela equipe começaram a ser exibidos no canal a cabo Manhattan Neighborhood Network, e, em fevereiro, Hayden criou o sítio de internet All Things Harlem, com reportagens em vídeo e gravações dos eventos políticos, sociais e culturais do bairro de maioria negra de Manhattan.

Cria local

Hayden sai com naturalidade pelas ruas do bairro com uma câmera na mão. Recentemente, perguntou às pessoas sobre os 100 primeiros dias de Barack Obama na presidência. Na mesma noite, postou o resultado da gravação em seu sítio e no iReport, programa de jornalismo-cidadão da CNN. No dia anterior, ele havia coberto uma passeata contra a violência das gangues por conta do assassinato de um menino de 13 anos em uma festa.

Hayden nasceu no Harlem, filho de uma faxineira que criou sozinha a família. Foi preso pela primeira vez aos 16 anos, por posse de heroína, e já enfrentou acusações e condenações por tentativa de assassinato, lavagem de dinheiro e homicídio culposo. Na prisão, estudou, virou professor e, posteriormente, já livre, tornou-se líder comunitário. "Para mim, o crime é uma reação", diz. "Quando me eduquei, comecei a ver oportunidades em outras áreas. Comecei a trabalhar para mudar o sistema, para tentar reformar o sistema. [Trabalhar como líder comunitário] se revelou como a coisa mais natural do mundo para mim". Informações de Jason Grant [The New York Times, 18/5/09].

Retratos & Reflexos (52)

Em um dia agitado, super cansado e estressado,
nada como contemplar o pôr-do-sol através da janela
antes de voltar para casa.
(Foto: Fábio Davidson)

Suba no Crombie!

Se na música em geral coisas interessantes surgem de tempos em tempos, no meio cristão é quase como a passagem do cometa Halley. Uma das promessas que tem surgido é a turma do Crombie. Paulo Nazareth, Felipe Vellozo, Filipe Costa, Lucas Magno e Gabriel Luz se conheceram em Niterói (RJ) e têm percorrido várias cidades do Brasil para levar o seu som.
Nesta semana, você curte no DoxaCast a música Sobre o Tempo, do álbum porenquanto.

Confira a página da banda no MySpace e uma entrevista feita por Whaner Endo para o portal Cristianismo Criativo. No blog Alforria tem mais uma entrevista e o link para o download autorizado das músicas. Ou, entre em contato pelo e-mail oscrombie@gmail.com e encomende o CD.

Humor de 1ª na Segunda (52)

A arte imita a vida?

Hoje, foi a vez do Projeto Raízes. Nesta segunda-feira, é a sua última oportunidade - na capital paulista - de conhecer pessoalmente Rory Noland, no lançamento de seu livro A Vida do Artista, pela W4 Editora. Será às 19h, na Livraria Cultura do Shopping Market Place (mapa). De quebra, ainda poderá ouvir o som do Kol Brasilis (abaixo em um arranjo de Beatriz):

Mais informações sobre Rory Noland no Brasil, no blog da W4.

Capa da Semana (51)

A capa desta semana vai para o jornal A Tribuna Piracicabana. Tudo porque juntamente com outros quatro alunos de pós-graduação (Alex, Faiga, Maurício e Vivian), encaramos o desafio de fazer um trabalho teórico na prática e conseguimos colocar nosso cliente na primeira página de um dos veículos planejados, além de ter saído em outras mídias.

Nosso cliente, no caso, foi o Quinteto Villa-Lobos, vencedor do XII Prêmio Carlos Gomes como Melhor Conjunto de Câmara e que, neste final de semana, brinda São Paulo com três apresentações. As primeiras serão amanhã (16/5), no Shopping Villa-Lobos, às 16h e às 18h, parte da programação Heitor Villa-Lobos - Uma vida em sete notas. Depois, no domingo, será a vez do Auditório Ibirapuera receber o quinteto de sopros, às 19h, para o início de turnê do lançamento do álbum Villa-Lobos - Um Clássico Popular. Os dois eventos são gratuitos.

