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Capa da Semana (38)

Esta é uma capa de exatamente 40 anos atrás, do jornal Última Hora. Aqui é possível conferir esta e outras edições, graças a um processo de digitalização comandado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Quem não sabe, toma ao vivo!

Uma desastrosa entrada ao vivo para o quadro
Moda para Todos, com Kátia Barreto, em Recife.

Flores e edifícios

Detalhe do jardim que dá o nome para a Casa das Rosas.
Localizada no bairro do Paraíso, na avenida Paulista, a casa é mais um dos
projetos de Ramos de Azevedo, este especialmente para uma de suas filhas.
Desapropriada pelo governo estadual em 1986, em 2004 tornou-se o
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Na batida do violão

A "versão feminina de João Gilberto". Assim é conhecida a voz dessa semana, no DoxaOnline.
Baiana de Salvador, Rosa Passos tocava piano desde os cinco anos. Aos dez, conheceu o som da Bossa Nova e iniciou os estudos de violão. Aos quinze, já começava a se tornar conhecida. Mas, foi a partir de 1991 que sua fama começou a correr o mundo, com a gravação do álbum Curare.
A música que escolhi é Samba sem Você, do CD Pano pra Manga (1996), um trabalho que contou com as participações especiais de Chico Buarque e Ivan Lins.

Humor de 1ª na Segunda (38)

Será que esse pessoal precisava de alguma ajuda para estacionar???



Confira a íntegra de alguns dos vídeos acima:















Finalmente, cuidado com os carrinhos no supermercado...

Até quando?

Editorial de O Estado de S. Paulo deste domingo (leia abaixo) faz uma radiografia do pós-tragédia na Igreja Renascer em Cristo. Triste, mas sensato e baseado em fatos. Antigamente, os cristãos eram perseguidos enquanto praticavam coisas boas. Agora, a "perseguição" - policial e da imprensa - é justa, geralmente em virtude de atos pouco cristãos, ligados à ganância e à falta de escrúpulos de líderes, somadas à ingenuidade travestida de fé de milhares de pessoas que pensam que vivem de acordo com a "vontade de Deus", quando na verdade parece que brincam de "fazer o que o chefe mandou", sem um posicionamento crítico, lógico, racional, reflexivo e bíblico. Infelizmente, parece que os olhos, ao invés de se abrirem quando se deparam com críticas consistentes, se fecham mais ainda e se aproximam de um fundamentalismo religioso que nada tem a ver com o cristianismo bíblico. Enquanto alguns pensam que brigam com o "capeta", deveriam pesar as coisas para não correr o risco de seguir o(s) "anticristo(s)", que talvez esteja(m) no lugar que menos se espera: em cima dos púlpitos...
Apesar de tudo isso, gostaria de deixar claro que eu e minha família ficamos muito sensibilizados com o acidente. Vidas foram ceifadas. Lares estão em luto. Tenho amigos que frequentam a Renascer e eu mesmo já auxiliei em trabalhos da igreja, na periferia. O problema é a forma como este fato tem sido tratado, principalmente pela liderança. Leia o editorial abaixo e tire suas conclusões. Sua crítica - nos comentários - também é bem-vinda.  

''Bispo'' explora a tragédia

Tão impressionante quanto o crescimento e enriquecimento das chamadas igrejas pentecostais é a capacidade que elas têm de tirar o melhor proveito pecuniário das piores situações. Quando, em 2007, foi preso no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, ao tentar entrar no país com US$ 56.427 escondidos numa Bíblia, em CDs gospel e em duas bolsas, embora tivesse declarado não portar mais do que US$ 10 mil cada um, o casal de bispos Estevam e Sonia Hernandes, proprietários da Igreja Renascer em Cristo, não perdeu a condição de conduzir e influenciar seus fiéis. Ao contrário, exercendo com maestria o papel de vítimas - do maléfico Satanás - o casal tem aparecido e comovido muito seus adeptos nos telões, via satélite.

Agora, usando de empréstimo o templo suntuoso para 5 mil pessoas da igreja evangélica Assembleia de Deus, no Brás, o casal de bispos diretamente de Miami - já que lá continuam cumprindo prisão domiciliar por conspiração e lavagem de dinheiro - reuniu 2 mil pessoas para um ato religioso, em homenagem às vítimas do desabamento do teto de sua sede mundial no Cambuci - pelo qual, ao que tudo indica, foram responsáveis diretos. Mas longe de fixar-se na dor da tragédia, o encontro transformou-se numa bem-sucedida promoção visando à arrecadação extra de recursos dos fiéis, destinada à reconstrução do templo e, se houver sobra, ao próprio enriquecimento.

"A imprensa que está aqui vai dizer que nós estamos pedindo uma doação especial. E estamos mesmo. Não é para mim, nem para a bispa, é para a glória de Deus" - disse Estevam Hernandes, concitando a todos : "Venham aqui, à frente do palco, apresentar as suas doações. Porque a quem dá, Deus não permite que falte nada." Imediatamente, o palco se encheu de doadores brandindo os seus envelopes cheios de dinheiro. A tragédia propiciara uma exploração reforçada. Mas o fato de enxergar o "lado bom" do infortúnio - até para estimular o espírito de reconstrução ou de renascimento - já fora mostrado pelo bispo, ao referir-se ao que lhe tinham dito algumas vítimas, por coincidência poucos dias antes das trágicas mortes - que ele "sentiu como se tivesse perdido nove filhos". Uma delas, Maria de Lourdes da Silva (67 anos), lhe dissera que queria morrer na igreja, porque "aqui, entre os mortais, há muito trabalho a ser feito, mas o melhor mesmo é estar perto de Cristo". E outra, Luiza da Silva (62 anos), que queria deixar todos os seus bens para a Renascer...

A capacidade de extrair alegrias e riquezas da dor, demonstrada pelo bispo Hernandes, não ficou nisso. Para cumprir seu objetivo de "renascer das cinzas" e "esmagar com nossos pés sangrando a cabeça do gigante Satanás que fez aquele teto da Lins de Vasconcelos desabar", o bispo anunciou uma produtiva programação de cinco cultos para domingo - às 8, 10, 15, 17 e 19 horas - que serão transmitidos via satélite de Miami, assim como uma marcha na qual "se tiver trio elétrico, melhor"...

