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Humor de Primeira na Segunda (3)

No Humor de Segunda, um artista de primeira. Wilson Tonioli, do blog Verticontes.Deixe nos comentários qual seria o título que você daria para a charge acima.

Casório virtual

Ainda "de molho", estava lendo a autobiografia de Eric Clapton quando ouvi um sobrenome conhecido: "Sá Freire". Na telinha, rolava o Fantástico. Prestei atenção e vi alguém conhecida, "Puxa, é a Sarah Stutz!". A notícia que rendeu matéria na revista dominical da Globo era o casamento virtual da Sarah com o Rafael, no último dia 9 de abril!!!
Fiquei pensando como é engraçado quando você conhece os personagens de uma matéria jornalística. Talvez, se não os conhecesse, acharia um absurdo, coisas da modernidade. Mas, visto o histórico do casal, achei muito interessante o quanto a tecnologia pode ser usada a nosso favor.
Rafael saiu do Brasil, morou na Alemanha e na Inglaterra.
Sarah saiu do Brasil e foi para a França, entre outras coisas, para ficar mais perto de Rafael.
Só que, na mesma época, ele tinha recebido uma proposta de emprego em Xangai (China), o que os deixou distantes novamente.
Depois de muitas idas e vindas no relacionamento, Sarah foi para Xangai na última passagem de ano e os dois decidiram casar-se. O pedido ao sogro também foi virtual!
Para morar na China, Sarah precisa de um visto, por isso os noivos optaram pelo casamento por procuração, aqui no Brasil. Para que todos "participassem" - os pais de Rafael moram em Barcelona - surgiu a idéia da transmissão on line. No último dia 9 de abril os noivos declararam publicamente o esperado "Sim" via Internet - ela da França e ele da China. Em agosto, acontecerá o casamento religioso, aqui no Brasil, desta vez com todos reunidos, em carne, osso e muito amor.
Confira outras fotos na Folha Online e também a matéria que saiu na RedeTV:

Meu pulmão esquerdo

Novamente este final de semana foi prejudicado, agora graças a uma pneumonia que resolveu instalar-se no meu pulmão esquerdo. O primeiro antibiótico não fez efeito e ontem voltei ao hospital. Retornei para casa com mais uma receita, agora de outro antibiótico.
Pois é... Da primeira (pneumonia) a gente nunca esquece!!! E espero que seja a primeira e última!!!

Mais Zona no ar

Livros: melhor não lê-los. Mas, se não lemos, como sabemos?

Também no Yahoo!Video

Capa da Semana (3)

A (pior) Capa da Semana vai para a revista VEJA. Sua capa sensacionalista e pouco ética possibilita uma série de análises, grande parte deles na direção do anti-jornalismo. Veja esse comentário, que faz uma comparação da capa com um acontecimento de um seriado estadunidense (Dirt, cujo episódio em questão passou semana passada).
Sobre o conteúdo da revista, escrevi ontem.

(Falta) Bom senso

É quase inevitável. Seja no restaurante, no elevador, no ônibus ou metrô, os mais diferentes públicos só "discutem" o Caso Isabella.
Claro que há a comoção pública. Porém, de onde ela vem? Será que é mesmo do amor ou da fraternidade? Ou será provocada pela excessiva exposição na mídia? Só se fala nisso...
Devido à minha formação em Jornalismo, muitas pessoas questionam: "Por que a mídia massacra a população com esse assunto?". E, pior: "Como deveria ser a cobertura?".
Bom, quem sou eu para definir os procedimentos da imprensa? Mas, depois de muito questionado, acho que cheguei à uma conclusão.
Na minha opinião, a imprensa deve ter acesso ao andamento da investigação, porém só deveria divulgar após o encerramento do inquérito. No decorrer da investigação, seria papel da imprensa divulgar tudo que porventura atrapalhe o trabalho da polícia ou até mesmo quando a polícia não esteja fazendo seu serviço corretamente.
Porém, afirmações só deveriam vir a público depois do término do inquérito, quando todas as versões e laudos farão com que a autoridade policial chegue à uma conclusão. E, veja bem, essa conclusão nem sempre quer dizer chegar à verdade. Por outro lado, o fim do inquérito pode ser o início de outro extenuante processo, o judicial.
Além da televisão, que faz um show da notícia - um verdadeiro circo, aos moldes de A Montanha dos Sete Abutres*, de Billy Wilder - a imprensa escrita também comete barbáries.
Que o diga a capa da edição 2057 da revista semanal com maior tiragem nacional: Veja. As letras garrafais afirmam sem pestanejar FORAM ELES. Nas letras pequenas: Para a polícia, não há mais dúvidas sobre a morte de Isabella:.
Mais de um milhão de revistas foram colocadas em circulação. É difícil estimar quantas mãos esses exemplares irão alcançar.
Mais detalhes:
- O título da matéria de capa é Frios e Dissimulados. Ao que parece, mesmo que por negativa dos acusados, a reportagem não conseguiu entrevistá-los.
- O tempo verbal das frases sempre indicam a certeza absoluta. Por exemplo: "Pai e madrasta mataram Isabella, numa seqüência de agressões que começou ainda no carro, conclui polícia". Será que, por uma questão jornalística e por uma questão ética, a construção verbal não ficaria melhor assim: "teriam assassinado"?
Veja apresenta oito páginas de matéria sobre o assunto. É a matéria da capa. Mas, não mereceu uma linha de editorial. Os comentaristas Diogo Mainardi e André Petry preferiram tratar de outros assuntos importantes para os brasileiros (Barack Obama e a visita do papa aos EUA, respectivamente).
Mais uma vez, infelizmente, a imprensa assume o papel de polícia (investigação) e incita a sociedade a assumir o papel, não da Justiça, mas sim da vingança.

