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Religião e Poder (6)

 A participação dos evangélicos na política brasileira
Robinson Cavalcanti

Há quarenta anos vivíamos o fim de um paradigma: a hegemonia das igrejas históricas no protestantismo no Brasil, e um “destino manifesto” civilizatório (protestantismo = democracia + progresso). O Estado Laico, os colégios inovadores, a ética do trabalho e do abandono dos vícios caminhavam juntos nessa construção, com os nossos intelectuais orgânicos e a ação aglutinadora da Confederação Evangélica. A “derrota dos comunistas”, em março de 1964, fora lida como resultado do Dia Nacional de Jejum e Oração liderado por setores “renovados” em 15 de novembro de 1963, que também abandonaram o seu passado e fizeram as pazes com o autoritarismo, cooptados pelo regime. Mais do que o adesismo de uma minoria de inocentes úteis, áulicos ou oportunistas, a ideologia que vivia a triunfar é a da alienação: “política não é lugar para crente”. A ideologia do “destino manifesto” civilizatório foi esquecida, desconhecida pelas novas gerações. Concentramo-nos em debates sobre o milênio e a tribulação, pois, quando não se atua neste mundo, se pensa no “outro” mundo. A construção de um pensamento evangélico latino-americano foi deixada de lado, pela importação de correntes teóricas e dos setores mais conservadores dos Estados Unidos. O evangelicalismo das missões viu triunfar o fundamentalismo.

Nesse regime militar, nova geração (a maioria de igrejas históricas) retomaria a reflexão e a ação, dentro dos espaços da pastoral estudantil, das agências de serviço, das escolas de pensamento, em ministérios não-denominacionais. A Teologia da Missão Integral foi uma lufada de ar fresco em um contexto estéril, preocupado com a “salvação das almas”. Desse espaço sairiam os criadores de movimentos apontando para a responsabilidade social e política dos cristãos, em campanhas como “Evangélicos pela Constituinte”, “Diretas Já”, eleições presidenciais de 1989, “Fora Collor”, e na proposta do MEP; do setor pentecostal -- que não tinha passado de engajamento -- se desenvolveu a noção de “candidaturas oficiais”, sob o lema “Irmão vota em irmão!”. Retornamos à ordem constitucional, as eleições se tornaram uma rotina, a imprensa e a cátedra são livres, bem como a sociedade civil. As regiões continuam desiguais; não foi fechado o fosso que separa os privilegiados dos apenas incluídos, dos marginalizados e excluídos.

A hegemonia pentecostal/renovada foi breve, atropelada pelo “neo-pós-isso-pseudo-pentecostalismo”, com a teologia da prosperidade, individualista, com os “filhos do Rei” confundindo consumismo com bênçãos. Pode-se falar em um crescimento quantitativo (e com sinais de mobilidade social ascendente) sem correspondência com a dimensão qualitativa, inclusive no espaço público. O “crescimento” não implicou a formação de cidadãos mais éticos e responsáveis, nem a redução dos males nacionais.

Para o evangélico médio, política é sinônimo de partidos e eleições. Daí o “avivamento” cíclico da profusão de candidaturas, desde as “oficiais” às resultantes de “profecias”, de níveis aquém do desejado e de resultados eleitorais cada vez mais escassos. Se o crente comum não recebe ensino sobre como fazer diferença na vida em sociedade, aqueles que ocupam posições nos poderes do Estado são, em geral, carentes de uma proposta diferenciadora ou de uma ética superior. Com a crise das ideologias e a ausência de nitidez dos partidos políticos, os evangélicos, quando se filiam, o fazem já especialmente naqueles menos nítidos, pois sua atuação é individualista e corporativa (em defesa do bem particular das igrejas, e não do bem comum da sociedade). Permanece a ausência de estudos bíblicos sobre ética social, história do pensamento cristão ou história política da igreja. Não havendo o conhecimento acumulado necessário para a reflexão sobre a conjuntura atual, além da não utilização das ferramentas das Ciências Humanas, a ação social (quando ocorre) raramente ultrapassa a dimensão do assistencialismo, ou da instrumentação para o “crescimento da Igreja”, sem relação com um conceito mais amplo de missão ou com uma noção mais bíblica do Reino de Deus. Como segmento expressivo, em disputa de hegemonia entre pentecostalismo/renovacionismo e o neo/pós/isso/pseudo-pentecostalismo, há de se reconhecer que o abandono dos vícios, a ética do trabalho, a valorização da família e o associativismo eclesiástico têm devolvido dignidade e qualidade de vida a milhares de brasileiros. O legalismo-moralismo da santidade passiva, a eclesiologia-gueto e a ausência de uma docência de um discipulado encarnado, não têm levado renascidos a ser o sal e a luz. A História nos tem mudado, mas não sabemos quanto temos mudado a História. A pauta para nosso testemunho cidadão, não decorre apenas da nossa História, da nossa cultura, e da nossa conjuntura, mas de um mundo exterior globalizado, onde não somente o Islã e o esotérico, mas o secularismo militante nos ameaça de fora, enquanto o liberalismo teológico vai abrindo as portas para os mesmos do lado de dentro.

Como reagiremos a esses novos desafios?

Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife
Fonte: Ultimato  (Via: Pavablog)

Capa da Semana (29)

Capa do sensacional livro
de Luis Fernando Verissimo, que saiu pela Editora Objetiva
Capa e projeto gráfico: Crama Design Estratégico
Escultura de LFV e ilustração: Ricardo Leite

Jornada dupla

Depois de ser flagrado usando recurso digital para apagar o logotipo da Record do microfone, durante a exibição de matérias, o programa evangélico "Fala que Eu te Escuto" achou outro jeito de usar o Jornalismo em sua programação proselitista: ele amplia e recorta o vídeo de forma que, nas matérias, só apareça o topo do microfone - sem logotipo.

Não bastasse isso, o "Fala que Eu Te Escuto" também transforma todos os jornalistas da Record em repórteres "telepentecostais". Esta semana, sem identificação, a jornalista Fabiana Scaranzi, do "Domingo Espetacular", virou repórter do programa evangélico em matéria sobre drogas.




Segundo Ooops! apurou, no Departamento de Jornalismo da casa (mas não em sua direção) há uma revolta generalizada contra essa prática.Além de a Universal se aproveitar da imagem de profissionais sérios em seus propósitos (imagináveis), o "Fala que Eu Te Escuto" também cometeu horrenda gafe na segunda-feira.

Logo na abertura da "matéria da Scaranzi", cravou que "uma das vítimas das drogas foi a cantora Cássia Eller, que morreu de overdose em 2001." Asneira.

Laudo conclusivo do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, divulgado no dia 31 de janeiro de 2002, provou que Cássia Eller morreu de infarto seguido de paradas respiratórias, e que não foi encontrado vestígio algum de qualquer tipo de droga.

Ricardo Feltrin, na Folha Online. (Via: Pavablog)

Retratos & Reflexos (29)

Pra onde ir???
(Fonte: xkalokax2)

Menos é mais

O Baixo & Voz começou quase por acaso. Em 1991, Sérgio Pereira (contrabaixo) fez um arranjo de uma música para um trabalho beneficente, somente com o instrumento e a voz de Marivone Lobo. O resultado surpreendeu e agradou, o que gerou mais um arranjo (confira entrevista).
A dupla consolidou-se e rendeu quatro álbuns. É do último - Viagens de Fé (2008) - que escolhi a música Idéia Nova, composição de Gladir Cabral e Gustavo Messina.
Uma palavra nova
Para iluminar a nova manhã
Uma idéia nova
A cor, a flor temporã

E mais uma cantiga nova
Cheiro de limão, sabor de maçã
O brilho da viola
Lá na praia de Itapuã

E mais uma janela aberta
Para receber a brisa do mar
E uma vontade certa
De o coração navegar

E mais, uma cidade alerta
Esperando a voz da vida chamar
Para uma grande festa
Que apenas vai começar

E mais, muito mais… Bem mais…

Quero cantar como quem anuncia
O calor do dia, a alegria,
A vida, a nova estação.
Sol, olha o sol sobre a pele da Terra!
Somos só o sal, o resto é chão.
É céu, é pleno verão.

Na tela
Fé Cega, Faca Amolada


Dia 27/11, ao vivo em Blumenau

eNtReVisTa miNuTo
Entrevista de Sérgio Pereira para o pessoal do zOnA dA RefOrmA: 

Humor de 1ª na Segunda (29)

Mediocridade no Teatro?

Com: Stênio Marcius e Wilson Tonioli

Parte I
 
Parte II
 
Parte III
Parte IV

Capa da semana (28)


No último dia 12 de novembro o grupo ativista Yes Men deixou os habitantes de algumas capitais do EUA surpresos. A manchete do tradicional jornal The New York Times trazia em letras garrafais: "Guerra do Iraque Acaba".
Cerca de 1,5 milhão de exemplares foram entregues gratuitamente em estações de metrô de Nova York e Los Angeles e também traziam matérias como: "George W. Bush é julgado por crimes de guerra" e "Tesouro anuncia um plano de impostos sensato".
Depois de ler algumas destas matérias, se o leitor ainda não tivesse percebido que era uma edição falsa, deveria prestar a atenção na data - 4 de julho de 2009 - e no slogan - "All The News We Hope to Print", literalmente "todas as notícias que esperamos publicar". Foi uma brincadeira com o slogan do jornal original, "All The News That’s Fit To Print", algo como "todas as notícias que cabem na edição".

A versão fake tem até direito a um site e também a uma versão digital.
Outra coisa interessante são as publicidades, que parecem de verdade, mas também têm seu lado de protesto. Por exemplo, em uma propaganda da empresa do ramo joalheiro De Beers traz a seguinte frase: "Quando você compra um diamante nosso, ajuda a financiar uma prótese para um africano que perdeu a mão na guerra tribal"...

Confira a reação das pessoas ao receber a edição:

New York Times Special Edition Video News Release - Nov. 12, 2008 from H Schweppes on Vimeo.

Lipoaspiração

Título estranho para o dia dedicado ao jornalismo, não? É que lendo um posto no blog do Luis Nassif, vi que ele escreveu sobre uma "barriga" do jornal Folha de S. Paulo. Para quem não sabe, barriga não é só o recipiente de cerveja de 11 em cada 10 jornalistas... É um termo ameno para um erro da imprensa. Eis o post de Nassif:

Hoje tem marmelada?
Da Folha Online
Defesa de Dantas pede novo depoimento de Protógenes e adia fim de processo

THIAGO FARIA

O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, pediu nesta quarta-feira ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, o acesso à gravação da reunião na superintendência da Polícia Federal, que decidiu pelo afastamento do delegado Protógenes Queiroz do comando da Operação Satiagraha.
O pedido da defesa de Dantas adiou, assim, o fim do processo contra o banqueiro na 6ª Vara Criminal, que poderia acontecer hoje com a entrega das alegações finais por parte dos acusados.
Para Machado, o conteúdo da reunião influencia diretamente no desenrolar do processo contra seu cliente, acusado de corrupção.