Reportagem do Estado de quinta-feira dá conta do grau de receptividade dos fiéis da Renascer ao trabalho de arrecadação extra de seus dirigentes. "Doarei o dinheiro porque o templo não é do homem. Ele é do Senhor", disse uma dona de casa. Assim como ela, muitos outros seguidores da Renascer estão dispostos a atender ao que é solicitado no site da igreja na internet, com a indicação da conta bancária em que devem ser feitos os depósitos em favor desta. Certamente nesse ímpeto doador, que mobiliza até pessoas muito humildes, que pouco ou quase nada têm para doar, juntam-se três traços característicos do povo brasileiro, a saber, religiosidade, generosidade e ingenuidade.

O bispo renascentista confia tanto nessa ingenuidade que não hesitou em dizer aos seus fiéis contribuintes - sem enrubescer - que se pudesse "escolher o local para morrer, escolheria o altar dentro da igreja". "Essas vidas" acrescentou, referindo-se às extintas no desabamento, "estavam preparadas para a eternidade." "Deus levou aqueles que Ele desejava."

Nada disso motivará a bancada de vereadores evangélicos a exigir providências contra o descuido irresponsável na instalação dessas casas religiosas. Mas a administração municipal, o Ministério Público e a imprensa não podem se furtar a essa cobrança. Esperemos, então, que façam sua parte.

A Cabana de William P. Young

Tradução: Volney Faustini
Legendas: Thiago Mendanha

Capa da Semana (37)

A capa desta semana vai para o Diário do Comércio. Primeiro, pela bonita foto panorâmica, ao alto. Segundo, pela ilustração para a chamada do corte dos juros. Tudo bem... A foto do Tarso Genro também chama a atenção!

Transparência

Hoje não vou escrever muito. Que tal você usar o tempo para conhecer o site Deu no Jornal? Segundo a descrição: "Este é um banco de dados de reportagens relacionadas à corrupção e seu combate, publicadas em jornais e revistas de todos os estados". A produção é do projeto Transparência Brasil.

Retratos & Reflexos (37)

Hoje seria dia de fotografia. Mas, achei muito legal este texto
divulgado no Tramafotografica's Weblog, sobre o fim dos filmes Polaroid.


Desaparecimento dos filmes Polaroid encerra página na história da fotografia
El Pais
Elsa Fernández-Santos
Em Madri

O ritual era simples: apontava-se a objetiva, disparava-se apertando o botão e o filme, acompanhado por um arco ruidoso, saía como uma língua preta das tripas da câmera. Depois vinham os 60 segundos de espera, que às vezes se tornavam eternos, nos quais parecia brotar do nada a imagem que a Polaroid havia captado. Um momento que também se perderá no tempo.

Em 2009 serão definitivamente enterrados os últimos cartuchos de uma câmera que mudou o rumo da história da fotografia, da arte e da vida cotidiana de milhões de pessoas em todo o mundo. “A Polaroid inventou a primeira técnica que dispensava o quarto-escuro, oferecia uma imagem imediata e totalmente documental”, diz o artista Joan Fontcuberta, cuja obra esteve estreitamente ligada a uma técnica que representou uma revolução por dois motivos: “O aspecto lúdico da câmera: é um jogo de mãos. E outro é a grande privacidade que permitiu, ao fazer fotos únicas que ninguém mais precisava ver”.

Foi o capricho de uma menina, em 1944, que mudou o rumo da história da fotografia. A filha de Edwin Land, o criador das câmeras Polaroid, queixava-se de que no verão tinha de esperar muitos dias para ver as fotos das férias. A invenção não demorou. “Foi como se todo o nosso trabalho até então tivesse sido apenas uma preparação para conseguir o processo de uma fotografia seca em um só passo”, escreveu Land.

O modelo mais popular, o S-X 70, chegou nos anos 1970. Em 1972 a revista “Life” lhe dedicou uma capa. O título: “A câmera mágica”. O desenhista Charles Eames escreveu, rodou e realizou um filme de 11 minutos em que explicava o simples uso do aparelho. Os atores mais populares a anunciavam, era uma câmera alegre. E até o Museu do Vaticano a utilizava para mostrar seus trabalhos de restauração nos aposentos de Rafael; também era uma câmera séria. Definitivamente era algo que ninguém podia perder. Em meados da década já haviam sido vendidos mais de 6 milhões. Era só o princípio. Nas mãos de Andy Warhol (que realizou milhares de retratos com ela) se transformaria em mais um ícone pop.

A Polaroid deixou de fabricar em 2007 sua câmera instantânea, diante do sucesso das digitais. A partir de meados dos anos 1990 as vendas milionárias da empresa começaram a cair, até que em 2001 declarou falência. Em 2008 veio o anúncio do fechamento das fábricas de seus carretéis. Diante da onda de fóruns (de www.savepolaroid.com a páginas especiais no Facebook e outras redes sociais) que pediam para salvar a vida dos cartuchos, a empresa deixou aberta a possibilidade de vender a licença. Há algumas semanas apresentou seu novo produto: a impressora de revelação instantânea de bolso PoGo.

Rafael Doctor, diretor do Museu de Arte Contemporânea de León (MUSAC) e importante especialista em fotografia, acredita que o fim da velha Polaroid se enquadra no desaparecimento da fotografia analógica, reflexo de um mundo “em que desaparece a magia do objeto cotidiano. E acredito que as pessoas da minha geração, os que beiram os 40, não estávamos acostumadas a enterrar algo tão cotidiano”. Doctor também teve sua Polaroid: “Com ela participamos da magia da fotografia, a surpresa do instantâneo, era um laboratório em uma caixinha”. Como o cineasta Ivan Zulueta, que em uma exposição na Casa Encendida em 2005 reuniu 2 mil de suas 10 mil polaroids. O cineasta comparou o efeito da câmera com a da Super 8: trabalhar sem pretensões comerciais, rodando por rodar e fotografando por fotografar. Zulueta disse então: “Aquela maquininha tinha possibilidades enormes. Bastava ler o prospecto: não faça isso que então acontecerá aquilo. Eu fiz tudo”.

Impelida pela filosofia de seu criador, a Polaroid foi também uma empresa que desde o início quis aproximar sua invenção da arte. “Há tantas coisas que se podiam fazer com uma Polaroid, tantas possibilidades manuais”, indica Barbara Hitchcock, uma das responsáveis pela Fundação Polaroid e autora do livro sobre a mesma publicado pela editora Taschen. Andy Warhol, Helmut Newton, Luciano Castelli, Robert Rauschenberg, Chuck Close, David Hockney, Walker Evans… dezenas de artistas buscaram outras formas de expressão com suas fotos polaroid. “As manipulavam, recortavam, pintavam, eram capazes de inventar mil maneiras de trabalhar com a película. Há algumas semanas em uma conferência em Nova York um de nossos grandes fotógrafos, Ralph Gibson, dizia que hoje temos de falar de fotografia e de fotografia digital, porque a técnica é determinante. Talvez ele esteja mais velho, mas não lhe falta razão.”

