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De quem é a culpa?

Muito equilibrado o artigo O Papa em Auschwitz , escrito pelo rabino Henry Sobel e publicado hoje no Espaço Aberto (página 2) do jornal O Estado de S Paulo. Quem puder, confira, diretamente no jornal ou clicando aqui. Caso você não seja assinante, parece que há uma possibilidade de entrar com uma senha provisória.
O destaque do artigo, para mim, é a resposta dada por Sobel à pergunta feita por Bento XVI, ao visitar o campo de concentração de Auschwitz: "Por que, Deus, o Senhor se calou? Como pôde tolerar tudo isso? Onde estava o Senhor durante aqueles dias?" O rabino responde: "Onde estava Deus? Esperando que os homens assumissem o seu dever".

10 x 0 pru portugueis

A foto acima foi "gentilmente surrupiada" do blog de Volney Faustini, aliás, leitura recomendada para o blogueiros de plantão. De lá, acessei o interessante artigo Síndrome de Nínive. Vale a pena conferir!
Aproveitando as dicas, meu amigo Luis Fernando terminou uma "leva" de leituras e fez alguns apontamentos interessantes em seu Check List.
Boa viagem pelos bits e bytes e uma ótima semana prá todos!

Decepções

Este foi um final de semana de decepções. A primeira com o novo projeto gráfico do jornal Folha S. Paulo. Ficou um verdadeiro carnaval e com diminuição do conteúdo. Ainda bem que o ombudsman do jornal pensa o mesmo.
Eu assinei a Folha durante quase 15 anos e, cá entre nós, detestava O Estado de S. Paulo. Gostei da reforma gráfica anterior, que deixou o jornal mais limpo, facilitando a leitura. Porém, ao faciltar a leitura, a Folha chamou a atenção de alguns poucos leitores, quanto ao conteúdo tendenciosi e superficial apresentado. Isso fez com que eu contrriasse meus "princípios" e passasse a assinar o Estado que, para não ficar atrás da concorrência, fez uma positiva reforma de seu projeto gráfico.
Agora, aposto que vai sair na frente pois, em matéria de "carnaval de cores", o Jornal da Tarde está bem melhor do que a Folha. Vamos ver no que vai dar...
A segunda decepção foi ao assistir o Profissão Repórter, no Fantástico (Rede Globo). Não que eu esperassem alguma coisa mas, poderia me surpreender. Não aconteceu. Superficial, sem graça, sem novidades. Qual será o motivo que levou o Caco Barcellos a não cair fundo na "magia" da edição na televisão? E em como ela pode (ou não) deturpar uma matéria? Parecia muito mais um video- blog sobre "como foi o meu dia de repórter".
Ainda bem que, nas últimas horas do domingo, veio um alento, sempre pela TV Cultura. O documentário Violência S. A., dirigido por Eduardo Benaim, Jorge Saad Jafet e Newton Cannito, que trata, com muito humor, o mercado da segurança privada no Brasil, cada vez lucrando mais, graças a chamada "cultura do medo". Este, realmente, é fantástico (desculpe o trocadilho...).
Bom, nem tudo está perdido...

Dica legal

Meu amigo Adilson enviou esta:
"Neste domingo, dia 28, estréia nas TV Cultura (SP), TV Sesc/Senac e TVEs (outros estados) um documentário que é tristemente atual e aborda a "cultura do medo". Ele foi realizado por Newton Cannito, meu professor na Faculdade Cásper Líbero. Ele é roteirista de cinema ("Quanto vale ou é por quilo?") e de TV ("Cidade dos Homens" na TV Globo). Se puder assista e divulgue.
Abraço e bom final de semana!"
E aí? Vamos conferir?

Adoção - Já pensou neste assunto?