Hoje, no Provocações

Luiz Felipe Pondé é o convidado de Abujamra
O filósofo, tido como um dos mais respeitados da atualidade, participa do Provocações desta sexta-feira, na TV Cultura

Afirmações fortes e polêmicas é a marca registrada do filósofo, ensaísta e escritor pernambucano Luiz Felipe Pondé. Certa vez disse: “É claro que o mal existe. O que talvez a gente possa pôr em dúvida é se existe o bem".  Pondé, que já estudou o papel da religião nas obras de Dostoiévski, será provocado por Abujamra a responder perguntas como: O que é a vida? A felicidade é uma ideia velha? Você acredita em suicídio? O ser humano é agonia? Prefere uma vida pensada ou uma vida vivida?

Durante a entrevista, que vai ao ar nesta sexta-feira (15/5), às 22h10, na TV Cultura, o filósofo diz acreditar na culpa como um dos elementos fundamentais de qualquer experiência moral; discute a vida, a política como forma de resolver tudo, a Igreja Católica, o Papa Bento XVI; e conta que chora quando tem a impressão que está diante de um milagre: “quando o mundo quebra sua ordem miserável”.

Considerado um dos filósofos mais respeitados da atualidade, Pondé já publicou quatro livros: O Homem Insuficiente (Edusp); Conhecimento na Desgraça (Edusp); Do Pensamento no Deserto (Edusp); Crítica e Profecia (Ed. 34). É pós-doutor pela universidade de Tel Aviv, professor do programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC/SP, e  leciona também nas Faculdades de Comunicação da FAAP e Unifesp.  É, ainda, articulista da Folha de S. Paulo.

Equilíbrio

Em um país onde jornalistas-humoristas têm sua entrada barrada em certos locais públicos, como o Congresso Nacional, ou são ignorados pelos que se dizem representantes do povo, que não têm coragem de encarar a verdade, mesmo que travestida de piada, é interessante observar como os presidentes dos EUA comportam-se e se relacionam com os jornalistas, em especial, com os correspondentes.
Outro dia, assisti um documentário sobre Helen Thomas, jornalista que desde John Kennedy (1961) é membro da Sala de Imprensa da Casa Branca e ficou conhecida pela frase "Obrigada, senhor Presidente", indicando que o tempo de meia hora da entrevista coletiva estava próximo do fim (e também é o nome do documentário biográfico produzido e exibido pela HBO). Foi amada e odiada pelos dirigentes do país, porém sua forma polida constantemente colocava os mandatários em uma saia justa, com perguntas bem elaboradas e desconcertantes. É um documentário que vale a pena assistir.
Pensei nisso quando assisti o discurso do presidente Barack Obama no tradicional jantar anual dos correspondentes (leia mais, abaixo).



Obama faz piadas sobre a própria administração e rivais em evento tradicional
Até mesmo a nova gripe virou motivo de piada em discurso descontraído do presidente americano

O presidente americano fez uma pausa em sua concorrida agenda para um momento de descontração: na noite deste sábado, ele participou do tradicional jantar anual da Associação dos Correspondentes, na Casa Branca.
Desde 1924, todos os presidentes americanos comparecem ao jantar. Obama fez piadas sobre a própria administração e alfinetou governos anteriores. Ele chegou ao jantar acompanhado da esposa, Michelle. Na plateia estavam políticos, celebridades e jornalistas.
Um dos alvos preferidos de seu discurso foi o ex-vice-presidente Dick Cheney. Obama disse que Cheney não pôde comparecer ao jantar porque estava escrevendo um livro de memórias que se chamaria "Como atirar em amigos e interrogar pessoas". Até a gripe suína foi motivo de piada. Obama disse que ele e a secretária de estado Hillary Clinton já foram rivais, mas que agora não poderiam estar mais próximos e que ela até o abraçou quando voltou de uma viagem... ao México.
Depois do show de humor, o presidente falou sério. Ele elogiou o papel da mídia nos Estados Unidos e disse que o país não seria o mesmo sem a liberdade de imprensa.
Os participantes do jantar pagaram um ingresso de US$ 200. O dinheiro arrecadado será doado a instituições beneficentes.
(As informações são do site G1)

Retratos & Reflexos (51)

Segundo o blog Tramafotografica, Keiny Andrade foi um
dos selecionados para Festival de Fotografia de Sevilla.