Hitchcock lembra como Aaron Siskind, já idoso, encontrou na Polaroid a resposta para seus olhos cansados: “Enxergava mal, não podia enfocar com uma câmera normal, então descobriu a Polaroid, podia fotografar quase sem ver, sem enfocar… é uma coisa bonita, não?”

A Polaroid manteve durante anos um programa cultural que forneceu material para escolas e criadores. “Uma filosofia exemplar”, diz Joan Fontcuberta. “Era um perfil de empresa que cuidava de seus produtos. Eu comecei com uma de bolso, nos anos 1980, que fazia fotos tamanho carteira. Ao manipulá-la, os efeitos eram muito interessantes. Depois trabalhei com a Positive/Negative 55, que era em branco e preto e da qual saía uma cópia em negativo e outra em positivo. Naquele tempo a Polaroid havia ganhado a batalha da patente instantânea da Kodak e com o dinheiro que ganhou começou a levar ao mundo todo as atividades de sua fundação. Trouxeram para a Espanha sua câmera gigante, que tirava instantâneos de grande formato, e com a qual também pude trabalhar”. Para Fontcuberta, o fim da Polaroid faz parte do “darwinismo tecnológico”. “O curioso foi que, ao acabar com essa magia alquímica do quarto-escuro, a Polaroid oferecia algo totalmente imediato e documental. Era uma imagem absolutamente carente de truques e enganos. Era uma câmera capaz de dar o testemunho exato de nossa vida.”

David Hockney conseguiu com a câmera instantânea um diálogo com sua própria pintura. As mesmas paisagens frente a frente. Andy Warhol (que também adorava o jogo de outra relíquia do passado: o automaton) tirava até 60 polaroids de seus modelos antes de retratá-los. Depois escolhia quatro instantâneos e os mandava para o laboratório. Deles ficava com um, o recortava e manipulava até finalmente ampliá-lo em uma serigrafia.

Nos anos 1970, a Polaroid enviou sua popular S-X 70 e caixas de filmes grátis para uma lenda da fotografia: Walker Evans. O fotógrafo que havia retratado como ninguém os rostos da Grande Depressão já era um homem velho, divorciado e de saúde frágil. Em suas mãos as pequenas Polaroids passeavam por uma torta mordida, um a caixa de correio ou um pobre manequim. Evans fez uma seleção de 120 instantâneos para seu livro “Polaroids”, um eloquente exercício de nostalgia documental que hoje representa a viagem sem retorno de um fotógrafo que, obcecado pela perfeição, preferiu se despedir com um brinde à beleza do imperfeito.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Tão certo

Em outubro de 2007 escrevi um pouco sobre a Dave Matthews Band. Nesta semana, você vai curtir no DoxaOnline a música So Right, do álbum Everyday (2000). Nesta música, dá para curtir muito o sax barítono de Leroi Moore - um dos fundadadores da banda - que infelizmente faleceu em 19 de agosto de 2008, devido a complicações de um acidente sofrido em junho do ano passado. Em seu lugar, a partir deste ano, fará parte da DMB o saxofonista Jeff Coffin.
No ano passado, a banda esteve em várias cidades do Brasil. O fã-clube DMBrasil preparou uma página muito legal sobre essa turnê (confira).

Humor de 1ª na Segunda (37)

Quem disse que pra jogar tênis precisa bolinha???

In God We Trust

Detroit apela a Deus contra a crise
Berço das montadoras dos EUA teme trocar o título de capital do automóvel pelo de capital do desemprego
Cleide Silva, DETROIT

Deus tenha compaixão de nós nesses tempos de recessão econômica que colocou a indústria americana e seus trabalhadores em grande risco. Pedimos especial proteção, força e renovação para sermos ainda mais rápidos na reinvenção de produtos americanos.

Nós agradecemos, Senhor.

Os americanos de Detroit decidiram apelar a Deus para que a indústria automobilística, que vive sua pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, escape da falência e não demita funcionários. Na terça-feira, dia 14, cerca de 250 trabalhadores ligados ao UAW, o poderoso sindicato dos metalúrgicos das montadoras dos Estados Unidos, se reuniram em Warren, na Grande Detroit, para pedir ajuda aos céus e às autoridades para manterem seus empregos.

Ao lado de um modelo Dodge da Chrysler e portando cartazes com a frase "compre carros americanos", eles oravam a Deus a cada intervenção feita pelo reverendo Roger Facione, da Igreja Luterana Mount Calvary, que iniciou o encontro pedindo ajuda divina contra a grave situação do país, sem mencionar que a crise se alastra por todo o mundo.

A crise financeira piora ainda mais a situação da já decadente indústria, formada pelas três maiores fabricantes: GM, Ford e Chrysler. De capital do automóvel, Detroit está sendo chamada de capital do desemprego. Michigan, cuja maior cidade é a capital Detroit, é o Estado americano com maior taxa de desemprego - 9,6% da mão-de-obra ativa. A falta de emprego puxa a pobreza, que atinge um em cada três habitantes, segundo entidades locais.

Diante da ameaça de falência de uma das companhias, trabalhadores, governos locais e igreja decidiram defender a qualidade dos carros americanos, conclamar os consumidores a comprarem modelos nacionais e pedir uma política especial para o setor. As montadoras empregam cerca de 240 mil trabalhadores, mas toda a cadeia produtiva soma 3 milhões de pessoas em Michigan.

Há dez anos, GM, Ford e Chrysler detinham 65% do mercado americano. Hoje, a participação está abaixo de 50%.

"Queremos mostrar como é importante apoiar a indústria automobilística americana", diz o presidente do UAW em Warren, Harvey Hawkins Jr. "Há pessoas que não entendem que, se as montadoras falirem, também vão perder seus empregos, mesmo que não trabalhem diretamente no setor."

Hawkins teme a entrada de carros chineses no mercado, ação ensaiada há quatro anos. "Eles poderão vender carros aqui, mas nós não poderemos vender nossos carros na China." O protesto também incluiu as marcas japonesas, cuja maior representante, a Toyota, já é a segunda maior vendedora de carros nos EUA e a primeira no mundo, destronando mais de 70 anos de reinado da GM.