Em 1996, na cidade de Rio Claro (SP) aconteceu o I ENAPA (Encontro Nacional das Associações e dos Grupos de Apoio à Adoção). Desde então, o encontro ocorre anualmente no mês de maio.
Graças a ações como essa, o Governo Federal instituiu o dia 25 de maio como DIA NACIONAL DA ADOÇÃO (Lei nº 10.447, de 09/05/2002).
O ano passado fiquei "famoso"... rs... Participei do programa "Melhor da Tarde", na Rede Bandeirantes. Este ano, mais modesto, escrevi uma matéria e fiz uma entrevista com a jornalista Yara Rocca, que saiu na revista Ave Maria e pode ser acessada clicando aqui (é a terceira matéria).
Aliás, o livro da Yara - A força de um cordão umbilical - pode ser encontrado nas livrarias Nobel do Itaim, do Shopping Frei Caneca e da Rua Maria Antonia ou através do site www.livrarianobel.com.br, ao preço de R$ 28,00.

Que fonte é essa???

Página C6 do caderno CIDADES/METRÓPOLE do jornal O Estado de S. Paulo (12/05/2006), último parágrafo da matéria "Jovem dá carona e abusa de garotas":
"No site de relacionamentos Orkut, Ruggio se define: 'Não gosto dos bons conselhos, (...) não gosto das leis".
A matéria trata de um caso absurdo, que merece ser punido. Entre as fontes estão o delegado, a mãe de uma das menores, o pai do suspeito e o Orkut. O advogado do suspeito não quis comentar o episódio. O que chamou a minha atenção foi a forma como o site de relacionamentos Orkut entrou na matéria como fonte.
É notório que, há algum tempo, este site tem permeado algumas matérias. Ganhou destaque com um caso de preconceito racial, depois por ser usado para atacar pessoas, através da página pessoal ou de comunidades criadas para tal. Recentemente a cidade de Pompéia ganhou notoriedade, devido a supostas fotos de uma de suas moradoras em situações, digamos, constrangedoras, divulgadas através do site.
Porém, fazer do Orkut fonte para elaboração de matérias é algo incompreensível. Afinal, é sabido que qualquer pessoa com acesso a este site pode criar um perfil falso, ou seja, fazer-se passar por outra pessoa e escrever o que bem quiser. Desta forma, como confiar que aquele perfil pesquisado pelo repórter foi elaborado realmente por quem está sendo pesquisado?
O Orkut tem sido uma ferramenta muito utilizada para elaboração de pautas, busca de fontes para matérias, mas nada substitui o contato pessoal. Talvez, se a reportagem do OESP tivesse confirmado com o suspeito do crime se aquele perfil lhe pertencia e se ele confirmava os dados ali colocados ali, amenizasse um pouco a situação. Mas fazer de um site tão pouco confiável uma fonte segura é inadmissível, principalmente na chamada “grande imprensa”.

Silêncio no tribunal!!!

Não... Eu não fui preso. Mas o meu silêncio é, em certa medida, judicial. Não... Meu blog não foi censurado. Na verdade, estou em um processo de "enlouquecimento" gradual, desde meados de abril, quando comecei a concorrer a um curso para formação de estenotipistas.
Esteno.. o quê??? Bom, com certeza você já assistiu algum filme em que aparece alguém ao lado do juiz, com uma maquininha bem pequena e estranha. Prazer, eis o estenotipista! Através desta técnica, que é praticamente uma nova língua, consegue-se escrever, em tempo real, até 200 palavras por minuto. Para quê? A estenotipia é utilizada nos tribunais, em conferências e palestras e também no closed caption (transmissão de legendas) para redes de televisão e transmissões fechadas.
Se quiser saber mais sobre a estenotipa, tem um vídeo legal da Cultura em:
http://www2.tvcultura.com.br/vitrine/arquivo-programas.asp?reportagemdata=20/8/2003
(procure "estenotipia")
Bom, depois de um longo e estressante processo de seleção, esta semana oficialmente iniciei um curso de seis meses. Portanto, prá quem já sabe como anda minha vida, a coisa vai piorar exponencialmente. Mas, vou tentar passar por aqui com certa regularidade. Torçam por mim!
Um abraço!
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