Comentário
É até monótono, de tão previsível. Alguém ligado a Dantas vaza o áudio - no caso, Raul Jungmann. Veja, militante, e Globo, diletante, repercurtem. Com interpretações incorretas sobre o conteúdo para "esquentá-lo". E os advogados de Daniel Dantas se valem das matérias para postergar a sentença.
Surpresa: ninguém percebeu nada! Só a blogosfera inteira, mais as torcidas do Flamengo e do Corinthians.

Comentário 2
Foi barriga da Folha. Não houve adiamento coisa nenhum, segundo acabo de ser informado. Houve a audiência, os advogados entregaram as alegações finais, assim como o Ministério Público. O juiz De Santis tem, dez dias para dar a sentença. O que os advogados de Dantas fizeram foi um requerimento, solicitando esse novo interrogatório do Protógenes. O juiz poderá conceder ou não.

Buraco negro

Cuidado! Uma simples círculo impresso em uma folha pode se tornar uma grande diversão - ou perdição - em um final de expediente entediante. (Via: Bombou na Web)

Retratos & Reflexos (28)

Momento trânsito completamente parado na Marginal Tietê e uma visita inusitada - do lado de fora do pára-brisa - rende uma fotografia...

Mediocridade em três partes

Todas as sextas-feiras de novembro o auditório da Livraria Cultura do Shopping Market Place tem sido palco para um debate sobre as artes e a igreja cristã, a partir do lançamento do livro Viciados em Mediocridade (Frank Schaeffer), pela W4 Editora, dentro do II Fórum Nacional de Cristianismo Criativo.

Dia 07 de novembro de 2008 foi a vez de Taís Machado (ABU) e João Alexandre (músico).

A turma do zOnA dA RefOrmA gravou e já colocou no ar alguns trechos do primeiro dia, dividido em três partes (devido às limitações do YouTube).

Assista em: http://zonadareforma.blogspot.com ou http://tinyurl.com/taisjoao

Cérebro

A música de hoje é Brain Damage, da banda inglesa Pink Floyd, gravada ao vivo em uma turnê de 1994.

Humor de 1ª na Segunda (28)

Humor e música com a Cia de Humor (apresentação de 2000)

Saindo da mediocridade?

Medíocres?

Trecho do primeiro dia

07 de novembro de 2008
Com: Taís Machado e João Alexandre
Lançamento do livro:
Viciados em Mediocridade, de Frank Schaeffer

A arte cristã é medíocre?

Assista, ao vivo (agora, gravado), o segundo dia do
II Fórum Nacional de Cristianismo Criativo:
Primeira Parte
Free TV : Ustream

Segunda Parte
Online video chat by Ustream

Hoje, Stênio Marcius (participação especial de Glauber Plaça) e Wilson Tonioli.
Na mesa de debates: Mediocridade no teatro?

Capa(s) da Semana (27)

Que Obama estaria em todas as capas já era previsível. A expectativa seria para a criatividade de cada redação. Na sua opinião, qual foi a melhor capa? E a melhor manchete?


 
  


2. Veja

Como desqualificar a função da imprensa

Por Alberto Dines, em 11/11/2008

O que ocorre neste momento nos escalões superiores dos órgãos de segurança (PF e ABIN) pode ser adjetivado como kafkiano – pesadelo, exacerbação do absurdo. No entanto, a qualificação mais apropriada para este episódio também deriva do nome de um gênio da literatura: dantesco.

Sob o ponto de vista institucional, político e funcional o Brasil vive um inferno. Verdadeiro caos. Com a Polícia Federal investigando simultaneamente a própria Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN, órgão da Presidência da República), o menos que se pode dizer é que estamos às vésperas de uma perigosa ruptura, estimulada por um lado pela vaidade de magistrados do Supremo Tribunal Federal e, por outro, pelas habituais trapalhadas do Ministério da Justiça.

O pecado original começa na imprensa. Em primeiro lugar porque no início da Satiagraha nossos jornalões se comportaram de forma irresponsável, divulgando sem qualquer suporte investigativo os primeiros relatórios produzidos pelos encarregados da operação policial. Aquilo não foi vazamento, foi inundação criminosa. Um telejornalismo que só se movimenta com dicas de policiais produz no máximo reality-shows e encenações.

Sob a ótica do jornalista, vazamentos são legítimos desde que os seus teores sejam devidamente checados antes da publicação. Sob a ótica do governo é legítimo investigar os funcionários – de qualquer escalão – que vazam para a imprensa informações sigilosas. Este confronto de legitimidades só conseguirá ser esclarecido através do debate.

Sem esclarecer

Quando estourou a operação Satiagraha, colaboradores deste Observatório da Imprensa repudiaram as práticas que colocam os jornalistas na condição de meros caudatários e subordinados dos órgãos policiais. Nenhum veículo, nenhum jornalista, nenhum opinionista teve a coragem de aproveitar a deixa para discutir com serenidade os procedimentos que desqualificam a função da imprensa.

O segundo pecado da mídia consiste em manter na penumbra a deplorável situação em que se encontram hoje os órgãos de segurança. O noticiário desses dias não é "holístico", mas apenas incidental.