XII Prêmio Carlos Gomes

Acabo de sair da cerimônia de divulgação dos vencedores do XII Prêmio Carlos Gomes. Em uma noite de festa para a música, a Sala São Paulo foi o palco, nesta segunda-feira, da premiação de artistas que dão tudo de si para que a arte musical de qualidade seja apreciada no Brasil e no exterior.
O anúncio dos premiados foi brindado com execuções de obras de Antonio Carlos Gomes pela Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob a regência de Lígia Amado. Os destaques da noite foram a soprano Rosana Lamosa e o tenor Marcello Vannucci que, além de um solo, encerrou a programação de forma emocionante em um duo com a soprano Niza de Castro Tank, cuja carreira já acumula mais de 50 anos de amor e dedicação às artes, sendo considerada a "intérprete número um de Antonio Carlos Gomes".

Os vencedores da noite foram:


TROFÉU GUARANY
John Neschling - Pelo trabalho realizado à frente da OSESP.

ORQUESTRA SINFÔNICA
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) - Conjunto das apresentações do ano

CONJUNTO DE CÂMARA
Quinteto Villa-Lobos - Pelas turnês de música brasileira no interior do Estado do Rio e um breve giro latino-americano

REGENTE
Fábio Mechetti - Por seu trabalho à frente da Filarmônica de Minas Gerais.

REGENTE DE ÓPERA
Luiz Fernando Malheiro - Por seu trabalho como Maestro Regente do XII Festival Amazonas de Ópera.

ESPETÁCULO DE ÓPERA
O Castelo do Barba-Azul - Theatro Municipal de São Paulo

SOLISTA INSTRUMENTAL
Sonia Rubinsky - Completou em 2008 a gravação da obra integral para piano solo de Villa-Lobos; gravou o CD Sonatas de Scarlatti.

CANTOR SOLISTA (empate)
Leonardo Neiva - Eneas em Dido e Eneas (Galpão do Theatro Municipal de São Paulo), Grão-Sacerdote em Sansão e Dalila (Theatro Municipal de São Paulo). Solista em Kullervo, de Jean Sibelius, em Brasília.
Rodrigo Esteves - Carmina Burana (OSESP), Das Lied von der Erde (OSSB), Marcello em  La Bohème (TMRJ)  Gravou o CD Viena, com trechos de operetas vienenses.

CANTORA SOLISTA
Denise de Freitas - O Compositor, em Ariadne auf Naxos, e Dalila, em Sansão e Dalila, ambas no Theatro Municipal de São Paulo. Das Lied von der Erde, de Gustav Mahler, em Brasília.

DIREÇÃO DE CENA
André Heller-Lopes - Ariadne auf Naxos e Sansão e Dalila, ambas no Theatro Municipal de São Paulo

FIGURINO
Fábio Namatami - Falstaff e Madama Buterfly, ambas no Theatro Municipal de São Paulo

CENÁRIO
Daniela Thomas - O Castelo do Barba-Azul (Theatro Municipal de São Paulo)

ILUMINAÇÃO
Caetano Vilela - Ça Ira e Ariadne auf Naxos (Teatro Amazonas)

Humor de 1ª na Segunda (51)

Grandes eventos

Capa(s) da Semana (50)

Dois assuntos foram foco da mídia nas últimas semanas: a doença de Dilma Roussef e a gripe suína, agora chamada de A1H1 influenza A (H1N1). Nesta semana, só a revista IstoÉ deixou de dar destaque principal para estas matérias (só uma chamada para a gripe):


As demais, foram variações sobre o mesmo tema. A mais criativa - ou divertida - talvez tenha sido a Época:

 
  
 

América latente

Retratos & Reflexos (50)

Fantástico o site BR360 - Panoramas 360º, por Dudu Tresca.
 Pena que não dê para reproduzir aqui.
Então, visite o site e viaje na interação.