* Já escrevi uma sinopse sobre o filme A Montanha dos Sete Abutres, sobre o diretor Billy Wilder e, no início do ano passado, sobre outro "circo" montado por imprensa e sociedade, quando do caso da "cratera do metrô".

Rádio no palco

Toda última sexta-feira do mês - portanto amanhã, 25/04 - o ator Dan Stulbach, o escritor José Godoy e o economista Luiz Gustavo Medina apresentam o programa da rádio CBN Fim de Expediente, ao vivo.
Neste mês, será no Teatro Paulo Autran (SESC Pinheiros).
Em maio (30/05), volta para o Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A cada mês, um convidado diferente participa do programa.

* As inscrições para participar da platéia devem ser feitas pelo site da CBN ou pelo blog do Fim de expediente.

Retratos & Reflexos (3)

Parte da vitrine de uma loja de piercings e afins,
na Galeria do Rock (centro de SP)
Foto: © Fábio Davidson

Dia da Terra

Earth Day!
Em um único dia, milhares de ligações. Todas sobre as mudanças climáticas. Para quem? Ninguém menos do que para os governadores de seus países, estados e cidades.
A idéia do Earth Day é que o mundo inteiro faça o mesmo no dia 22 de abril, ou seja, pegar o telefone e cobrar os governantes por uma moratória da queima de carvão, pelo uso de energias renováveis e por construções mais eficientes.
Diversos eventos voltados ao meio ambiente aconteceram nesse dia ao redor do mundo. Nova Iorque, Tokyo, Buenos Aires, Sydney e Barcelona são alguns dos exemplos de locais onde poderão ser vistos shows e outros eventos voltados ao Dia da Terra.

Por que no dia 22 de abril?
Foi nesta data que o senador estadunidense Gaylord Nelson fundou, em 1970, a comemoração no país para que a discussão sobre o meio ambiente se tornasse algo nacional. Denis Hayes, então estudante da Harvard, foi chamado para organizar os eventos. Nesse ano, cerca de 20 milhões de pessoas participaram das atividades. Hoje, acredita-se que aproximadamente 500 milhões de cidadãos de todo o mundo fazem algo pelo meio ambiente nessa data.
A mesma organização que promove as celebrações desenvolveu também o Global Water Network, um site para conscientizar o público sobre os problemas com a água e para gerar fundos e patrocínios para projetos de tratamento desse recurso e de ampliação do saniamento básico. O dinheiro arrecado, então, é destinado para Ongs da América do Sul, África e Oriente Médio.Não se esqueça: Pegue o telefone, ligue para os seus representantes e cobre políticas que ajudem o meio ambiente.

Som do Céu

Para fechar as comemorações de mais um ano de vida, nesta semana coloquei no DoxaOnline uma música que ouvi no último domingo e que aprecio muito, tanto pela estrutura musical quanto pela letra.
A composição é do arranjador, pianista e compositor Rique Pantoja , um dos criadores do grupo Cama de Gato, sobre quem já escrevi - e coloquei uma música - tempos atrás.
Se eu fosse colocar aqui todos os músicos de renome com os quais Rique já tocou, ficaria um post enorme. Só para você ter uma idéia, aqui vão alguns: Chico Buarque, Gilberto Gil, Carlos Santana, Frank Gambale e Chick Corea.
Um dos marcos na carreira do pianista ocorreu em 1985, na edição brasileira do Free Jazz Festival, quando iniciou uma série de gravações com o trompetista Chet Baker que resultaram no álbum Rique Pantoja & Chet Baker, mais conhecido como Cinema 1 (título da primeira faixa). O álbum demorou cerca de 3 anos para ser finalizado, com sessões de gravação em diversas partes do mundo e foi considerado, em 1987, um dos dez melhores discos do ano.
Participaram de Cinema 1 os músicos: Chet Baker - trompete e vocal; Rique Pantoja - teclados, sintetizadores e vocal; Michele Ascolese - guitarra; Mauro Senise - flauta; Sizao Machado - baixo; Marco Fratini - baixo; Bob Wyatt - bateria; Roberto Gatto - bateria; Silvano Michelino - percussão; e Stefane Rossin - percussão.
O músico converteu-se ao cristianismo e atualmente mora em Los Angeles, onde continua a atuar como músico. É dessa nova fase a composição de Te adoramos, que foi gravada no Brasil pela banda de Vencedores por Cristo, que contou nos teclados o não menos talentoso Marinho Brazil. A música saiu no álbum Louvor X (2003).

Partiotixmo

Nesse dia em que se comemora o enforcamento de Tiradentes... ops, nesse dia no qual lembramos do heróico libertador Tiradentes... é, bem, nesse dia em que inventaram uma desculpa para mais um feriado brasileiro, nada mais patriótico do entoarmos o Hino Nacional Brasileiro. Para nos auxiliar, alguns daqueles que pretendiam ser os ídolos do Brasil (e pensar que uma nova leva vem por aí...).

(Fonte: PavaBlog)

Happy Birthday to me

Final de semana prolongado e com (meu) aniversário no meio, deu no que deu, não consegui preparar a novidade do sábado.
Mas, sou grato por todos os que enviaram alguma mensagem para mim, nesse dia especial. Gostei de todas e achei bem legal a cantoria abaixo, enviada pela minha amiga Isabel.