A situação não é nova. Descende do Dossiê Vedoin, comprado de chantagistas para ser infiltrado no semanário IstoÉ. A PF mostra-se rigorosamente "republicana" quando sua comprovada eficiência não ameaça figuras do governo e dos partidos do governo. Quando seus investigadores farejam trapalhadas nas altas esferas, num passe de mágica evapora-se a sua competência e a PF passa a comportar-se de forma tosca e provinciana.

A partir do momento em que o então diretor-geral da PF Paulo Lacerda foi transferido para ABIN, e o então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos confessou publicamente a existência de um diário guardado num cofre que só seria aberto dentro de algumas décadas, evidenciou-se que a verdade estava sendo omitida.

A dramática trapalhada de agora é apenas a continuação da outra, a dos aloprados, que tão cedo não será esclarecida. Sobretudo porque nossa imprensa só chega à verdade através de vazamentos.

Retratos & Reflexos (27)

Caroline Borba trabalha sensualidade e luminosidade em seu trabalho.

Desplugado

Para aqueles que vivem na saudade, afirmando que as boas bandas de rock nasceram antes dos anos 1980, uma prova de algo de bom nasceu no final do século XX é a banda Queensrÿche (neologismo do nome de uma música da banda: Queen of the Reiche).
Formanda inicialmente pelos guitarristas Chris DeGarmo e Michael Wilton, Eddie Jackson (baixo), Scott Rockenfield (bateria) e Geoff Tate (vocal).
Em 1983 a EMI regrava o primeiro EP e, no ano seguinte, sai The Warming. Em 1986 tocam com AC/DC, Ozzy Osbourne e Bon Jovi. O estilo progressivo firma-se no álbum Operation: Mindcrime (1988), mas é com Empire (1990) que a banda marca seu lugar na história musical. É deste trabalho que escolhi a versão acústica do clássico Silent Lucidity, que faz parte do recém lançado The Best of Unplugged, organizado pela Kiss FM.
Em 1998, o guitarrista Chris DeGarmo deixa a banda, mas o trabalho continua, agora com o Kelly Grey que, mais tarde, dá lugar a Mike Stone.
Sei que os mais puristas irão dizer que há uma forte influência do Pink Floyd. Concordo, mas acredito que eles produzam um bom material.

Na tela
Queensryche no Rock in Rio II (1991)

Humor de 1ª na Segunda (27)

Tem gente que vai querer chamar o chefe, o cunhado ou o vizinho para uma partidinha de futebol americano...
(Via: Pilândia)

Cuidado dedinho o que tecla

Igreja Universal ganha ação contra Google
A juíza Laura de Mattos Almeida, da 12ª Vara Cível do Estado de São Paulo, acatou ação movida pela Igreja Universal do Reino de Deus contra o Google Brasil para que fossem retirados do site You Tube vídeos supostamente ofensivos à igreja. As imagens contêm trechos do depoimento do pastor Caio Fábio D'Araújo que associam a Universal à prática de condutas ilícitas e ao tráfico internacional de entorpecentes. O Google terá também de fornecer os números dos IPs e registros eletrônicos de criação referentes aos acessos às páginas (para postagem), sob pena de multa diária.
Fonte: O Estado de S. Paulo (07/11/2008)

Religião e Riquezas

Eu temo, [pois] onde as riquezas aumentaram, a essência da religião diminuiu na mesma proporção. Portanto, eu não vejo como será possível, na natureza das coisas, para qualquer reavivamento em religião continuar por bom tempo. Pois a religião deve necessariamente criar tanto a iniciativa como a frugalidade, e esses não produzem riquezas. Mas, onde as riquezas crescem, assim também orgulho, ódio e o amor ao mundo e todos os seus desdobramentos. John Wesley (1703-1791)

Debater ou não debater, eis a questão!

Sexta-feira. Em uma São Paulo debaixo de um temporal e com o trânsito travado (mais do que o normal), mais de cinqüenta pessoas foram persistentes e corajosas para chegar no Shopping Market Place (Zona Sul de São Paulo). O pólo de atração era o primeiro dia do II Fórum Nacional de Cristianismo Criativo, promovido pela W4 Editora.
Eu sou suspeitíssimo para tecer algum comentário, já que muitos - e caros - amigos fazem parte no pensar e no realizar desse evento. Mas, vou me arriscar.
Esse ano o fórum nasce a partir de um importante lançamento da W4 no mercado editorial. Addicted to Mediocrity foi lançado em 1981, por Frank Schaeffer. O nome, para quem conhece o meio cristão, chama a atenção, já que seu pai, Francis Schaeffer, ficou muito famoso como teólogo e criador da comunidade L’Abri, na Suiça.


O livro foi traduzido por Jorge Camargo e no Brasil recebeu o nome Viciados em Mediocridade. Dois posts atrás destaquei algumas frases. Observo que tirei tudo apenas do primeiro capítulo! Imaginem o que vem pela frente... Aliás, se você não consegue se conter, leia o prefácio de Sérgio Pavarini e curta uma "amostra grátis".
No primeiro dia do fórum estiveram presentes a psicóloga Taís Machado (da liderança da Aliança Bíblica Universitária) e o músico João Alexandre (confira algumas fotos). O evento foi transmitido ao vivo via UStream (você pode ter uma idéia da parte do bate-papo, no vídeo abaixo) e em breve alguns trechos, com uma melhor imagem, serão disponibilizados pela turma do zOnA dA RefOrmA.