Sobre a ajuda financeira que o presidente George W. Bush deu às montadoras, de US$ 17,4 bilhões, Hawkins diz que "não havia outra escolha". O UAW, que sempre obteve grandes conquistas junto às montadoras, "também não tem escolha", diz ele. "Vamos renegociar os benefícios de hoje para garantirmos o trabalho de amanhã."

Aos 38 anos, Hawkins é empregado da Chrysler desde os 23. Diz que, em 2007, os trabalhadores aceitaram congelar os salários. Antes, havia reajustes anuais de 3%, em média, num país quase sem inflação.

Joe Phillips, presidente da Organização Nacional dos Aposentados da Chrysler - que representa 16 mil pessoas -, culpa o governo pela crise, que pode levar os aposentados a perderem benefícios. "A indústria americana tem o carro certo para o consumidor, mas não pode vendê-lo porque o governo acabou com o crédito do mercado."

Phillips, hoje com 70 anos, aposentou-se em 2000, após 36 anos de Chrysler. Nos últimos três anos, perdeu o equivalente a 40% de sua renda, pois tem de bancar o seguro saúde, antes incluído na aposentadoria. Ele vive com a esposa, a filha e o neto e diz que "se a aposentadoria fosse boa estaria morando na Flórida, não em Michigan".

"O que aconteceu com o sonho americano?", questiona Hawkins, do UAW. "Nossos filhos terão futuro?" Para o taxista Jerry Morris, a saída está nas mãos de Barack Obama. "Ele é um enviado de Deus", diz.

O reverendo Facione também ora pelo presidente eleito:
"Pedimos uma bênção particular para Barack Obama, assim como para os membros do Senado para que assumam o compromisso de ajudar a indústria americana, particularmente a automobilística e seus trabalhadores. Com sua força, Senhor, nossa habilidade fará a diferença naquilo que outros dizem que não pode ser feito."

Nós agradecemos, Senhor.

Capa da Semana (36)


Capa da Revista da Folha do último domingo, que abordou - com pequenas incorreções - o trabalho da igreja emergente Projeto 242 e algumas de suas atividades. Confira a matéria completa (necessário ser assintante Folha ou UOL) ou o texto, no blog do Sandro Baggio.

Bastidores do jornalismo brasileiro

O comunicado do Markun

Vamos à nota da TV Cultura com as “explicações” sobre a não renovação do meu contrato.

1. O contrato original com a Cultura previa uma participação no jornal, por um valor menor, e um programa de televisão em parceria. O programa compensaria o valor a menor nos comentários.

2. Quando começou o desmonte do jornalismo da Cultura, antes da entrada do Markun, o programa saiu do ar, mas com a promessa reiterada - e jamais cumprida - de retornar.

3. No ano passado, ao negociar o contrato com a Cultura - já na gestão Markun - fiz-lhe ver que as condições originais tinham sido desrespeitadas. Se fosse só os comentários, teria que haver um reajuste. Alegando dificuldades financeiras da Cultura, Markun propôs a manutenção do valor anterior e a redução da participação para uma ou duas vezes por semana, previamente combinada - para me dar liberdade de viajar.

4. Principalmente no segundo semestre, deixei de atender a duas ou três convocações por motivo de viagem, mas inúmeras vezes liguei para a Cultura para garantir uma única apresentação semanal que fosse. A orientação do jornal era torná-lo mais leve e palatável, fugindo dos temas pesados e esvaziando a participação dos comentaristas, segundo me informaram.

5. Nos dois episódios econômicos mais relevantes do ano passado - quando explodiu a crise mundial (a maior em 70 anos) e a fusão Itau-Unibanco - precisei ligar para a Cultura para alertar sobre a relevância dos fatos e me colocar à disposição. Nas duas vezes, foi-me dito que os temas não comportavam espaço maior. No caso da crise, a aposta é que o Jornal Nacional daquele dia não daria mais que um minuto e vinte - deu 20 minutos, óbvio. No caso da fusão, julgaram que não interessaria ao telespectador - foi matéria de capa de todas as semanais e manchete principal de todos os jornais.

6. Em meados de dezembro, Markun me ligou para combinar um encontro, para discutir, finalmente, o lançamento do programa. A reunião foi adiada por algum problema dele. Agora, me comunica a não renovação do contrato. Ou seja, em dezembro iríamos planejar os projetos de 2009; em janeiro não haverá a renovação do contrato. Só posso supor que os episódios que justificariam a mudança de posição da Cultura ocorreram entre um momento e outro.

7. Não vou entrar em considerações sobre Markun. Só repito o que disse: para quem o conhece bem, não foi surpresa a sua atitude.

(Texto do jornalista Luis Nassif em seu blog, sobre sua saída da TV Cultura)
Sobre a saída de Nassif, divulgada na última terça-feira (13/01/09), leia também o que escreveu Paulo Henrique Amorim (já tem mais de 100 comentários) e o Portal Imprensa. Para o site Comunique-se, o jornalista afirmou: “Deduzo que haja um alinhamento ideológico para 2010”, disse Nassif. “Markun (presidente da Fundação Padre Anchieta) não daria nenhum passo que não fosse endossado pela governo do Estado, que mantém a Cultura”, denunciou (leia mais). Não encontrei nada a respeito do assunto no site da TV Cultura. Na matéria do Comunique-se, a emissora defende-se: "Jamais, ao longo da atual gestão presidida por Paulo Markun, a FPA exerceu qualquer tipo de censura sobre Luis Nassif ou outros colaboradores, não sendo também da prática da instituição contratar ou dispensar pessoas por critérios ideológicos”. A demissão de Nassif seria, então, devido a "uma reestruturação do Jornal da Cultura em dar mais espaço para a informação que o comentário" e, também, devido "a indisponibilidade do jornalista", quando solicitado.
Nassif trabalhou na Veja, Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo. Apresentou o programa Dinheiro Vivo na TV Gazeta até julho de 2007. Em agosto, foi para a TV Cultura, ocupando o lugar de Paulo Henrique Amorim (que apresentava o Conversa Afiada na emissora). Atualmente, não tinha um programa na emissora da Fundação Padre Anchieta, sendo comentarista no Jornal da Cultura. É diretor da agência Dinheiro Vivo e idealizou o Projeto Brasil.

Retratos & Reflexos (36)

Desde 15 de novembro de 2008, a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta exposição com 100 imagens em preto e branco do fotógrafo baiano Voltaire Fraga, que registram a cidade de Salvador dos anos 1930 até 1960. A exposição vai até dia 15 de fevereiro de 2009.
Serviço:
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2 – fone 11 3324.1000
Terça a domingo, das 10 às 18h

Ingresso: R$ 4,00 ou R$ 2,00
Grátis aos sábados

O barquinho vai...