Blogagens

Ao Sul do Equador
Recomendo a leitura do blog de Ricardo Wesley: O Sul é meu Norte. Confira um trecho:
"Fulano é um amor de pessoa!". Ao lado, a esposa do indivíduo reage com olhar de surpresa e um risinho contido. Uma cena comum, talvez fruto da confusão entre intimidade e grosseria a que uma vez referiu-se C. S. Lewis. Funciona mais ou menos assim. Para dentro de casa, na família, falo o que penso e do jeito que quero. E ainda defendo essa "liberdade" como um sinal de intimidade. Para os de fora, a gentileza e amabilidade acima de qualquer suspeita. (Leia na íntegra)

Grafiteiros
Está lá, em meio aos rabiscos das paredes do Sótão:
Desde a última quarta-feira, tem pipocado na Internet a notícia de que Azariah Southworth, âncora de um famoso programa estadunidense voltado para o público jovem cristão, assumiu publicamente sua homossexualidade.
"Já tem um bom tempo. Eu estou em um lugar onde estou em paz com minha fé, amigos, família e, o mais importante, comigo. Eu sei que isto ira encerrar minha carreira na televisão cristã, mas eu devo agora viver minha vida abertamente e honestamente com todos. Esta é a minha razão para fazer isto." (leia na íntegra - e não deixe de ler os comentários também)

Blogagem coletiva (1)

Tomei conhecimento desta Blogagem Coletiva na Gruta do Lou. Sobre o tema analfabetismo, há muito que se falar. Mas, inicialmente, gostaria de levantar a questão do analfabetismo funcional.
O governo brasileiro, por exemplo, se orgulha de ter baixado o índice de analfabetos para algo em torno de 5,47% da população com 15 anos ou mais. É uma vitória. Porém, é preciso cuidado com a terminologia. Muitos deixam de ingressar nessa estatística, simplesmente por terem aprendido a assinar o nome.
Por outro lado, o que acho pior é a questão daqueles que são alfabetizados, distinguem letras, formam palavras e frases, porém não conseguem compreender ou interpretar idéias. Estes são os analfabetos funcionais.
Acompanhe os dados do Instituto Paulo Montenegro, que compila os dados do INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional - mostrando que o aumento da escolaridade no Brasil ainda não garante resultados positivos em termos de alfabetismo funcional.
A) Escolaridade entre 1ª e 4a série
– 30,6 milhões entre 15 e 64 anos.
- Mais de 2/3 (68%) dos que estudam ou estudaram até a 4ª série atingem no máximo o nível rudimentar de alfabetismo, ou seja, são capazes de entender as informações contidas em textos simples como cartas ou anúncios curtos, mas não conseguem compreender textos mais longos.
- Quase 4 milhões (13%) dos brasileiros nesta faixa de escolaridade são avaliados como analfabetos em termos de leitura/escrita, pois não conseguem decodificar palavras ou frases, ainda que em textos simples.
- E 4% deste grupo (mais de 1 milhão de brasileiros) não são capazes de realizar tarefas elementares com números, como ler o preço de um produto ou anotar um número de telefone.

B) Escolaridade entre 5a e 8a série
– 31,1 milhões entre 15 e 64 anos.
- Apenas 24% do total pode ser considerado plenamente alfabetizado em termos de leitura e escrita e apenas 16% quando consideradas as habilidades matemáticas.
- A maior parte deste grupo se enquadra no nível básico de alfabetismo, tanto no quesito letramento (51%), como em numeramento (58%).
- Cerca de ¼ destes indivíduos encontra-se ainda no nível de alfabetismo rudimentar, enfrentando sérias dificuldades em leitura/escrita (24%) e matemática (25%), mesmo cursando ou tendo cursado o ensino fundamental.

C) Escolaridade ensino médio ou superior
– 50 milhões entre 15 e 64 anos.
- Apenas neste grupo prevalecem os indivíduos que têm pleno domínio das habilidades de leitura e escrita (56%).
- Pouco menos da metade (49%) registrou nível pleno de alfabetismo em habilidades matemáticas.
Ou seja, desde o nível fundamental até o superior, o índice de pessoas que apresentam dificuldades na interpretação de um texto ou uma notícia é muito alto. O que também acontece em relação à escrita. Há muita dificuldade em escrever um texto coerente, quanto mais se observarmos os aspectos gramaticais e ortográficos.
Quando vejo estes dados, lembro que estamos em um país - ou em uma era - onde a televisão e também o rádio são os principais meios de informação. A notícia falada alcança analfabetos e alfabetizados. E a imagem televisiva, muitas vezes nos entorpece, nem precisamos ler mais nada.
Mesmo nesse cenário, se você for na banca de jornais ou em uma revistaria, será capaz de verificar dezenas e dezenas de publicações. Claro que grande parte delas são sobre fofocas, celebridades, sobre os próximos capítulos das novelas, etc.
Mas, há também as revistas ditas jornalísticas. Estas, talvez, cada vez mais têm conseguido atingir um público analfabeto funcional. Por que falo isso? Por exemplo, a revista semanal com uma das maiores tiragens do país não consegue abandonar seu tom editorialista, publicando opiniões no formato de notícias. Não faço um movimento contra a leitura da tal revista. Querendo ou não, ali está um resumo das notícias da semana. Por isso, podemos ler, mas é preciso aguçar o senso crítico para separar o joio (notícia) do trigo (opinião e manipulação).
Constatado o problema, qual seria a solução? Espero que você dê a sua, na parte dos comentários. Do meu lado, acredito que o estímulo à leitura de qualidade é uma dos principais armas contra o analfabetismo funcional e contra a manipulação, tanto do governo, quando das empresas (que se aproveitam de consumidores e empregados).
Nesse ponto, posso responder mais diretamente à pergunta da Georgia - Blog Saia Justa - e da Meiroca, que encabeçaram essa blogagem coletiva no Dia Nacional do Livro. Lá no Saia Justa tem uma lista extensa daqueles que estão participando (recomendo a leitura do post d'A Gruta do Lou). A proposta da blogagem pedia para respondermos a pergunta:

O que você faz para acabar com o analfabetismo no Brasil?