Acredito que o fórum é um marco nos eventos eclesiais. Mas, terminado o debate, fiquei com duas indagações:
1) Talvez o fórum necessite de uma oposição de idéias para "aquecer" o programa. Quando todo mundo pensa mais ou menos a mesma coisa ou ninguém tem coragem de "atacar" o outro (claro, com educação e argumentação), não há muito crescimento. A provocação gera reflexão. Arugumentos, contra-argumentos, defesa de idéias, tudo isso faz com que usemos o que Deus nos deu de mais valioso: o raciocínio. Muitas vezes acredito que a mediocridade ocorre quando um grupo aceita piamente aquilo que algum figurão afirma, sem crítica, sem auto-crítica, sem duvidar. Infelizmente o povo cristão é conhecido como aquele que não consegue debater um assunto com boa argumentação e sem apelar para fundamentalismo e falta de educação (para não dizer, baixaria). Ou seja, somos considerados um povo cuja reflexão tem a "profundidade de um pires"... Infelizmente, o que vemos em outros eventos por aí, é que não se consegue discutir um assunto sem apelar para a ignorância.
O Fórum do Cristianismo Criativo tem sido diferente, desde sua primeira edição. O nível tem sido alto. Tanto no palco, quanto na platéia. Mas, ainda acho que não conseguiu produzir um debate de verdade, com dois pontos de vistas diferentes na mesa. Por enquanto continua uma exposição de idéias.
2) Schaeffer relembra, em seu livro, que a igreja dominou as artes, ou seja, era quem ditava formatos e tendências. Envolvida no meio universitário há muito tempo, Taís destacou que "hoje o universitário quase não lê". Foi o que constatou Pavarini, ao perguntar para a platéia quem havia lido mais de dois livros por mês neste ano. O número de pessoas não era suficiente para encher uma mão! Ou seja, como discutir arte na igreja quando praticamente não existe arte na igreja? E, pior ainda, quando o público cristão - em sua maioria - tem uma noção distorcida do que é arte e, pior ainda, não costuma freqüentar museus, exposições, teatro, cinema (fora do eixo hollywoodiano)? Que tipo de arte os cristãos querem cobrar, se não têm referencial artístico?
O livro é muito interessante e levanta importantes reflexões. Tomara que represente uma mudança na visão de cristãos sobre as artes, fazendo com que a igreja volte a ser um referencial na área e não vítima das "artes" que estão ao nosso redor. Você quer fazer parte desta transformação? Talvez um passo importante seja ler  o livro e participar dos próximos dias do fórum, neste mês de novembro:
Dia 14: Mediocridade no teatro? Com o músico Stênio Marcius e o diretor teatral Wilson Tonioli.
Dia 21: Mediocridade na dança? Com Carol Gualberto e Gerson Borges.
Dia 28: Mediocridade na Literatura? Com Gladir Cabral e Jorge Camargo.

II Fórum Nacional de Cristianismo Criativo
Horário: das 19h às 21h30
Local: Auditório da Livraria Cultura do Shopping Market Place
Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902 - São Paulo/SP.
ENTRADA GRATUITA

Neurose dominical

Tem coisas que só a igreja faz por você
Camila Hochmüller Abadie

Ontem à tarde, em visita ao setor psiquiátrico de um hospital aqui de Porto Alegre, chamou-se a atenção o quadro de uma paciente em particular. Em meio a tantos outros pacientes sofridos, alguns em silêncio, outros dividindo suas loucuras com quem quer que tivesse ouvidos, ela estava triunfante. Pensando melhor, talvez “triunfante” não seja a palavra mais adequada, mas não me ocorre outra melhor e, em todo caso, expressa um pouco a idéia do que quero dizer.

Ela, a paciente que não sei o nome, tinha um dos pulsos amarrados junto à maca, prova de sua não constante docilidade. De tempos em tempos olhava para próprio pulso amarrado e dizia, com ar de desdém: Isso aí não é nada pra mim. E seguia falando sobre outras coisas. Porém, não bastasse isso, passado algum tempo ela começou a entoar um cântico, ao qual prestei atenção na tentativa de descobrir. E não foi preciso muito tempo para que eu conseguisse compreender o que ela dizia: tratava-se um hino evangélico qualquer. Terminado o hino, uma pausa para xingar a enfermeira e, logo depois, emendar com uma oração que dizia coisas como: “Senhor Jesus, me tira daqui… Só a Deus pertence todo o poder… Aleluia” e por aí afora.

Já na saída, enquanto o guarda confirmava minha saída com a enfermeira, ela, a mulher que não sei o nome, olhou para mim e com um sorriso nos lábios, disse: “Eu conheço essa moça”. Pronto. Se eu demorasse mais um segundo ali, receberia uma profecia de presente. Saí o mais rápido que pude.

Só Deus sabe tudo o que eu ouvi e vi ali naquele lugar, que certamente não é o pior do mundo, mas que é bastante cru e ruim. No entanto, dentre todas essas coisas o quadro daquela mulher me chocou e me entristeceu de um modo bem específico e profundo.

É bastante provável que a tal paciente não tenha desenvolvido tais comportamentos unicamente graças à igreja. Trata-se, sem muitas chances de erro, de um quadro que vem evoluindo com os anos e que encontrou na igreja o terreno propício para aflorar. E este é o problema. Quando Martinho Lutero estabeleceu, por meio de sua defesa contra as acusações clericais, as Escrituras e a razão como critérios para seu próprio comportamento e postura de fé, parece-me que de um modo inimaginado foram abertas as portas para tantas loucuras!