Algumas pessoas, ao assistir a mini-série (afinal, tem ou não tem hífen???) Maysa, perguntam-se: Onde foi parar a Nara Leão na história? Para tentar desvendar o mistério, é preciso observar um personagem comum na vida das duas cantoras: o jornalista, produtor e letrista Ronaldo Bôscoli.
Quem assistiu os últimos capítulos - e conhece a história deste "triângulo" - sabe que Bôscoli era namorado de Nara Leão, quando ele acompanhou Maysa na turnê para Buenos Aires. Na mini-série, Nara recebeu o nome de "Beta", uma "aspirante a atriz" loira e, aparentemente, mais velha do que ela, já que tinha 19 anos quando realmente foi surpreendida pelo anúncio do noivado de Bôscoli com Maysa, o que na verdade surpreendeu até o músico-jornalista, já que foi uma invenção de Maysa.

Depois disso, Nara rompeu com Bôscoli que, alguns anos depois, acabou se casando com outra musa da música brasileira, Elis Regina, com quem teve João Marcelo Bôscoli, hoje dono da Trama. Mas, esta é outra história.


A Musa
Nara Lofego Leão nasceu em Vitória (ES), no dia 19 de janeiro de 1942 - semana que vem faria 67 anos - e faleceu no Rio de Janeiro, dia 7 de junho de 1989.
Começou sua história na música na adolescência, quando foi aluna de violão de Solon Ayala e Patrício Teixeira. Em 1956, passou a estudar com Carlos Lyra e Roberto Menescal. A partir daí, nascia o embrião da Bossa Nova, já que era no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, que se reuniam seus professores, com Sérgio Mendes e Ronaldo Bôscoli.
No mesmo período, sua irmã, a jornalista Danuza Leão, casou-se com Samuel Wainer, dono do histórico jornal Última Hora, onde Nara trabalhou com repórter, juntamnete com Bôscoli. Quando os dois iniciaram um relacionamento, ele tinha 28 anos e ela, apenas 15. Depois do rompimento, devido ao caso de Bôscoli com Maysa, Nara iniciou um namoro com o cineasta Ruy Guerra.
É no berço da Bossa Nova a estréia profissional da cantora, em 1963, na comédia Pobre Menina Rica, que teve a participação de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes.
Embora não tivesse uma voz potente - crítica corrente que Elis Regina fazia a ela - consagrou-se e chegou a receber o título de Musa da Bossa Nova. Mas, ela não ficou restrita ao gênero. Alguns outros sucessos, como A Banda, Carcara e Noite dos Mascarados, ficaram conhecidos através de sua voz.
Já que foi a mini-série global - baseada no livro Maysa: Só numa multidão de amores, do jornalista Lira Neto - que me levou a escrever um pouco sobre a história de Nara Leão, nada melhor do que colocar no Doxa Online desta semana, um clássico da Bossa Nova que foi gravado por ambas: O Barquinho, composição de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli.

Na tela
Se você quiser comparar, confira a interpretação de Maysa, para a mesma música.

Humor de 1ª na Segunda (36)

Capa da Semana (35)


O Newseum - Museu da Notícia - preparou um poster especial com 20 primeiras páginas de jornais, após a vitória de Obama. Por "apenas" US$ 24.99.

Reforma

Juro que tenho me esforçado.  Mas, cada vez que leio as novas normas ortográficas, lá pelo meio começa a dar um nó na minha cabeça. Será que estou ficando velho?

As novas regras

O fim do trema: o acento será totalmente eliminado. A palavra 'freqüente' passa a ser escrita 'frequente'. A única exceção serão as palavras de origem estrangeira.

Inclusão de letras: as letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter a grafia de palavras estrangeiras.

Fim das letras mudas: Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como 'acção' para 'ação'. Elas sumirão. No caso das letras mudas pronunciadas na norma culta de um país, como 'facto', usado em Portugal no lugar de 'fato', consagra-se a dupla grafia.

Eliminação de acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' e "oi' paroxítonos. Dessa maneira, 'assembléia' vira 'assembleia' e paranóico, paranoico.

Acento circunflexo: quando dois 'os' ou dois 'es' ficam juntos, o acento some. Logo, 'vôo' vira 'voo', lêem, leem.

Acento diferencial: o acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba, na grande maioria dos casos. Conseqüentemente, 'pára', do verbo parar, vai ficar apenas 'para', e as formas pêlo (substantivo), pélo (verbo pelar) e pelo (preposição) passam a ter a mesma grafia, pelo. São exceções os acentos que distinguem "pode" (presente do verbo poder) de "pôde" (pretérito perfeito do mesmo verbo) e por (preposição) de pôr (verbo). Passam a ser facultativos acentos diferenciais nos seguintes casos: dêmos (presente do subjuntivo, primeira pessoa do plural) e demos (pretérito perfeito, primeira pessoa do plural), forma e fôrma e nos verbos onde pode haver confusão entre o pretérito perfeito e o presente do indicativo, como amámos (pretérito perfeito) e amamos (presente).

Ter e vir: esses verbos e seus derivados continuam a ter acentuação diferenciada no plural e no singular: ela vem, elas vêm, ele contém, eles contêm.

Cai o acento do "i" e "u" tônicos dos hiatos em paroxítonas, quando precedidos por ditongo: feiúra passa a ser feiura. Caso a palavra seja oxítona, o acento se mantém, como em Piauí.

Proparoxítonas: continuam a ser todas acentuadas, mas passam ser admitida dupla grafia, como nos casos em que há divergência entre os países, como econômico (Brasil) e económico (Portugal). A dupla acentuação vale para todas as palavras onde há esse tipo de divergência, como matinê e matiné, Vênus e Vénus.

Verbos: passa a ser aceita dupla grafia em certas formas verbais onde há diferença entre a pronúncia culta e a popular. Assim, averíguo, por exemplo, passa a ser uma forma alternativa de averiguo.

Hifens: o acordo estipula novas regras - algumas de interpretação ainda controversa - para o uso do hífen, incluindo normas específicas para a hifenização de nomes de lugares e de espécies de animais e plantas. A maioria dos hifens em palavras compostas desaparece. Assim, pára-quedas vira paraquedas, co-autor vira coautor, contra-regra, contrarregra, anti-semita, antissemita. Mas circunavegação ganha um hífen e torna-se circum-navegação. Além disso, será mantido o hífen em palavras compostas cujo segundo componente começa com h, como pré-história. Nesse caso, a exceção são os prefixos des e in: desumano, inábil, inumano ficam como são. Em substantivos compostos onde a última letra da primeira palavra e a primeira letra da segunda palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas. A exceção é co: cooperar, coordenar, por exemplo, continuam do mesmo jeito.