Respondo. Felizmente, hoje, posso dizer que faço algo prático, não fico só na semântica. A igreja em que congrego - Projeto Raízes - esquematizou para este ano o Projeto Criador, que visa dar apoio psicológico, pedagógico e administrativo para crianças entre 9 e 15 anos que moram na região da Pompéia (no entorno da igreja).
Alguns trabalhos desenvolvidos: esporte; dança; artesanato; música; teatro; jogos de salão; almoço; aconselhamento; reforço escolar; reunião com familiares; e acompanhamento da saúde das crianças.
Cada atividade tem um coordenador, que trabalha com uma equipe de voluntários. Os maiores atrativos são os esportes e a alimentação (o que já acontecia antigamente, mas não de forma estruturada). Para esse ano, cirou-se uma norma a fim de que o acesso aos esportes e ao almoço têm como pré-requisito a participação das crianças em atividades musicais, dança e da RODA DE LEITURA, onde colaboro como voluntário.

A proposta para a Roda de Leitura
É nítida a dificuldade desta faixa etária na leitura e na interpretação de textos. Por isso estabelecemos os seguintes objetivos:
1. Promover e incentivar o prazer pela leitura e pelos livros;
2. Promover oportunidades de aprendizado direto e imediato (melhora da leitura e compreensão do texto, aumento do vocabulário, conhecimento das regras gramaticais e ortográficas, acesso a novas informações, etc);
3. Promover oportunidades de aprendizado indireto (descoberta de estilos de escrita, formas de expressão, troca de experiências e de informações, compartilhamento de histórias vividas, etc);
4. Promover integração entre os participantes;
5. Promover atividades que ajudem na fixação dos conteúdos, na concentração, na compreensão do texto, através de recursos interessantes, lúdicos e desafiadores.

O que aconteceu até agora
Em seus primeiros encontros a coordenação da Roda de Leitura estimulou as crianças e adolescentes a escolherem um livro para ser lido em grupo. Há divisão por gênero (meninos e meninas) e por faixa etária (9 -12 e 13 - 15).
Há um estímulo para que todos leiam, sem obrigar ninguém a fazê-lo. Ao final, são colhidas as impressões sobre a leitura/compreensão, além de um trabalho de pós-leitura (teatro do texto, escrita de reportagem sobre o encontro, re-escrita do texto com modificações nos comportamentos dos personagens, escrita imaginativa dos capítulos futuros, elaboração de painel com recorte de revista, poesia, concurso sobre a compreensão do texto, debate sobre tema específico, etc.).
Nessa primeira rodada, os meninos escolheram o livro O Menino Maluquinho, do Ziraldo, e as meninas escolheram História de Dois Amores, de Carlos Drummond de Andrade.
Tem sido uma experiência gratificante, mesmo com suas dificuldades.

Capa da Semana (2)

Gostaria de deixar claro que não li estes dois livros e fiquei meio espantado pelo teor deles quando dei uma folheada. Mas, como o tema de hoje é o quesito capa, desde a primeira vez que vi, achei muito bem bolado. Pesquisando, descobri que foi uma obra-prima da agência W/Brasil. Os livros em questão são: 90 minutos no Céu e 23 minutos no Inferno, lançados pela editora Thomas Nelson Brasil. Confira a criativa página-banner de promoção dos livros (clique). E confira as duas capas "complementares":

Caso Isabella & A Mídia

Interessente a abordagem de Frederico Vasconcelos, ao responder a seguinte pergunta do juiz paulista Marcelo Somer:
“Por que os jornalistas, tão críticos em relação aos assuntos de política, e a atos ou declarações de autoridades em geral, são tão pouco críticos em relação às autoridades policiais?”, indaga Semer. “Você não acha que ainda há muito avançar nesta área, que é a mais exposta à espetacularização da notícia e, por conseqüência, a provocar mais sensíveis danos aos envolvidos?", pergunta-me o magistrado. (Leia na íntegra)

Vá para a Piauí

Hoje, às 19h30, mesa redonda com o tema: Revista Piauí - Como fazer humor com uma coisa chata, a política. Participação de Paulo Caruso, Angeli, Caco Galhardo e Laerte.
O debate vai rolar na Livraria Cultura Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 - próximo à estação Consolação de metrô). Confira a descrição do evento:
Na edição de abril da revista 'piauí', foi publicada uma história em quadrinhos de Caco Galhardo com o título 'Quando parei de me preocupar com canalhas', sobre um cartunista que decide se alienar politicamente. O humor e a política são o tema da terceira edição do ciclo de debates promovidos pela revista 'piauí' na Livraria Cultura. Nesta quinta-feira, o debate contará com a participação de Laerte, Angeli e Caco Galhardo, que discutirão sobre como fazer humor com uma coisa chata - a política. A mediação estará a cargo do cartunista e caricaturista Paulo Caruso.

Caso Cabrini (2)

A Rede Record distribuiu nota à imprensa sobre a detenção do jornalista Roberto Cabrini:
A direção da Record determinou, logo que teve conhecimento sobre a detenção do repórter Roberto Cabrini, que o departamento jurídico da emissora acompanhe atentamente o caso e preste a assessoria necessária ao jornalista, para que o ocorrido seja esclarecido em breve.
A área de jornalismo da Record tinha o registro interno que o repórter estava desenvolvendo uma reportagem de caráter investigativo. Roberto Cabrini é reconhecido pela cobertura de reportagens especiais e por sua trajetória profissional nas principais tevês brasileiras.
A Record acredita na Polícia e na Justiça do Estado de São Paulo e espera a correta elucidação dos fatos.
São Paulo, 16 de abril de 2008.