Hard PAX

Arthur Zarpelon, Nathan Bomilcar, J. Monaco e Thiago Veiga. Nunca ouviu falar desse quarteto? Então ouça 30 Coins a música da semana no DoxaCast e, se gostar, você não precisa procurar o álbum nas melhores casas do ramo. O primeiro trabalho do grupo PAX está disponível gratuitamente para download pela Internet no site da banda.

Humor de 1ª na Segunda (50)

Depois da alegria de ser mais uma vez campeão, nada como um vídeo em que o tema é o futebol. Em destaque, os treinadores e suas técnicas mirabolantes para acertar a pontaria do chute de seus jogadores e o reflexo do goleiro.

O técnico do Uzbequistão quer que seu time acerte no alvo nas eliminatórias da Copa:

Preocupado, o técnico do Bahrein usou o seu próprio carro como "incentivo" para que o goleiro não deixe passar nenhuma bola!

(Fonte: Bombou na Web)

Virada, viradinha e viradona

Ontem (agora há pouco) criamos coragem e saímos todos para curtir pelo menos um pouquinho da Virada Cultural. Chegamos no SESC Santana por volta das 16h00 e nos divertimos bastante. Neste horário, o Núcleo Caboclinhas apresentou poemas de Lewis Carroll, Walt Whitman, entre outros, baseadas no livro Um Caldeirão de Poemas, de Tatiana Belinky. Logo em seguida, todos participamos do Espaço Recrear, com pinturas, atividades manuais e esportes (até arrisquei umas raquetadas no badminton). E, na sequência, já na programação da Virada, os meus dois filhos mais velhos (foto à esquerda) curtiram uma noite de roqueiros, formando a Banda RMJM e "tocando" o jogo Rock Band em um palco com um telão. Foi um sucesso! Enquanto o som rolava, o resto da família deu uma parada na Comedoria - afinal, ninguém é de ferro - e as pequenas curtiram o ator Luiz Mauricio (foto à direita), apresentando o Palco dos Bonecos, uma perf ormance musical homenageando Carmem Miranda e Cauby Peixoto.
Na saída, ainda deu tempo de assistir (quase ao lado do prefeito Kassab!) uma intervenção de dança contemporânea do Grupo Ares (foto à esquerda), intitulada Tempo Ausente.
Prá quem não quer ou não pode sair de casa (ou está longe de Sampa), o site da TV Cultura tem transmissão ao vivo de algumas programações.

Erudito + Popular = Ótimo resultado

Não acredito que a música erudita "brigue" com a música popular. Talvez seus intérpretes. Mas, por questões mal resolvidas, afinal, a música é uma só. Talvez sua única divisão seja entre a música boa e a ruim (ainda assim, envolvendo a questão do gosto pessoal). Prova disso é que quando diferentes vertentes se unem, geralmente o resultado é extraordinário. É o caso de roqueiros que se encontram com orquestras. E músicos eruditos que executam música populare, como no caso da Orquestra Jazz Sinfônica, entre outras.

Outro exemplo é um quinteto de sopros, atualmente radicado no Rio de Janeiro, mas que tem uma história de quase 50 anos. O Quinteto Villa-Lobos começou a carreira em 1962 com a proposta de divulgar a música de câmara brasileira no país e no Exterior. O grupo realiza um trabalho de ponta no campo da música erudita e também é destaque na música popular, interpretando clássicos de Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Anacleto de Medeiros além de artistas da MPB como Edu Lobo, Nara Leão, Roberto Carlos e Wagner Tiso.

Neste mês de maio, este quinteto tem duas datas especiais: No próximo dia 11 de maio, poderá receber pela segunda vez (a primeira foi em 2001) o prêmio como melhor conjunto de câmara no XII Prêmio Carlos Gomes, que até 05 de maio recebe o voto popular através da Internet. E, no domingo seguinte (17/05), lançará seu décimo álbum: Villa-Lobos - Um Clássico Popular. O espetáculo será no Auditório Ibirapuera, em evento gratuito.
O quinteto é formado por Luis Carlos Justi (oboé), Antonio Carrasqueira (flauta), Paulo Sergio Santos (clarinete), Philip Doyle (trompa) e Aloysio Fagerlande (fagote). Além do site, o grupo também está no Twitter e no MySpace.

