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Som do céu

Dica para hoje. Recebi através do mail-list do programa Jazzmasters, que vai ao ar pela Eldorado FM (SP) - 92,9, aos sábados (20h):
O Jazzmasters deste sábado começa com a benção do pastor Norman Hutchins e uma prece de agradecimento pela sua cura. Um gospel belíssimo e emocionante. E por falar em emoção, clássicos de Tower of Power e Earth Wind & Fire completam o nosso set. Não perca!

Grande abraço e um ótimo fim de semana.
Paulo Mai e Sérgio Scarpelli

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Destaques do site: A chegada do Jazzmasters a Salvador e a história de superação de Jennifer Hudson. Acesse www.jazzmasters.com.br
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Retificando
Na próxima segunda-feira (02/06) o programa Roda Viva (TV Cultura) será mediado por Heródoto Barbeiro e não por Lilian Witte Fibe, como este blog noticiou na última quinta-feira. A emissora prevê a estréia da jornalista no próximo dia 09 de junho, segundo O Estado de S. Paulo.

"Menor infrator"

Manchete de hoje em O Estado de S. Paulo:

Garotinho é denunciado por formação de quadrilha

zOnA dA RefOrmA # 005

Sou, mas quem não é?
Divagações alcoólicas...

Capa da Semana (6)

A capa desta semana vai para o jornal Hora de Santa Catarina, de Florianópolis. Parece um "jornal gibi", com desenhos, bem colorido e custa apenas 50 centavos...

Continua o troca-troca

Com a saída de Carlos Eduardo Lins da bancada do jornalístico Roda Viva (TV Cultura) para assumir o cargo de ombudsman da Folha de S. Paulo (leia aqui), a partir da próxima segunda-feira (02/06) o Roda Viva será mediado por Lilian Witte Fibe.
Ela será a segunda mulher a apresentar o programa, que vai ao ar desde setembro de 1986. Segundo o Portal IMPRENSA, Mona Dorf e Mônica Teixeira também apresentaram o jornalístico, como suplentes. Alguns sites (como o Comunique-se) consideraram Mona como apresentadora, então Lilian seria a terceira.
Em 21 anos o comando do programa foi predominantemente masculino (fonte: Propmark):
1986-1987: Rodolpho Gamberini
1987-1989: Augusto Nunes
1989-1994: Jorge Escosteguy
(1990: Rodolfo Konder e 1994: Roseli Tardelli)
1994-1995: Heródoto Barbeiro
1995-1998: Matinas Suzuki
1998-2008: Paulo Markun
2008 (fevereiro a maio): Carlos Eduardo Lins

Dica
Um professor idealista, jovens alienados, jovens patriotas e jovens decepcionados, um político manipulador e ambicioso e uma jornalista experiente, mas nas mãos da empresa de comunicação. Os ingredientes ideais para um filme sobre guerra, mídia e política. Dirigido por Robert Redford, Leões e Cordeiros (trailer) traz ainda Meryl Streep e Tom Cruise. Segundo o sítio Cinema com Rapadura,
o filme é a primeira produção da reerguida United Artists (...) uma das peças fundamentais da história de Hollywood. Fundado em 1919 por um quarteto de notáveis que incluía Charles Chaplin e D.W. Griffith, o estúdio foi concebido como um respiro de independência para atores e diretores que não queriam mais trabalhar sobre a pressão dos produtores dos cinco grandes, MGM, Paramount, Fox, Warner Bros. e RKO. Daí seu nome, Artistas Unidos.

Retratos & Reflexos (6)

Arte...

E água na boca...