Cabrini começou recentemente a trabalhar para a Rede Record e na última terça-feira foi detido pela polícia, supostamente com papelotes de cocaína no porta-luvas de seu carro.
Segundo a Folha Online, Cabrini foi "indiciado por tráfico de drogas, pois negou se declarar como usuário da droga". Ainda segundo o sítio de notícias, a mulher que acompanhava o jornalista declarou à polícia que era sua amante e que ele seria usuário de drogas. Já o advogado de Cabrini afirmou que o jornalista estava sob ameaças e que a droga teria sido plantada no carro (ouça a declaração).
O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo divulgou nota de apoio ao jornalista:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo informa que recebeu nesta quarta-feira (16/04) 'comunicado à imprensa' emitido pela direção da Rede Record de Televisão referente à detenção do jornalista Roberto Cabrini.
Os diretores do Sindicato vêm a público afirmar que tinham conhecimento, por depoimentos de trabalhadores e diretores desta entidade que atuam na emissora, que o jornalista estava trabalhando há cerca de um ano em uma grande matéria investigativa sobre tráfico de drogas.
Neste sentido, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo acredita na inocência do jornalista Roberto Cabrini e entende ser sua detenção um grande equívoco.
Acreditamos que o caso será plenamente elucidado pelas autoridades, a justiça restabelecida e a liberdade de imprensa garantida.

O Escolhido

O sítio da Folha de S. Paulo informa que o próximo ombudsman do jornal será Carlos Eduardo Lins da Silva. Seu atendimento aos leitores começa na próxima terça-feira (22/04) e sua primeira coluna dominical sai no dia 27.
Para Paulo Henrique Amorim - bom jornalista, mas mestre das teorias conspiratórias - a escolha é fachada. O DoxaBrasil já hava comentado a saída turbulenta de Mário Magalhães do posto, com apenas um ano de (excelente) trabalho. Na apresentação do novo ombudsman, a Folha tenta, mais uma vez, explicar o inexplicável, revelando a dose de "transparência" ao leitor - seja ele assinante ou não do periódico - que norteará a função daqui para frente:
Magalhães exerceu a função por um ano, e seu mandato terminou no dia 4. Ele divergiu da decisão da direção da Folha de não mais divulgar na internet a crítica interna diária que o ombudsman produz sobre o jornal. Por causa do impasse, seu mandato não foi renovado.
Para a Direção, a crítica interna vinha sendo utilizada pela concorrência e instrumentalizada por jornalistas ligados ao governo federal.
Segundo Otavio Frias Filho, diretor de Redação, "era incongruente que a crítica interna fosse de acesso irrestrito, quando as próprias edições da Folha são acessíveis na internet apenas para assinantes". (Leia na íntegra)
Dia 27 de abril voltamos a conversar sobre o assunto.

E agora?

Depois de pisar com o pé direito na Rede Record, Roberto Cabrini envolveu-se em uma situação complicada, ao ser detido na noite de ontem (terça-feira) com 9 ou 10 papelotes de cocaína no porta-luvas de seu carro. Em sua defesa, argumentou que "foi vítima de uma armação" quando ia ao encontro de uma fonte que lhe passaria uma gravação sobre "assuntos que incomodam a muitas pessoas", conforme relatou por escrito em uma nota que foi entregue aos jornalistas (reprodução abaixo). Segundo informações do portal G1, Cabrini seria encaminhado para o 13º DP.
Será que na porta da delegacia ou na porta da casa de Cabrini e seus familiares ficará o mesmo número de jornalistas em "busca de informação" do que os que estão de plantão nas casas da família Nardoni?

(Foto: © Daniel Haidar/G1)

Retratos & Reflexos (2)

Detalhe do púlpito de nogueira e bronze da Catedral da Sé (SP)
(Foto:
© Fábio Davidson)

Retrovisor

Pelo menos em dois momentos no ano, geralmente paramos para olhar para trás. Em 31 de dezembro e no dia de nosso aniversário. Como o meu está próximo, é comum pensar no que foi conquistado, no que foi perdido, no que aconteceu à nossa volta.
Como trilha sonora deste aniversário, vou usar uma música que geralmente lembro no Dia do Amigo. Este ano, aproveitei o DoxaOnline para não só aproveitar a letra, mas também para que você possa ouvir a música.
Oswaldo Viveiros Montenegro nasceu em 15 de março de 1956, no Grajaú, Rio de Janeiro. Passou a infância em Minas Gerais e, aos 13 anos, voltou para o Rio de Janeiro, onde venceu seu primeiro festival, com Canção Pra Ninar Irmã Pequena.
Em 1972 classificou-se com Automóvel para o Festival Internacional da Canção, da Globo. Sete anos depois, alcançou o terceiro lugar no festival da extinta TV Tupi, com a música Bandolins. Outra música que ficou famosa em festivais foi O Condor, no Festival da Globo (1985).
A música que eu escolhi abre o musical A Lista, que estreou em 1999, no Rio de Janeiro, e em 2001, em São Paulo. Foi também em 2001 que ele gravou a trilha do musical em CD.