Claro, muitas coisas foram e continuam sendo desconstruídas de lá para cá, tanto dentro quanto fora dos arraiais do cristianismo, inclusive o próprio conceito de razão, mas não sei ao certo como explicar este subjetivismo psicótico que tem se alastrado pelas igrejas e igrejolas brasileiras sem reportar-me ao início da reforma. De algum modo, a perda da objetividade no que diz respeito ao estabelecimento do que seja consensualmente racional tem trazido conseqüências avassaladoras no campo da fé. “Deus me revelou”, “Deus mandou”, “Deus falou comigo”, “eu vejo o mundo espiritual”, “eu falo em línguas estranhas” são só alguns exemplos de falas cada vez mais comuns no meio evangélico brasileiro - um rebanho alucinado.

Não estou dizendo que a culpa é de Lutero, ou da Reforma. Estou, na verdade, tentando escrever e organizar o meu raciocínio sobre algo que conheço muito de perto, e que por isso me assusta, me perturba e me preocupa muito, muito mesmo: baseadas em uma liberdade libertina no exercício da hermenêutica e da exegese, multidões têm aderido a seitas pseudo-cristãs que lançam mão dos séculos de tradição do cristianismo em um jogo de roleta russa existencial. As igrejas, cada vez mais, em lugar de consistirem em um lugar de refúgio e de cura, tornam-se antros, contaminados por múltiplas formas de heresias altamente contagiosas e doenças psíquicas.

Não preciso dizer que nem todas as igrejas são assim, não é? As igrejas que escapam a esta vala comum são, normalmente, as igrejas ditas “geladas”, “frias”, não renovadas, não carismáticas, aquelas “que não acreditam na contemporaneidade dos dons” e blá, blá, blá. As quais, por sua vez, também não são perfeitas, mas encontram suas falhas em outros tipos de problemas.

Enfim, paro por aqui. Encontro-me com mais dúvidas, revoltas e pesares do que com respostas que tragam algum consolo. Inclusive, em termos de consolo e de critério, a única coisa que tem permanecido firme por aqui é o segundo mandamento: amar ao próximo como a si mesmo.

100 palavras (pode contar...)

"Até a volta de Cristo e a restauração de todas as coisas, esse grupo de crentes conhecido no correr da história como a igreja de Cristo nunca alcançará a perfeição".

"A igreja também é enfraquecida por dentro. Ela quase sempre estabelece suas próprias tradições humanas em oposição à verdade bíblica".

"As artes, a apreciação que fazemos delas, todas essas expressões da criatividade humana e a habilidade de comunicar não precisam de justificativa, seja ela espiritual ou utilitária. Elas são o que são".

Frank Shchaeffer, in: Viciados em Mediocridade
Lançamento da W4 na última sexta-feira,
na Livraria Cultura (confira as fotos).

Capa da Semana (27)

Na verdade, este vai ser um Capa da Semana Passada! Já tinha visto a polêmica da manchete do jornal carioca Meia Hora em diversos blogs, mas não conseguia copiar integralmente a tão falada primeira página do último dia 29 de outubro. Finalmente, consegui. É ou não é uma cria do paulista Notícias Populares?
 
Além da famosa "Luana não tem mais (Dado) em casa", o periódico deveria receber um prêmio pelas outras "criativas" manchetes...
Em tempo: O jornal Meia Hora pertence ao grupo O Dia e começou a circular em setembro de 2005, ao custo de R$ 0,50. "(...) segundo dados do IVC do mês de janeiro, a média de vendas do tablóide chegou a 222.804 - sendo que, nos dias úteis, a essa média sobe para 237.649. Com esses números, o MEIA HORA é um dos cinco jornais mais vendidos do Brasil e um dos três mais vendidos em bancas" (Fonte: O Dia)

Ainda resta esperança?

Hoje o dia rendeu alguns posts extras. Esse vai ser didicado à crítica do amigo Thiago Bomfim, em sua Livraria, sobre o Projeto Minha Esperança. Vale a pena ler o post e os comentários que geraram. O meu comentário foi este:
A crítica é algo vital para o ser humano. Ela deve ser nosso motor, para tudo que ouvimos, lemos, assistimos e falamos. Por isso, é muito bom a brecha que o Thiago proporcionou com sua sinceridade.
Pessoalmente, não gosto do chamado "evangelismo de massa". Porém, não podemos deixar de concordar que ele produz, pelo menos, alguns frutos. Claro que, como o Ricardo destacou, esse projeto não visa um público que assiste tv, mas um trabalho pessoal de cristãos. Até concordo com o Pavarini, sobre qualidade. Eu não assisti, mas a indicação do projeto para mim veio de um grande amigo que trabalha na COMEV e disse que o material é bom, já que ele trabalhou no "abrasileiramento" do que vai ser exibido. Só assistindo para avaliar (hoje, não cheguei a tempo).
De qualquer forma, acho mais válido esse investimento às claras do que igrejas que compram 90% do horário de emissoras de forma, digamos, suspeita, para uma programação, essa sim, inútil. Acho que aí estão rios de dinheiro que poderiam ser melhor investidos.
Aliás, não tenho uma posição fechada, mas às vezes acho que deveria ser abolido o dízimo pago para as igrejas. Se cada cristão destinasse um percentual do seus ganhos para manter uma entidade, uma criança ou um adulto, acho que o dinheiro seria muito melhor investido, do que pagando água, luz e mordomias para um público que só vai uma hora por semana e, ainda mais, para reclamar do sermão.
Bom, melhor parar por aqui, antes que a crítica vire desabafo!!! rs...
Valeu turma! Continuemos com o debate!