Teste seus conhecimentos

O Estadão preparou um guia, que está disponível em PDF. Faça, também, um quiz para avaliar se já entendeu as novas regras.
A Melhoramentos também preparou um guia, disponível em PDF.

Bem-humorado
Wilson Tonioli escreveu um texto sobre o fim do trema, apresentado em um evento no auditório da Livraria Cultura, em novembro de 2008:



O Trema
    - E agora?
    - Encare a realidade... Fomos extinguidos.
    - Sem direito de argüir...
    - Arguir, você quer dizer...
    - E o “U”... Aquele falso!
    - Ele não tem culpa.
    - Mas poderia ter feito alguma coisa por nós.
    - O que faria?
    - Não sei, mas sempre dependeu de nós pra ter voz...
    - Pois é parceiro, agora não depende mais...
    - Não vou agüentar.
    - Aguentar, você quer dizer?
    - Não sei como você pode ficar tão tranqüilo.
    - Tranquilo?
    - Para com isso!
    - Desculpe... Só quero te ajudar esquecer.
    - Como? Acho que você é que tem que cair na real. Não existimos mais! Somos dois defuntos conversando!
    - Calma, amigo. Podemos ser reaproveitados; reciclados. Tá na moda.
    - Não dá! Um pontinho é alguma coisa, três juntos também... Mas dois pontinhos não são nada!
    - É verdade. Por que não acabaram com aquele três-pontos?! Vivem deixando as coisas no ar.
    - Politicagem, essas coisas...
    - Espera aí; e se eu subisse em cima de você?! É isso! Poderemos ser um belo e atraente Dois-Pontos!
    - Nem pensar! Você sabe que um ponto em cima do outro é sempre oportunidade pra alguém falar.
    - Deixe que falem.
    - Já estou imaginando: Olha lá! Aquele não era o Trema? Que degradação! Que vergonha!
    - Não liga. O mundo está mudando. O importante é estar feliz.
    - Tá. Mas por que não eu em cima de você?
    - Pode ser. A gente reveza.
    - Não! Prefiro ser um delinqüente.
    - Delinquente! Delinquente!
    - schif...rschif...
    - Você tá chorando!?
    - Me deixa!
    - É isso! Tive uma idéia!
    - Desiste.
    - Você que me deu essa idéia!
    - Ahnn?
    - A gente "se deixa" por um pouco. Procuramos outro Trema e propomos uma saída para ambos os quatro.
    - Não tô entendendo.
    - Veja: dois Tremas juntos podem dar num Ponto-Final e uma Reticências!
    - É, mas...
    - Mas o quê?
    - Um ficaria só.
    - Sim, mas decidido e assertivo como um Ponto-Final! Um Ponto-Final não tem crises!
    - Não sei não...
    - Está bem! Eu fico sozinho e você vira uma reticência junto com os outros.
    - schif...rschif...
    - O que foi?
    - Você é tão frio...
    - Estou buscando uma sobrevida pra nós, só isso.
    - Aquele “U” traidor do cacete!
    - Esquece cara!
    - Não me conformo.
    - Olha... De repente você pode conhecer uma vírgula interessante e subir nela, com o seu consentimento é claro.
    - E me tornar um ponto-e-virgula?! Quem liga para um ponto-e-virgula?
    - Pelo menos ele existe... E quem liga para um Trema velho, inútil e resmungando pelos cantos?
    - Vou iniciar um levante com outros Tremas!
    - Tá, e daí?! Sem o “U” vocês são manchinhas no papel. Cocozinhos da impressora. O cara simplesmente amassa a folha e imprime outra.
    - Arrumamos um líder eloqüente...
    - Sim, arrumam um líder ELOQUENTE e ficam em frente da casa da Ortografia gritando: “Tremas! Unidos! Jamais serão vencidos!
    - É e daí?!
    - A Ortografia vai achar engraçado. Um monte de pontinhos juntos é só uma textura e logo virão os tiros de bala de borracha para apagar todos vocês.
    - Podemos formar Tremas kamikazes e espatifá-los em cima dos textos!
    - Tá, mas aonde vocês vão achar esses mártires? Coragem nunca foi virtude dos Tremas... O nome já diz: Trema. Tremerão de medo, e mesmo se acharem algum louco, tremerá tanto que cairá fora do texto e do contexto.
    - Vou me matar.
    - Morto você já está... Você quer dizer, se apagar? Se deletar?
    - É.
    - Ninguém vai ligar...
    - Nem você?
    - Não é isso! Estou dizendo que ninguém vai ligar os fatos, que você se deletou pela causa dos Tremas.
    - Tudo bem. Não me importa. Quero me apagar por mim mesmo. Vai ver se eu não tenho coragem...
    - Tive outra idéia!
    - Nem vem!
    - É sério. Lembra daquele cara que conhecemos num texto alemão?
    - Müller?
    - Isso! O bilíngüe!
    - Que que tem?
    - Podemos ir para lá com ele!
    - Como?
    - Entramos num texto e negociamos com uma mulher...
    - Uma mulher? Que tem a ver?
    - Procuraremos até encontrar uma que já não queira mais ser mulher com “h”...
    - Mulher com “h”?
    - Sim! Aí substituímos o “h” por mais um “l” e pronto! Temos um Müller para fugirmos, nós três!
    - schif...rschif... Você é demais. Eu te amo!
    - Vem, vamos achar nossa salvadora e brindar esse nosso último texto nessas terras!
    - schif...rschif...

Cai o pano.

F I M

Retratos & Reflexos (35)


O Prêmio Porto Seguro de Fotografia se firma como um expoente na categoria. A versão 2008 teve como vencedor na categoria São Paulo, o fotógrafo Felipe Hellmeister, que clicou anônimos nas escadas do metrô.