A Lista
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos, ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Troca-troca

É só ficar um tempo sem assistir a chamada "tv aberta" que você não consegue entender mais nada, quem apresenta o quê. Coloquei no papel e percebi que:

1. Lorena Calábria saiu do Domingo Espetacular (Record) e foi para o canal pago GNT, para apresentar a nova temporada do Happy Hour.
2. No lugar de Calábria, ao lado de Paulo Henrique Amorim e Janine Borba, entrou Tina Roma, muito conhecida por suas locuções.
3. Roberto Cabrini deixou o Jornal da Noite (Band), para fazer reportagens especiais para todos jornalísticos da Rede Record, inclusive para o Domingo Espetacular. Coincidência ou não, no último dia 06/04 o jornalístico dominical alcançou a melhor média desde sua estréia, em 2004 (segundo sítio BobNews). Cabrini apresentou uma matéria especial sobre o caso Isabella.
4. Cabrini aceitou o convite da Record depois de recusar o comando de um novo programa na Band, que o tirou do posto de âncora do Jornal da Noite, a ser ocupado por Boris Casoy a partir de hoje.

Portanto, não estranhe quando ligar a televisão hoje, às 23h30, e der de cara com Boris Casoy na sua telinha. O jornalista leva seus 52 anos de experiência novamente para a tv aberta (depois de uma saída turbulenta da Rede Record e uma breve passagem pela TV JB).
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o novo Jornal da Noite será dividido em três blocos noticiosos, pontuados pelas opiniões do âncora - inclusive pelo seu inseparável bordão "Isto é uma vergonha!". O último bloco trará uma entrevista mais longa ou um debate.
Além de voltar para a televisão, Casoy também poderá ser ouvido através da rádio Bandnews FM, das 17h20 às 19h.

No topo

Segunda-feira, aqui no DoxaBrasil, será o dia dedicado ao humor. Na estréia da nova seção, um trecho do cada vez mais divertido programa CQC (que você poderá assistir, ao vivo, hoje às 22:15 h). Segue o Top Five:

Balão apimentado

O PavaBlog# promoveu o concurso Pimenta no balão para estimular a criativadade dos internautas. A escolha da melhor frase para o diálogo entre Silas Malafaia e Renê Terranova foi feita por um júri idôneo, que não teve acesso aos nomes dos concorrentes.

O primeiro lugar foi para o editor do Koisa de Krente.


E o segundo lugar, para o editor do DoxaBrasil...

Já começou outra etapa do concurso por . Participe!

Você tem sede e fome de quê?

Capa da Semana (1)

A proposta da seção - agora às sextas-feiras - é apresentar a capa, sem muitas argumentações. Mas, O Estado do Maranhão, conseguiu superar-se, no caso da briga envolvendo o ex-senador Francisco Escórcio e o jornalista Lourival Bogéa.
Bom, tire suas conclusões a partir dos dados abaixo:
1. Escórcio é ligado a José Sarney;
2. O portal do jornal está hospedado no portal da Globo.com;
3. Preste atenção no espaço que o jornal deu na primeira página, para o caso;
4. O que você achou do título/manchete principal em linha dupla?;
5. Quatro fotos na capa para a mesma matéria?;
6. Será que o tamanho da "chamada" da matéria não está um pouquinho grande?;
7. Já que falamos da "chamada", veja as fontes de informação: o ex-senador, os advogados do ex-senador e um deputado estadual do seu partido;
8. E, falando em partido, conte quantas vezes aparece a sigla PMDB na primeira página...
Melhor parar por aqui, não é? (Clique na capa para ampliar)

Passo-a-passo

Até às 23h59!

Um furo

Na linguagem do jornalismo, um furo significa uma notícia exclusiva, dada antes dos concorrentes. Mas, neste post, o "furo" é o grande buraco que ficará no jornalismo brasileiro com o falecimento de Sérgio de Souza, aos 73 anos, no último dia 25 de março.
Toda a alegria da chegada de mais uma CarosAmigos (edição de abril) foi dissipada logo que li a capa, com a notícia da morte do jornalista que fundou e era a alma da revista. Sérgio iniciou a carreira na Folha de S. Paulo, no fim da década de 1950. Depois passou pela Quatro Rodas, antes de participar da equipe que fundou e lançou uma revista que marcou a história do jornalismo nacional: Realidade.
Em abril de 1997, Sérgio reuniu amigos e fundou a CarosAmigos, inegavelmente um marco no jornalismo nessa última década.
No blog Fazendo Media vários jornalistas prestam homenagem ao Sérgio de Souza.

Ombudsman

Esse nome complicado esconde uma função muito importante - quando exercida com liberdade - e que deveria ser muito mais valorizada do que o é atualmente.
A palavra ombudsman deriva do sueco e quer dizer representante (do cidadão). Aliás, foi na Suécia que esse tipo de cargo surgiu, no início do século XIX, como uma espécie de agente parlamentar para limitar os poderes do rei.
Porém, essa função tornou-se mais popular quando o cargo passou existir na imprensa estadunidense, nos anos 1960, primeiramente no Louisville Corrier Journal. Se você quiser saber um pouco sobre a história dessa função, confira a monografia de Luis Erbes.
Dentro das redações, o ombudsman teria como função representar os leitores dentro do jornal ou instituição, criticando-a em seus aspectos positivos e negativos. Por isso mesmo, para exercer essa função as empresas devem garantir a estabilidade do profissional, durante e por um período após o encerramento do mandato.
No Brasil, o jornal Folha de S. Paulo foi o primeiro a criar a figura do ombudsman, em 24 de setembro de 89. Com uma coluna dominical, Caio Túlio Costa foi o primeiro jornalista a exercer essa função. Posteriormente, com o crescimento da Internet, o ombudsman também contou com esse mecanismo para expor suas críticas, além daquela impressa semanalmente.
Na Folha, inicialmente o mandato era de um ano, com a possibilidade de apenas uma única renovação de mais um ano e, atualmente, pode-se renovar duas vezes, período em que o profissional não pode ser demitido. Depois de deixar a função a estabilidade é de seis meses.
Com este histórico de pioneirismo, é de se estranhar as notícias sobre a não renovação após o fim do mandato de Mário Magalhães. Eu deixei de assinar a Folha há um bom tempo, mas gostava de comprar a edição de domingo, especialmente para ler o que o ombudsman escrevia. Acho que, de todos que já exerceram esta função, ele foi o que melhor desempenhou seu papel, nessas quase duas décadas (e oito ombudsmen).
Convido você a ler os artigos abaixo e também a deixar um comentário com a sua opinião.