No Mercado Municipal de São Paulo.
Fotos: © Fábio Davidson

Noites, madrugadas e alvoreceres

Fiquei apenas uma semana em casa - depois de um período internado - e voltei para o hospital no último dia 14/05. Dessa vez, foram 11 dias internado. E sem um diagnóstico preciso. Tratei duas pneumonias e, embora a situação física era/seja boa (o único sintoma era tosse constante, não tive febre), o hemograma e a tomografia revelam alguma coisa. Enfim, saí do hospital no último sábado, vou ficar "de molho" duas semanas e fazer mais alguns exames.
Para variar, algumas músicas fizeram a trilha desse período de silêncio, médicos, enfermeiros e antibióticos. Particularmente, não sofro com o silêncio. Aproveitei, mais uma vez, para colocar a leitura em dia. Também aprendi que a solitude que Nouwen e Anselm Grün (e vários monges) referem-se não é um silêncio "ocupado" (lendo ou ouvindo música). É um silêncio muito mais difícil, introspectivo, de parar até os pensamentos. E, ao conseguir alcançar este estágio, ficar aberto para a voz divina (que pode ou não se revelar) diretamente ou posteriormente, através de uma leitura, da palavra de um amigo, de uma música ouvida. É um exercício e tanto. Você aprende a respirar melhor, ouvir melhor o seu corpo e se aquietar.
Voltando às músicas, escolhi três, que retratam três momentos que acredito sejam marcantes em uma "experiência hospitalar". Você poderá ouvi-las, na seqüência, no ConfraCast, o nosso PodCast.

1. A Noite
No álbum Caminhos do Coração, Nelson Bomilcar grava uma emocionante versão e conta a história da música Quando se está só: "Visitando o amigo Sérgio Pimenta no hospital, em seus últimos dias de vida, recebi dele esta letra para que a musicasse e que procurasse transmitir o que ele sentia nas madrugadas no hospital. Creio que consegui. Esta foi sua penúltima letra (...)".

Quando se está só
Letra: Sérgio Pimenta
Música: Nelson Bomilcar


Quando se está só, o silêncio é mais profundo,
As noites são mais longas, o frio mais intenso;
E até a própria sombra parece estar mais junta,
Como se soubesse quando se está só.

Quando se está só, um grito é desespero,
Sussurro é loucura, o estalo mete medo;
E a mão forte aparece e está sempre nos sonhos,
Eternos pesadelos quando se está só.

Quando se está só, se está porque deseja,
Pois ele com certeza não foge de ninguém;
Deus está sempre perto, amigo, abraço aberto,
Convida a ir com ele pra não mais estar só.

Pra não mais estar só.
2. O Dia
A rotina hospitalar geralmente não deixa o paciente "dormir até tarde". Eu - que detesto madrugar - acordava para os primeiros medicamentos às cinco e meia da manhã... E, aí, acho que o dia fica mais longo. Mas, acredito que muita coisa depende da nossa postura ao acordarmos. É como a música que escolhi em 5 de maio. Antes dos primeiros raios de sol entrarem pela janela, Deus já se faz presente. A noite é passada. O escuro é inundado pela luz. O choro da noite se transforma pela alegria da manhã.
O guitarrista Eric Clapton aprendeu isso, como relata em sua autobiografia (que já citei aqui): "Encontrei um lugar a que recorrer, um lugar que sempre soube que estava ali, mas em que nunca realmente quis ou precisei acreditar. Daquele dia até hoje, jamais deixei de rezar de manhã, de joelhos, pedindo ajuda, e à noite para expressar gratidão por minha vida e, acima de tudo, por minha sobriedade".
Mas, para muitos, a chegada do dia é acordar para o sofrimento, para uma jornada difícil, que só acabará no final, quando a noite voltar. Como passaremos o nosso dia (lamentando ou louvando) é o tema da canção De Sol a Sol, gravada no álbum Mensagem (1986), do Grupo Mensagem.

De Sol a Sol
Letra: Carlos Sider
Música: Lúcio e Cláudia de Freitas


Bem de manhã, 'inda o sol não se levantou
Mas posso ouvir Sua voz me chamar
O dia já vem, a dor também
Jornada de sol a sol será
Mas eu sei que Ele comigo ficará
Em toda parte estará
Seu poder me ampara, por que razão temor,
Se diante de Tua face eu vou?

Tudo passou, já a noite tem seu ligar
Sua voz eu ouço num tão belo som,
O sono virá, descanso enfim
Descanso que o Senhor dará
E eu sei que Ele comigo estará
Por todo tempo me verá
Seu poder me ampara, por que razão temor,
Se diante de Sua face estou?
3. O "Depois"
Enquanto o tempo passa e, principalmente, depois dessas experiências, é inegável que haja uma mudança na vida da pessoa. Pode ser para pior ou para melhor. Uns se afastam de Deus. Outros se aproximam. Uns se aproximam da família. Outros se fecham mais ainda. Acredito que Carlos Sider, em outra música gravada pelo Grupo Mensagem - álbum Muita coisa pra pensar (1988) - resume o meu sentimento depois dessa fase.