Um presidente negro na Casa Branca

por Mario Persona

Achei estranho, muito estranho. Aquilo não era para estar acontecendo. Na minha opinião os Estados Unidos cometiam um grande erro ao enterrar seus cidadãos daquele jeito.

Coloquei mais força nos pedais da bicicleta para deixar para trás a rua que dividia os mortos. Eu tinha acabado de descobrir, no cemitério perto de casa, em Carthage, Missouri, que de um lado da rua enterravam os brancos e do outro os negros. Em 1972, aos 16 anos, segregação assim era novidade para mim.

Eu sei que no Brasil existia, só que não amparada por lei ou religião. Nos EUA a segregação tinha sido abolida no papel dois anos antes, mas continuava na prática. Na McAuley High School, escola particular católica onde eu estudava, não encontrei um aluno negro.

A supremacia branca, defendida por alguns cristãos norte-americanos, teve sua origem na mitologia pagã anglo-saxônica e influenciou o pensamento de personalidades tão diferentes quanto Hitler, Monteiro Lobato e Allan Kardec. Mas na Roma de Constantino a mistura de elementos cristãos e pagãos já era incentivada, visando homogeneizar a religião no império. Quem visita o Vaticano encontra imagens que nada mais são do que representações ou estátuas recicladas de deuses pagãos, como a de Júpiter, que ocupa o lugar de São Pedro.

A segregação também tem o respaldo de interpretações equivocadas da Bíblia, em especial da história dos filhos de Noé. Séculos antes de católicos e protestantes usarem seu texto para endossar práticas escravagistas, judeus e muçulmanos já interpretavam o Antigo Testamento assim. Os árabes foram os primeiros a escravizar negros etíopes, criando um precedente para a escravidão ditada pela cor da pele.

A própria Bíblia coloca em xeque essas interpretações, quando descobrimos que a esposa de Moisés era negra. O bebê Moisés foi salvo das águas por uma princesa egípcia, cuja aparência estava mais para a da irmã de Barack Obama do que para a holandesa Nina Foch, que interpretou a princesa no hollywoodiano "Os Dez Mandamentos" de Cecil B. DeMille. E não podemos nos esquecer de que José, Maria e o bebê Jesus encontraram abrigo entre os habitantes do norte da África.

Mas o maior embaraço para qualquer caucasiano que pretenda usar a Bíblia para justificar a supremacia branca está na história da conversão do eunuco, oficial da rainha da Etiópia, no livro de Atos. O primeiro não-judeu a se converter à fé cristã e a propagar o cristianismo na África foi um negro. Numa época quando os bárbaros brancos da Europa ainda ofereciam sacrifícios humanos aos seus deuses, muitos africanos já falavam de Jesus.

A eleição de Barack Hussein Obama à presidência da maior potência do planeta muda muita coisa. Para começar, será preciso rever alguns conceitos de marca e pesquisas de opinião. Há alguns anos qualquer pesquisa daria como zero a probabilidade de um negro ser presidente dos EUA.

Depois do 11 de setembro, então, alguém chamado Hussein ou Obama tinha mais chances de ir parar em Guantánamo do que na Casa Branca. Ora, os norte-americanos chegaram até a boicotar a mostarda French's, só porque os franceses não apoiaram a invasão do Iraque. A questão é que "French" não vem de "francês", mas é o sobrenome do criador da marca norte-americana de temperos.

O primeiro desafio de Obama foi vencer a segregação dos brancos. Agora vai precisar vencer a decepção de alguns negros que esperam uma reversão no tratamento preferencial. Ralph Nader, o perdedor independente, já insinuou que Obama está mais para "Uncle Tom" do que para "Uncle Sam". Lá a expressão "Uncle Tom" é pejorativa, e significa um negro subserviente ao domínio do branco.

Venha o que vier, acho que Abraham Lincoln teria gostado de viver estes dias. Ele, que combatia a escravidão, um dia encontrou um político que reclamou de suas idéias. Lincoln argumentou mais ou menos assim:

"Se você diz que o de pele mais clara pode escravizar o de pele mais escura, é melhor tomar cuidado. Você pode acabar escravo do primeiro que encontrar que tiver a pele mais clara do que a sua. Se não for apenas uma questão de cor, mas de superioridade intelectual, que você acredita ser característica dos brancos, então você pode acabar escravizado por alguém mais inteligente do que você."

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Mario Persona é escritor, palestrante
e consultor de comunicação e marketing

Você ainda tem esperança?

Minha Esperança é um projeto da Associação Billy Graham que visa não só uma evangelização massiva através da televisão, mas busca um compromisso de cristãos para atuarem através de seu testemunho, amizade e oração.

Hoje (quinta-feira), às 21h, pela Rede Bandeirantes, o público poderá assistir uma mensagem do Dr. Billy Graham, além de testemunhos de Kaká e César Sampaio. O programa também terá a participação da cantora Fernanda Brum, do maestro Roberto Minczuk, do piloto Valdeno Brito e da atleta Thaissa Presti, além de um clip inédito da música Onde está a esperança?, gravado pela cantora Aline Barros.

Amanhã (sexta-feira), a mensagem será transmitida por Franklin Graham e o testemunho será da atleta Ciça Maia. Participarão também os jogadores Jorginho, Kaká e Evair, além do jornalista Percival de Souza e do cantor Paulo César Baruk (através de um clip inédito).