Na tela
O quinteto executa uma bela versão de Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), em show no Auditório Ibirapuera, realizado em 2007:

Vire as páginas

Música e leitura. Meus esportes preferidos... Ultimamente, não tenho tido muito tempo para praticá-los. Mas, aos poucos, como todo exercício, de início é preciso planejamento, rotina e força de vontade.

Na música, quero conhecer um pouco mais da música instrumental brasileira, principalmente flautistas e saxofonistas (para aprimorar minha técnica - espero comprar um sax novamente, este ano), além de pianistas (quem sabe crio vergonha e volto a estudar o que foi meu primeiro instrumento). Uma das últimas descobertas interessantes foi o trabalho conjunto de Léa Freire (flauta) e Teco Cardoso (sax - foto ao lado). Escrevi sobre o álbum Quinteto há um tempo atrás (confira).

Livros só mudam pessoasNa leitura, é preciso uma readequação de horários e espaço. Mas, pelo menos tenho conseguido organizar um pouco um histórico do que tenho lido. Aqui no blog criei um espaço - Leituras - e, também, aproveitei o feriado de ontem para colocar alguns livros na minha estante virtual do Skoob, onde é possível compartilhar as leituras (o que leu, o que está lendo e o que pretende ler) e obter informações a respeito das obras. Além disso, tive a honra de ser convidado pelo Pavarini para participar de um mob de leitura, cada vez mais enriquecido por diversos colaboradores no blog Livros só mudam Pessoas.

Então, aproveite o feriadão, desligue a TV, desconecte da rede e vá ouvir uma música ou ler um livro!
(Pensando bem, no computador é possível fazer tudo isso ao mesmo tempo! Claro que sem o gostinho de virar as páginas e se acomodar em um canto qualquer da sala, do quintal ou em um jardim...)

Capa da Semana (49)

Quando li a notícia abaixo, logo lembrei que já destaquei uma capa sangrenta do Amazônia (confira). É possível observar que o jornal continua com uma preferência por corpos. Mas, agora só os vivos!


TJ proíbe jornais paraenses de publicar fotos de cadáveres
Da Agência Folha, Belém

Os três principais jornais do Pará foram proibidos pelo Tribunal de Justiça de publicar imagens de vítimas de acidentes e de mortes brutais. Para a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), a decisão, de anteontem, é uma censura prévia.
A decisão atinge os jornais "O Diário do Pará" e "O Liberal" e sua versão tabloide, "Amazônia". O descumprimento implica multa diária de R$ 5.000. A ação foi movida pela Procuradoria Geral do Estado, pelo Movimento República de Emaús e pela Sociedade Paraense dos Direitos Humanos. Segundo eles, a publicação de fotos nessas condições é "lesiva aos direitos constitucionais".
A desembargadora Eliana Abufaiad mencionou no relatório que a publicação de imagens chocantes não era feita com "conteúdo jornalístico, mas com intuito meramente comercial".
Em nota assinada por seu vice-presidente, Júlio César Mesquita, a ANJ condenou a decisão e afirmou que ela "viola frontalmente o espírito e a letra da liberdade de expressão assegurada pela Constituição".
Para representantes dos jornais, além de censura prévia, há um fator político. Segundo eles, o pedido da Procuradoria, feito no final de 2008, visava diminuir o desgaste do governo de Ana Júlia Carepa (PT) com uma onda de crimes que atingiu a classe média de Belém.
"Talvez não fosse conveniente para alguns que esses fatos fossem expostos", disse Gilson Nogueira, diretor de Redação do "Diário do Pará", empresa da família do deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA).
O procurador-geral do Estado, Ibrahim Rocha, contestou. "Em nenhum momento se pediu a proibição da veiculação da notícia", disse.
(Fonte: Folha de S. Paulo Online)
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