Mar acima

Se você viveu o momento pós-Diretas, deve se lembrar do nome José Ribamar. É esse mesmo que você pensou, o José Sarney, vice que virou presidente, entre 1985 e 1989. Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, adotou legalmente - e politicamente - o nome José Sarney de Araújo Costa, a partir de 1965.
Mas, se terça-feira é dia de falar sobre música, qual será o motivo desta introdução? É que achei interessante a coincidência de nomes e local de nascimento. 36 anos depois do nascimento de Sarney, também no estado do Maranhão, também no mês de abril e também com o nome de José Ribamar (Coelho Santos), nascia um músico que veio para São Paulo e despontou para o sucesso, com o nome artístico de Zeca Baleiro.
A música que escolhi para esta semana é Heavy Metal do Senhor, que abre o primeiro trabalho gravado por Zeca, Por onde andará Stephen Fry? (1997). Acho essa música muito legal, principalmente porque no meio evangélico há muito debate - e pouca boa produção - sobre a dicotomia entre música (e arte) sacra e profana (divisão que, para mim, não existe). Quem sabe um dia o povo gospel resolva partir dessa música para as discussões e descobrir que falta muita criatividade no meio, além do excesso de chavões, repetições sem sentido e hipocrisia nas letras, além de falta de talento nas elaboração das músicas e melodias.
Heavy Metal do Senhor
Zeca Baleiro

o cara mais underground que eu conheço é o diabo
que no inferno toca cover das canções celestiais
com sua banda formada só por anjos decaídos
a platéia pega fogo quando rolam os festivais
enquanto isso deus brinca de gangorra no playground
do céu com os santos que já foram homens de pecado
de repente os santos falam "toca deus um som maneiro"
e deus fala "aguenta vou rolar um som pesado"
a banda cover do diabo acho que já tá por fora
o mercado tá de olho é no som que deus criou
com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do senhor

a banda cover do diabo acho que já tá por fora
o mercado tá de olho é no som que deus criou
com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do senhor

Na tela
Foi com a participação especial na música Vapor Barato/Flor da Pele, na gravação do MTV Acústico da Gal Costa (1997), que Zeca Baleiro, já com vários anos de estrada, alavancou sua carreira.

Parece piada...

... mas não é?
Morte do "ator" Touro Bandido mereceu destaque nos telejornais da Globo (Bom Dia Brasil e Jornal Hoje). Ele foi "enterrado" com honras e pode ganhar até uma estátua em sua homenagem. Ator global é ator global!!!

Humor de 1ª na Segunda (35)

(Fonte: Mangkok)

Natal bem brasileiro

Enquanto o "bom velhinho", que herdamos da equipe de marketing da Coca-Cola*, reina absoluto em dezembro, aqui e acolá surgem algumas manifestações bem regionais e condizentes com nossa cultura local. Aqui vai Um Cordel sobre o Natal preparado pela Igreja Batista de Fortaleza.

.
Textos, Locução e Edição: Euriano Sales
Ilustrações: Meg Banhos - Trilha: Sa Grama 

* Há informações que o Papai Noel vestido de roupas vermelhas foi criado pelo cartunista Thomas Nast, em 1886, para a revista Harper’s Weeklys. Porém, foi a partir de uma campanha publicitária da Coca-Cola, em 1931, que a figura espalhou-se pelo mundo todo. Para tristeza dos palmeirenses, parece que antes a roupa do "bom velhinho" era verde...

Feliz 2009!!!

Olá! Tivemos que adiantar nossa volta a São Paulo e, mesmo sabendo das dificuldades para mudar o template do blog, de uma hora para a outra resolvi encarar essa aventura. Confesso que, dessa vez, foi bem mais fácil do que das outras vezes. Foram "apenas" cerca de oito horas para colocar tudo em ordem!!!
No geral, acredito que está tudo ok. Se você observar alguma coisa errada, me avise.

Novidades
A partir de agora, vou utilizar as ferramentas do Blogger para coletar as opiniões dos leitores. Além do já usual campo de comentários (sempre bem-vindos), há mais dois campos para aqueles mais "apressadinhos". Basta um clique para você registrar se sua visita ao DoxaBrasil "valeu a pena", "sei lá" ou se foi "perda de tempo". Se sobrar mais alguns segundinhos, com mais um clique você pode clicar nas estrelas e escolher entre cinco níveis de apreciação do post.
Também resolvi alguns problemas com os links da coluna lateral, que atrapalhavam bastante no design da página.

Leituras







Livros só mudam pessoas


2012

Andando de tanque vazio? - Wayne Cordeiro (Vida)



2011
C.S.Lewis, o mais relutante dos convertidos - David Downing (Vida)
Apóstolo "Pés vermelho" - Éber Ferreira Silveira Lima (Pendão Real)
Protestantes em conflito - Éber Ferreira Silveira Lima (Pendão Real)
Rumores de outro mundo - Philip Yancey (Vida)
A prova é a testemunha - Ilana Casoy (Larousse)
Uma dose mortal - Agatha Christie (L&PM)
O efeito facebook - David Kirkpatrick (Intrínseca)
O queijo e os vermes - Carlo Ginzburg (Companhia de Bolso)
Não há silêncio que não termine - Ingrid Betancourt (Companhia das Letras)
Orson - Jon Katz (Prestígio Editorial)
Bilionários por acaso - Ben Mezrich (Intrínseca)
Marley e Eu - John Grogan (Pocket Ouro)

2010
O céu começa em você - A sabedoria dos padres do deserto... - Anselm Grün (Vozes)
Do universo à jabuticaba - Rubem Alves (Planeta)
Anjos e Demônios - Dan Brown (Sextante)
O Deus que conheço - Rubem Alves (Verus)
O Símbolo Perdido - Dan Brown (Sextante)
Noites Tropicais - Nelson Motta (Objetiva)

2009
Os Espiões - Luis Fernando Veríssimo (Alfaguara)
O Seminarista - Rubem Fonseca (Agir)
A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro - Rubem Fonseca/ Zeca Fonseca - (Agir)
O jornalismo dos anos 90 - Luis Nassif (Futura)
Comédias Brasileiras de Verão - Luis Fernando Veríssimo (Objetiva)
Banco de Versos - Franklin Valverde (Terceira Margem)
Neuroses Eclesiásticas - Karl Kepler (Arte Editorial) Baixe a versão PDF
Poemas Escolhidos - Emily Dickinson (L&PM Pocket)
Milagres de Jesus - Richard S. Ascough (Ave Maria)
O crime do restaurante chinês - Boris Fausto (Cia das Letras)
Hiroshima - John Hersey (Antígona - Edição Portuguesa)
Explicando Deus numa Corrida de Táxi - Paul Arden (Intrínseca)
Santo Tomás de Aquino - G. K. Chesterton (LTR)
Livros lidos para a Pós-graduação:
Quem tem medo de ser notícia? - Marilene Lopes (Makron Books)
Jornalismo Empresarial - Gaudêncio Torquato (Summus)
Assessoria de Imprensa - Maristela Mafei (Contexto)
Manual de Assessoria de Imprensa - G. Lorenzon e A. Mawakdiye (Mantiqueira)
Você na Telinha - Heródoto Barbeiro (Futura)
Imagem Pública - Walter Poyares (Globo)
Decepcionados com a Graça - Paulo Romeiro (Mundo Cristão)
O Mago - Fernando Morais (Planeta)
A Inocência do Padre Brown - G. K. Chesterton (Sétimo Selo)
Fé e Descrença - Ruth Tucker (Mundo Cristão)