Te conheço
Letra e música: Carlos Sider

Queria estar ouvindo a Tua história
Contada ao pé das ondas de outro mar
Ouvir da Tua boca as maravilhas que hoje sei

Estar no barco em meio a tempestade
E ver o mar calar por Tua voz
E ouvir falar o cego: "Cego era e posso ver!"
Eu queria...

Mas apesar do tempo e o tanto
Que me distam do lugar
Te conheço
E ainda hoje a Tua voz prossegue firme
Como é doce a Tua voz
É um convite a te seguir

E quanto mais e mais eu te conheço
Eu vejo quem eu era e hoje sou
E não posso negar que foi Tua voz que me mudou
Nestes dias

Direto do túnel do tempo

Hoje, praticamente todos sabem quem é Bruce Willis. Ator de Pulp Fiction, O Jogador, ex-marido de Demi Moore. O interessante é que sua carreira começou com uma despretensiosa série de televisão, que acabou fazendo um grande sucesso.
Durante 5 temporadas (1985-1989, nos EUA), Willis foi o parceiro da bela Cybill Shepherd (Taxi Driver, atualmente em L Word) na Agência de Detetives Blue Moon, centro da série Moonlighting, que no Brasil recebeu o nome de A Gata e o Rato (e marcou a voz de Newton da Matta na dublagem de Willis).
Comentava-se que, nos bastidores, os atores principais brigavam - o que auxiliava no clima da série. Até que, durante uma pausa nas gravações devido à gravidez de Shepherd, Willis aventurou-se no cinema, foi sucesso absoluto com Die Hard (Duro de Matar) e a série acabou.

Mas, o assunto de terça-feira no Doxa não é TV e cinema, mas sim música. Ocorre que, quando eu escolhi a música dessa semana, lembrei do tempo em que assistia a série A Gata e o Rato, cuja trilha de abertura era fantástica.
Moonlighting (Theme)
foi interpretada pelo grande cantor Al Jarreau e a música acompanhou o sucesso do seriado.

O versátil Alwyn Lopez Jarreau é uma voz de destaque, tempero, criatividade. Tanto que já recebeu diversos prêmios Grammy e é o único a vencer em três categorias distintas: Jazz, R&B e Pop.
Jarreau começou a cantar em um coral da igreja nos EUA, participou de um conjuto chamado The Indigos, mas só começou a atuar profissionalmente com um grupo de George Duke (site muito legal - confira!).
Em 1975, o cantor dá uma guinada em sua carreira ao fechar contrato com a Warner Bros. Records e gravar seu primeiro álbum - We Got By.
O mundo começou a conhecer - e gostar - do som de Al Jarreu. Em 1977, durante uma turnê européia, foi gravado ao vivo o álbum Look To The Rainbow, de onde escolhi a faixa Rainbow in Your Eyes, composição do músico Leon Russell (aliás, a cara do Hermeto Paschoal...).
Jarreau contou com um time de primeira na banda: Tom Canning, nos teclados; Joe Correro, na batera; Abraham Laboriel, no baixo; e Lynn Blessing, nos vibrafones.

E, já que comecei com o assunto da série de TV, assista um clipe da música tema de A Gata e o Rato:


Dica
Hoje (27/08) rola a fantástica Sala do Professor Buchanan’s, comandada pelo talentoso Daniel Daibem. A aula-show acontece no Bourbon Street (SP), a partir das 20h, com transmissão ao vivo pela Rádio Eldorado. Nesta terça-feira, Daibem traz o trio nova-iorquino God Fathers of Groove (Masters of Groove) e anuncia a participação especial do brasileiríssimo saxofonista Leo Gandelman.

Mais Música
Coloquei no blog Confraria Ekklesial três músicas que, para mim, fizeram parte da "trilha" do meu último período de internação. Lá você poderá acompanhar as letras e ouvir as canções através do ConfraCast.

Humor de Primeira na Segunda (6)

Fonte: Nadaver (via PavaBlog)

zOnA dA RefOrmA # 004

Mais um programa no ar:

Foi capa da Playboy
(também no Yahoo!Video)

O deus do Deus da guitarra

Geralmente quando assisto aos chamados “pastores eletrônicos” ou mesmo em conversas informais sobre os bastidores de muitas igrejas, fico surpreso com a arrogância dos evangélicos.