- Despedida, por Mário Magalhães (FSP). Destaco:
A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação na internet das críticas diárias do ombudsman. A reivindicação me foi apresentada há meses. Não concordei. Diante do impasse, deixo o posto. Oitavo jornalista a ocupar a função, torno-me o segundo a não prosseguir por mais um ano. Todos foram convidados a ficar. Sou o primeiro a ter como exigência, para renovar, o retrocesso na transparência do seu trabalho.
(...)
A partir de agora, os comentários produzidos pelo ombudsman durante a semana só poderão ser conhecidos por audiência restrita, de funcionários do jornal e da empresa, que os recebe por correio eletrônico. Os leitores perdem o direito. (Leia na íntegra)
- A crítica da mídia é uma missão maldita, por Alberto Dines (Observatório da Imprensa)
No caso da descontinuidade do mandato do ouvidor Mário Magalhães, a Folha de S.Paulo errou. E errou porque em alguns momentos, influenciada por imponderáveis conjugações dos astros, o mais ousado dos nossos jornalões age como se estivesse acima do bem e do mal, ungido pelos deuses. (Leia na íntegra)
- A estranha despedida do ombudsman, por Luiz Antonio Magalhães
Mário Magalhães foi talvez o ombudsman que melhor encarnou a idéia de defensor dos leitores. A crítica do jornalista, especialmente a interna, vinha expondo o jornal muitas vezes ao ridículo, como ocorria com a cobrança pela correção dos erros cometidos, apontados à exaustão, dia sim, outro também. Este, porém, nem é o aspecto mais relevante. Importante mesmo é que Magalhães abordou com pertinência e uma certa insistência algo que poucos ouvidores tiveram a coragem de abordar: a relação do jornal com certos políticos e a editorialização da cobertura política. (Leia na íntegra)

Atenção: A partir de agora, a Capa da Semana será publicada às sextas-feiras.

Bocejo

Meio cruel, mas tem tudo a ver com quem (eu...) foi dormir às 3 da madruga e acordou às 6 da manhã para mais uma quarta-feira... Uaaaahhhh!

A Voz

"Não se preocupe. Seja feliz". Com estas frases e uma melodia assobiada, era quase impossível não tirar um sorriso do rosto de quem ouvia Bobby McFerrin (Foto: Stewart Cohen). O ano era 1988 e com Don't Worry, Be Happy, o cantor recebeu o prêmio Grammy (melhor música, melhor vocal pop masculino).
Nascido em 11 de março de 1950, McFerrin radicou-se em Nova York. Eu não sabia, mas descobri que o pai do músico - Robert McFerrin - foi um renomado barítono que tornou-se o primeiro cantor negro de prestígio na ópera, sendo o primeiro a cantar no New York Metropolitan Opera.
Se o pai entrou para a história da música estadunidense, Robert "Bobby" McFerrin Jr. alcançou fama com o lançamento de seu segundo álbum, simplesmente intitulado The Voice (1984). É desse trabalho que tirei o arranjo para Blackbird, clássico de Lennon e McCartney, que vocês curtem esta semana no Doxa Online (essa versão foi gravada ao vivo em um show na cidade de Mannheim - Alemanha).
Com uma tessitura (extensão vocal) fora do comum, que alcança quatro oitavas, McFerrin ainda trabalha com a percussão corporal e cria diversos - e divertidos - efeitos com sua voz. Aliás, para quem quer se divertir, no site oficial do cantor é possível ser o "maestro" de duas músicas. Confira.
Uma observação. Se você ouvir e não gostar, não deixe de assistir. Particularmente, prefiro os shows de Bobby McFerrin, pois a performance de palco também faz parte do espetáculo. No YouTube há alguns shows, mas aqui você pode conferir o clip produzido para Don't Worry, Be Happy.

Estamos em reforma

Nosso confrade Volney resumiu muito bem nossa idéia para o programa Zona da Reforma, por isso, reproduzo suas palavras no post É uma zona!:
Se você tem se preocupado (em amor) com o povo de Deus e com as instituições (seus líderes, influenciadores e passivos do rebanho) que operam em nome dEle (representando principalmente a fé evangélica), você vai se identificar com esse grupo do qual eu faço parte.

Na verdade, muitos dos que aqui tem vindo - e sou grato a todos: comentaristas e leitores - já perceberam e (imagino eu) tem se identificado com nossa preocupação recorrente.

Pois bem, esse grupo, denominado Confraria Eklesial, resolveu tornar público e transparente suas conversas e opiniões. É sem dúvida um ato de coragem. Alguns dirão de loucura (outros irão um pouco além).

Esse congraçamento - meio festivo, meio informal, meio hour, meio happy - virou um programete em video, batizado de ZONA DA REFORMA.

Em obras

Envolvido com o lançamento do oficial do programa Zona da Reforma, além das minhas atividades diárias e de uma surpresa para domingo que vem (aqui no DoxaBrasil), hoje só vou comentar um pouco sobre a repercussão da Zona da Reforma:
- no Check List;
- no Blog do Volney;
- no Yahoo!Video, onde (até agora) o programa 001 foi assistido 21 vezes e o programa 000 foi assistido 17 vezes;
- no GodTube, onde (até agora) o programa 001 foi assistido 11 vezes e o programa 000 foi assistido 26 vezes;
- no YouTube, onde (até agora) o programa 001 foi assistido 22 vezes e o programa 000 foi assistido 12 vezes.
Os números são modestos, mas contamos com o seu apoio na divulgação e também com suas críticas a respeito do conteúdo.