2008
Do Golpe ao Planalto - Ricardo Kotscho (Companhia das Letras)
Fé em Deus e Pé na Tábua - Donald Miller (Thomas Nelson Brasil)
O Código da Vida - Saulo Ramos (Planeta)
Cartas de um diabo a seu aprendiz - C. S. Lewis (Martins Fontes)
Olhai os lírios do campo - Luis Erlin (Ave Maria)
Batismo de Sangue - Frei Betto (Rocco)
As Exigências do Silêncio - Anselm Grunn (Vozes)
Eric Clapton: A autobiografia - Eric Clapton (Planeta)
Vale Tudo: O som e a fúria de Tim Maia - Nelson Motta (Objetiva)
Ouvindo Deus - Dallas Willard (Ultimato)
Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva (Objetiva)
O suspiro dos oprimidos - Rubem Alves (Paulus)
Bispo S/A - Odêmio Antonio Ferrari (Ave Maria)
Cartas a um jovem contestador - Christopher Hitchens (Companhia das Letras)
Vivendo com propósitos - Ed René Kivitz (Mundo Cristão)
O mundo é Plano - Thomas L. Friedman (Objetiva)
Comos os pingüins me ajudaram a entender Deus - Donald Miller (Thomas Nelson Brasil)
Viciados em Mediocridade - Franck Schaeffer (W4)
O Mundo é Bárbaro - Luis Fernando Veríssimo (Objetiva)
A Cabana - William P. Young (Sextante)
O Evangelho Maltrapilho - Brennan Manning (Mundo Cristão)
O que estão fazendo com a igreja - Augustus Nicodemus (Mundo Cristão)

2007
O Anticristo - Friedrich Nietzsche
(Martin Claret)
O Melhor das Comédias da Vida Privada - Luis Fernando Veríssimo (Objetiva)
A Mosca Azul - Frei Betto (Rocco)
O Desepero Humano - Sören Kierkegaard (Martin Claret)
Mística e Espiritualidade - Frei Betto e Leonardo Boff (Garamond)
Capote: Uma biografia - Gerald Clarke (Globo)
O Reino e o Poder - Gay Talese (Companhia das Letras)
A Proteção do Sagrado - Anselm Grün (Vozes)


Aqui estão relacionados os livros
que li a partir do final de 2007.

Cinematográficas


2011
Capitão América (CIN) *
Transformers: O lado oculto da lua (CIN) **
O Assalto ao Banco Central (DVD)***
Harry Potter e as Relíquias da Morte II (CIN) ***
Zé Colmeia (DVD)**
X-Men: Primeira Classe (CIN) *
Homens em Fúria (DVD)***
O Turista (DVD)***
Tron: O Legado (DVD)** 
Gnomeu e Julieta (DVD)**
Carros 2 (CIN) *
72 horas (DVD)***
Desconhecido (DVD)**
Megamente (DVD)**

Rio (CIN)****
Jogada Certa (DVD)**
As Viagens de Gulliver (DVD)**
Incontrolável (DVD)***
Esposa de Mentirinha (CIN) **
Enrolados (CIN)***
A Rede Social (CIN)*** 
Anjos e Demônios (DVD)**
Encontro Explosivo (DVD)**
Meu malvado favorito (DVD)**
Crônicas de Nárnia - A viagem do Peregrino da Alvorada (CIN)**
Harry Potter e as Relíquias da Morte I (CIN)**

2010
Senna (CIN)***
Tropa de Elite 2 (CIN)****
Shrek Para Sempre (CIN)***
Toy Story 3 (CIN)***
Homem de Ferro 2 (CIN)***
Marley e Eu (DVD)**
Metrô 123 (DVD)***
Invictus (DVD)****
Alvin e os Esquilos 2 (CIN)*
Up - Altas Aventuras (CIN)****
Intrigas de Estado (DVD)****
As Duas Faces da Lei (DVD)****
Amor sem escalas (CIN)***
Sherlock Holmes (CIN)***
Lula, o filho do Brasil (CIN) ***

2009
O Som do Coração (DVD)****
A Troca (CIN) ****
Antes de Partir (DVD) ****
24 Horas: Redenção (DVD) ***
Encurralados (DVD) ***
O Procurado (DVD) ***
Bolt: Supercão (CIN) ***
Madagascar 2: A grande escapada (CIN) ***
Sete Vidas (CIN) ***


2008
Miami Vice (TV) **
Os Infiltrados (DVD) ***
Às margens de um crime (DVD) ***
Uma saída de mestre (TV) ****
Os seus, os meus e os nossos (TV) ***
Doze é demais (TV) ***
Bee Movie (CIN) ****
Elvis, o início de uma lenda (TV) ***
Torres Gêmeas (TV) ***
Adrenalina (TV) ***
Jogos Mortais (TV) ***
Confidence: O Golpe Perfeito (TV) ****
88 Minutos (TV) ****
13 Homens e Outro Segredo (TV) ****
Meu nome não é Johnny (CIN) ****
Deja Vu (DVD) ****
Uma Verdade Inconveniente (DVD) ***
Duro de Matar 4.0 (DVD) **
Batismo de Sangue (DVD) *****
Speed Racer (CIN) ****
Valente (DVD) ****
24 Horas - 4ª Temporada (DVD) *****
Instinto Secreto (DVD) ***
O preço da Coragem (DVD) *****
No vale das sombras (DVD) ****
The Wall (DVD) *****
Ligados pelo crime (DVD) ***
Leões e Cordeiros (DVD) ****
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (CIN) ***
Conduta de Risco (DVD) ***
O Reino (DVD) ***
Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian (CIN) ****
Quanto vale ou é por quilo? (DVD) ****
Syriana (DVD) ***
Medo da Verdade (DVD) ***
O ano em que meus pais sairam de férias (DVD) *****
Kung Fu Panda (CIN) ****

2007
Otávio e as Letras (CIN) ***
Tropa de Elite (CIN) ****
Império dos Sonhos (CIN) ****

Aqui estão relacionados alguns dos filmes
que assisti a partir de dezembro de 2007. 
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