Por um lado, ao invés da humildade ensinada por Cristo, cada vez mais é ensinado um “evangelho” onde o (in)fiel cobra, ordena e determina toda sorte de prosperidade (financeira e na área da saúde) para sua vida.

Por outro lado, a arrogância se expressa em um ar de superioridade, como se o cristão estivesse acima de tudo e todos, sempre estivesse certo a respeito de qualquer assunto e, graças à sua perfeição e fidelidade, possa julgar os erros (e até os acertos) de qualquer pessoa.

Talvez esse seja o motivo pelo qual fiquei surpreso pelo ato de humildade de um grande astro mundial da música, que revelou sua história e sua intimidade em um livro autobiográfico, publicado em 2007.
Esse é um trecho do artigo que escrevi e foi publicado no Portal do Cristianismo Criativo. Confira aqui na íntegra.

Retratos & Reflexos (5)

Foto de Spencer Burke
Dia 17/05, Burke estará em SP
batendo um papo sobre o tema
Igreja Emergente. Saiba mais.

Alma

Depois de ler a biografia de Tim Maia, escrita por Nelson Motta, fico pensando qual seria o motivo pelo qual outro grande artista não alcançou grande sucesso, muito embora suas músicas sejam conhecidas através de outros intérpretes.
Genival Cassiano dos Santos nasceu em Campina Grande (PB) em 16/09/1943. Quando tinha seis anos, sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Aprendeu a tocar bandolim e violão com seu pai. Em meados da década de 1960, formou o conjunto Bossa Trio, que mais tarde recebeu o nome de Os Diagonais (c/ seu irmão Camarão, Hyldon e Amaro). O grupo fazia shows e gravava backing vocals, tendo participado dos três primeiros discos de Tim Maia.
Foi na voz do grande soulman brasileiro que Primavera, uma composição de Cassiano, estourou nas paradas de sucesso nos anos 1970.
A criatividade e o talento musical de Cassiano são surpreendentes. Talvez por isso, nem sempre compreendidos. Mesmo assim, além de Primavera, músicas como A Lua e Eu e Coleção fizeram muito sucesso e fizeram parte do terceiro trabalho de Cassiano, Cuban Soul - 18 Kilates* (1973 1976). 
Nesta semana você ouve no DoxaOnline a versão original de Coleção, uma composição de Cassiano e Paulo Zdanowski (o Paulinho Motoka da banda Brylho). Esssa música voltou a se tornar um sucesso recentemente, quando foi gravada pela Banda Eva (vocais de Ivete Sangalo) no álbum Hora H (1995).
* Obs.: Recebi a ilustre visita de Paulo Zdanowski aqui no blog (confira nos comentários), e ele retificou o ano de lançamento do álbum. Também adicionou a informação de que ele saiu pela Polygram e que todas as músicas deste trabalho foram composições dele e do Cassiano. Valeu!
- editado em 24/01/2009 - 
Leia também.

Aparências

Visita ilustre

Se você sabe muito (ou pouco e quer saber mais) sobre o tema Igreja Emergente, não pode perder a programação do próximo sábado, promovido pelo sítio Renovatio Cafe. No meio da "roda viva" estará Spencer Burke, criador do The Ooze.
O Encontro será no Projeto 242, Rua Conceição Veloso, 120 - Vila Mariana (SP). Quem não estiver em São Paulo não deverá ficar de fora, graças a TV Renovatio, que já traz o chat na própria página, e também ao Skype. Saiba como participar aqui.

O blog Mr. Pingo transcreve um artigo de Gustavo K-fé, em que relata um episódio vivido por Burke:
Em uma ocasião, nossa comunidade estava sendo expulsa de um parque por causa da nossa interação com os mendigos. "Vocês não podem dar comida aos mendigos aqui; precisam de uma permissão", falou o policial. Eu respondi: "Nós não estamos alimentando os mendigos. Nós estamos fazendo um piquenique. Nós estamos comendo com eles".
Confira, também, a entrevista com Burke, no Renovatio Cafe.

[editado em 24/05/08 - 16:40)

C.E.I.A.

Mais um ótimo trabalho audiovisual do confrade João Marcos:

Qual é o seu som???

Mais um Zona da Reforma no ar:
Faz parte do meu som

Casório virtual (2)

Domingo passado escrevi sobre o casamento virtual da Sarah e do Rafael. Confira a matéria que saiu no Fantástico:

Capa da Semana (4)

A Capa da Semana mais uma vez vai para um livro. Desta vez, Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, escrito por Nelson Motta. A capa, quarta capa e "orelhas" formam um criativo conjunto, para apresentar o título da obra.