No sábado, dia 8, será a vez do filme Compromisso Precioso (confira trailer abaixo).

Holograma-repórter?

Na era virtual, a CNN dá um passo à frente. Na última terça-feira, o âncora Wolf Blitzer anunciava, do estúdio CNN Election Center, a participação da repórter Jessica Yellin, que estava em Chicago. Tudo seria normal, não fosse a utilização de "efeitos especiais" para transmitir a imagem da jornalista através de um holograma. Confira:
A dica foi do amigo Maurício Domene (via Twitter).

E não é que ele conseguiu?


Barack Obama é o primeiro democrata, desde Jimmy Carter (1976), que recebeu mais de 50% do voto popular. Foi uma vitória arrasadora sobre o republicano John McCain. Para ser eleito presidente, era preciso mais de 270 votos no colégio eleitoral. Nesta madrugada, Obama já tinha mais de 333, em 23 estados, contra 155, de McCain (confira dados atualizados aqui). O comparecimento às urnas também foi recorde. Cerca de 137 milhões de pessoas registraram seu voto, o que representou 64% dos eleitores, percentual que só foi superado na eleição de 1908 (68%).
Confira a manchete do The Washington Post:
O senador por Ilinois Barack Obama foi eleito ontem o 44º presidente americano, pregando uma mensagem inspiradora de mudança e esperança, tornando-se o primeiro afro-americano a chegar à Casa Branca.
Curiosidades Eleitorais
Além da questão do colégio eleitoral, as eleições estadunidenses têm diversas peculiaridades. Confira algumas, listadas no sítio da Embaixada Americana:
- Não há padrão nacional para o modelo das cédulas. De acordo com a Lei do Direito ao Voto, funcionários eleitorais podem ter que providenciar cédulas em vários idiomas (se uma porcentagem da população não tiver o inglês como primeira língua).
- Os equipamentos e as cédulas em geral são comprados pelos funcionários no âmbito local, o tipo e a condição do equipamento que os eleitores usam muitas vezes estão relacionados com a situação socioeconômica e a base tributária da localidade.
- Na atualidade, são muito poucos os lugares em que a votação é feita com cédulas de papel marcadas com um “X” ao lado do nome do candidato, como ocorria no passado, mas vários sistemas computadorizados ainda dependem de cédulas de papel sobre as quais círculos são preenchidos ou linhas são interligadas. Essas cédulas em seguida são escaneadas de forma mecânica para registrar os votos; esse equipamento é conhecido como sistema de leitura óptica.
- Outra medida nova é a “votação antecipada”, na qual as máquinas de votação são instaladas em shoppings ou outros espaços públicos com antecedência de até três semanas do dia da eleição. Os cidadãos podem passar lá e votar conforme sua conveniência.
- A apuração dos votos é feita no dia da eleição. Embora estejam se tornando mais populares, as cédulas antecipadas não são contadas até iniciar-se a apuração após o fechamento das urnas, para que nenhuma informação oficial acerca de quem está à frente ou atrás seja divulgada.
A jornalista brasileira Patricia Kalil mostra que também é possível votar pelo correio...

E confira o momento do voto de uma eleitora de San Francisco:

Retratos & Reflexos (26)

O www.fotofavela.com.br nasceu com o intuito de apresentar o acervo de imagens produzido desde 2001 pela equipe de fotografia do Portal Viva Favela, um projeto de jornalismo comunitário, realizado pela Ong Viva Rio. Para hoje, escolhi uma foto de Sandra Delgado.


Confira, também de Sandra, o ensaio Cabeça Feita e um texto sobre o Projeto Viva Favela.

Oito é DEMAIS!

A década de 1970 se aproximava do fim. Quatro amigos se reunem e lançam um álbum independente. Foi um sucesso. As músicas Toada e Quem tem a viola ainda são grandes clássicos. Acredito que você já imagina que o DoxaOnline desta semana trás o Boca Livre. O grupo era formado por Maurício Maestro, Zé Renato, Cláudio Nucci e David Tygel até 1981. Neste ano, Lourenço Baeta entrou no lugar de Claudio Nucci, que voltou entre 2000 e 2006, no lugar de Zé Renato. Atualmente a formação do grupo é Zé Renato, Maurício Maestro, David Tygel e Lourenço Baeta.
Entre 1997 e 1998, o Boca Livre foi contratado para uma série de shows com o 14 Bis, a banda formada pelos irmãos Flávio e Cláudio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues e Sérgio Magrão. Desde 1987 sem Flávio Venturini, a banda confirmava seu sucesso e abria novos rumos. (Se você quiser saber mais sobre a história do 14 Bis, visite o site). A receita da reunião dos dois grupos deu tão certo que em 2000 foi gravado um álbum com o show conjunto, de onde você ouve esta semana a versão para a música Bola de Meia, Bola de Gude, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant. Uma letra fantástica, onde destaco:

Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Na tela

Humor de 1ª na Segunda (26)

Fechado para balanço
Mais uma do criativo Wilson "Verticontes" Tonioli

Mais que um minuto

Agora, se você quiser gastar alguns minutos para discutir temas relevantes, não deixe de participar do II Fórum Nacional de Cristianismo Criativo, todas as sextas-feiras de novembro:

Basta um minuto

Curta esse vídeo da dupla Barats e Bereta.

(Dica de Volney Faustini)

Se preferir, veja a versão sem legendas (dá para curtir melhor os efeitos visuais):
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