Primeira capa


Livro aberto

Jornalismo é coisa séria

Mais uma aluna da escola de Lilian Witte Fibe, diretamente da Europa:


Para quem não se lembra do que aconteceu com Lilian, no Portal Terra:

Sobe!

Este mês fiquei superfeliz com meu primeiro
(e espero que não seja o último...) perfil publicado na
grande imprensa (Revista Viagem e Turismo - Editora Abril)

São Paulo
O elevador que é uma viagem
E a ascensorista que, além de apertar botões atiça a imaginação dos 'passageiros'

Marcelina e seu Tamm Line: um sonho de ascensorista

Longe dos aeroportos caóticos de São Paulo, há passageiros que ficam satisfeitos com as escalas de seu vôo. Sem check-in ou passagem, a bagagem são pilhas de documentos que pesam nos braços de quem transita pelo número 80 do Viaduto Dona Paulina. E os vôos, acredite quem quiser, são as idas e vindas do elevador, ou melhor, do Transporte Alternativo Marcela Miranda, o Tamm Line. A responsável por essa simpática brincadeira é a ascensorista Marcelina da Silva Soares. Funcionária do Tribunal de Justiça estadual há 14 anos, Marcelina reinventou sua rotina para acabar com a monotonia. Em vez de simplesmente informar o número do andar, a goiana convida seus "passageiros" a "desembarcar" em destinos turísticos. "Quinto andar, Parati. No litoral do Rio, a cidade é considerada Patrimônio Histórico Nacional", diz. O tour pode ir do litoral fluminense à Europa, de lá a São Paulo e por aí vai... Depende da inspiração de Marcelina.

"Meu serviço era muito monótono: subir, descer, apertar botão, abrir e fechar a porta", lembra-se. "Não precisava nem raciocinar. Por isso criei a Tamm Line." Inicialmente, cada andar era uma estação do metrô da cidade: "Terceiro andar, estação São Bento. Conheça o Mosteiro de São Bento, onde são vendidas roscas e bolos preparados pelos monges", informava. Surgiram, então, pedidos para que ela falasse de outras cidades. Munida de reportagens trazidas pelos passageiros do elevador, ela montou novos roteiros. Agora, Marcelina tem tantos fãs que já até foram penduradas faixas em frente ao prédio para parabenizá-la por quebrar a sisudez do ambiente. "Viajar com você é cultura", dizia um deles. Hoje em dia, elogio como esse só mesmo para uma companhia aérea de mentirinha.

Por: Fábio Davidson | Foto: Bia Pareiras | Matéria publicada na Revista Viagem e Turismo

Retratos & Reflexos (4)

Sua cabra subiu no telhado...
Quase uma fotonovela...


- O que é que cê tá fazendo aí em cima???


- Eu sou livre, você não tem nada com isso!


- Vim só cheirar essa florzinha...


- Ih! E agora? Como eu desço daqui?!?!?!

Fotos: © Fábio Davidson

História de vida

Melhor que uma biografia é uma autobiografia. E melhor ainda quando esta é sincera e apresenta seu autor com seus defeitos e qualidades. Aproveitei esta semana que fiquei "de molho" e li as biografias de Eric Clapton e de Tim Maia.

A história do guitarrista inglês é surpreendente. Traz uma visão do cenário musical do rock inglês desde a década de 1960 e revelações daquele que ficou conhecido como o "deus da guitarra". Seu conflito familiar, envolvimento com drogas, dependência do álcool, relacionamentos instáveis, o nascimento e morte trágica de seu filho Conor.
Uma história que, a cada página virada, indicava um possível fim trágico. Mas, se você tiver oportunidade de ler o livro (lançado pela Editora Planeta, infelizmente com vários erros de revisão), poderá acompanhar como o guitarrista teve o rumo de sua vida mudado radicalmente.

Depois de uma primeira temporada de internação para tratamento contra o vício (drogas e, principalmente, álcool) na clínica Hazelden, em 1982, Clapton gravou Money and Cigarettes e voltou a fazer turnê. Foi um passo para uma recaída. Gravou uma série de músicas (que não foram aceitas pela gravadora), fez a trilha do filme O Traidor e participou de um trabalho de Roger Waters, saindo em turnê com ele. Em 1985, consegue emplacar um novo álbum, Behind the Sun, que também leva para a estrada, onde se afunda novamente no vício.
Em agosto de 1986, nasce Conor, segundo filho de Clapton, agora com uma modelo italiana. E foi graças ao filho que Clapton começa a voltar a si e perceber a necessidade de mudar seu estilo de vida. Em novembro de 1987 decide retornar para a clínica Hazelden. No final do tratamento, tudo parecia que ia se repetir, quando Clapton sofre uma mudança radical em sua vida, que o transformou até hoje (leia mais).

É nesse período que o guitarrista lançou o que ele considera “um de seus álbuns favoritos”, Journeyman (1989). Apresentando covers e parcerias com Jerry Williams – além da produção impecável de Russ Titleman e de participações especiais de Phil Collins, Robert Cray, Chaka Khan, George Harrison, entre outros. E é desse álbum que você ouve a primeira faixa: Bad Love, composta por Clapton e Mick Jones. Na bateria e back vocal, Phil Collins.

Bad Love

Oh what a feeling I get when I'm with you
You take my heart into everything you do
And it makes me sad for the lonely people
I walked that road for so long
Now I know that I'm one of the lucky people
Your love is making me strong

I've had enough bad love
I need something I can be proud of
I've had enough bad love
No more bad love

And now I see that my life has been so blue
With all the heartaches I had till I met you
But I'm glad to say now that's all behind me
With you here by my side
And there's no more memories to remind me
Your love will keep me alive

I've had enough bad love
I need something I can be proud of
I've had enough bad love
No more bad love

Veja também
Tears in heaven não era para entrar no circuito comercial. Clapton a compôs após a morte trágica de seu filho Conor. Mas, foi convencido por Lili Zanuck a incluí-la na trilha do filme Rush. A música fez muito mais sucesso do que o filme.

Alvorecer

Depois de uma semana de internação hospitalar, sou grato a Deus pela vida de todos aqueles que direta ou indiretamente entraram em contato e serviram como suporte (espiritual e pessoal) para mim e minha família. A manifestação do corpo de Cristo nos fortifica, nos traz paz e nos faz ver e sentir o Reino de Deus presente em nós.
No mínimo, foi um momento para sair do grande stress que vinha passando na vida pessoal e profissional, parar um pouco, aproveitar e aprender a conviver mais com o silêncio, um ótimo estado para encontrarmos nosso verdadeiro eu e também nos encontrarmos com Deus.
Além de dois ótimos livros sobre o assunto (Ouvindo Deus - Dallas Willard; e As exigências do Silêncio - Anselm Grün), em uma dessas madrugadas lembrei-me de uma música que resume bem este período. Manhã foi gravada no excelente álbum Adoração Comunitária - Guilherme Kerr Neto & Amigos, com arranjo de João Alexandre. Você poderá ouvi-la no ConfraCast.

Manhã
Letra: Guilherme Kerr Neto
Música: Tirza Rose Silveira


Por saber quem Tu és, Teu poder, Tua glória
Eu me inclino a Teus pés, Senhor

Por saberes quem sou, meu sofrer, minha história
Prova o meu coração, Senhor

'Inda nem se fez manhã, eis-me aqui a Te buscar
Sem Ti a vida é vã, sem razão passará...

Madrugada, foge o sono
E é tão bom saber que estás aqui, Senhor

Doce mistério o Teu amor por mim
Nasce o sol, nasce a luz, nasce em mim

E nem se fez manhã, eis-me aqui a Te buscar
Sem Ti a vida é vã, sem razão passará

Madrugada, foge o sono
E é tão bom saber que estás aqui, Senhor

Humor de Primeira na Segunda (4)

Depois de ficar "fora de campo" (e da rede) por uma semana, hoje voltei para casa. Foi uma semana de internação hospitalar devido a uma "pneumonia por aspiração". O tratamento prossegue, mas já acrescentei à prescrição médica doses nada homeopáticas de Internet, várias vezes ao dia.
Depois de uma semana de hospital, nada melhor do que dar boas risadas. E, mais uma vez, o Humor de Segunda (com qualidade de primeira) traz o CQC, com o hilariante Repórter Inexperiente, dessa vez "entrevistando" a apresentadora Márcia.
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