Retratos & Reflexos (1)
Tirei esta foto do alto do antigo Palácio Mauá, com a visão do Viaduto Dona Paulina. Se a foto recebesse um nome, poderia ser: Siga a seta!
E, se você curte fotografia como eu, recomendo a exposição do meu amigo Wilson Silva, a partir da sábado que vem:

Zona no ar

O primeiro programa oficial Zona da Reforma já está na rede:

Blogo, logo existo


Você também pode assistir o Zona da Reforma no
Yahoo!Video, YouTube ou GodTube

Saiba mais em:
http://zonadareforma.blogspot.com

Até que se prove o contrário

Pretendia escrever algo sobre o triste caso da menina Isabella Nardoni. Mas, preferi reproduzir o artigo de Luis Antonio Magalhães, publicado no seu blog Entrelinhas (republicado no Observatório da Imprensa). Na sequência, Magalhães colocou uma opinião do Clóvis Rossi (Folha de S. Paulo).

JORNALISMO POLICIAL
O caso Isabella Nardoni
é uma nova Escola Base?

Por Luis Antonio Magalhães

O episódio da morte da menina Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, que está comovendo o país, e é um desses casos policiais repletos de mistérios e que pode até ter um final surpreendente. A partir da história contada pelo pai e pela madrasta da menina à polícia, as suspeitas se voltaram justamente contra o casal, especialmente o pai: segundo o relato, ele teria subido para o apartamento com Isabella já adormecida, colocado ela na cama, trancado a porta e retornado para a garagem a fim de ajudar sua mulher a subir com os dois filhos do casal, meio-irmãos da garota. Quando enfim os dois voltaram ao apartamento com as crianças, a porta estaria aberta, a luz do quarto dos irmãos de Isabella acesa, e a rede de proteção, cortada. Por ali a menina teria sido jogada para a morte.

Uma série de indícios, porém, colocaram em xeque a versão do pai e da madrasta: havia vestígios de sangue no apartamento, Isabella parece ter morrido por asfixia e quebrou apenas um pulso na queda. Há também o relato de vizinhos que teriam ouvido a menina gritar "Pára, pai! Pára, pai!". Tudo isto deu motivo para que uma delegada que acompanha o caso tenha chamado o pai de Isabella de assassino na saída do depoimento à polícia. Segundo informação publicada nos jornais, há entre os investigadores quem acredite que Isabella sequer foi jogada pela janela.

A soma dos indícios sem dúvida pode levar o público a desconfiar da história contada pelo pai e pela madrasta da criança morta, mas não pode de maneira alguma permitir que os responsáveis pela publicação das reportagens sobre o caso tratem o casal como culpados ou mesmo suspeitos em um momento tão inicial das investigações.

Condenado a priori

Quando estourou o caso da Escola Base, hoje um exemplo estudado nas faculdades sobre o que não deve ser feito em matéria de jornalismo policial, um único jornal desconfiou da história e se recusou a dar uma linha sobre a cascata. Quando o caso foi elucidado e a inocência dos donos da escola restou provada, houve quem sugerisse que o hoje extinto Diário Popular recebesse, naquele ano, o Prêmio Esso de jornalismo pela não publicação das matérias.

Tempos depois, o Diário Popular foi vendido para as Organizações Globo e mudou de nome para Diário de S.Paulo. Pelo visto, mudou também de caráter: a primeira página reproduzida abaixo, da edição de terça-feira (1/4), configura um verdadeiro crime contra o bom jornalismo. Não se trata aqui de defender o pai de Isabella – ele pode até ser culpado pela morte da filha –, mas de constatar que a capa do Diário fere os princípios mais básicos da ética jornalística e da presunção da inocência.

Um cínico pode alegar que tudo que está na manchete do jornal é verdadeiro, o Diário não veiculou informação falsa nem acusou peremptoriamente o pai de Isabella de assassinato. Sim, e provavelmente esta capa passou pelo departamento jurídico do jornal para avaliar se ela poderia ser objeto de processo. A manchete certamente também cumpriu o objetivo de fazer o jornal vender mais. Os responsáveis pela publicação sabem, também, que esta manchete destruiu a reputação do pai de Isabella. Ainda que no final das investigações o assassino seja outra pessoa, como bem observou na terça-feira (2/4) o jornalista Clóvis Rossi na Folha de S.Paulo (ver íntegra abaixo), o pai de Isabella já foi condenado pela imprensa. No caso do Diário de S.Paulo, foi condenado e exposto com requintes de crueldade.

Lição esquecida

Para o advogado do casal, a menina realmente gritou, mas foi por ajuda: teria sido algo como "Pára, pára! Pai, pai!", o que também faz sentido se ele estivesse sendo atacada por uma terceira pessoa. A quem mais ela poderia recorrer senão ao pai?

O Diário de S.Paulo apostou todas as suas fichas em uma hipótese, a de que o pai de Isabella está envolvido na morte da filha. Se ele de fato estiver, o jornal tripudiou sobre um assassino. Se não estiver, acabou com a vida de um homem inocente. O bom jornalismo poderia evitar este tipo de atitude intempestiva. Ao que parece, a lição da Escola Base já começou a ser esquecida.

***

Leviandade é crime

Clóvis Rossi # copyright Folha de S. Paulo, 2/04/08

Se o poder público brasileiro (no caso, o paulista) adotasse o devido rigor, puniria o delegado responsável pelo caso da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos, morta no sábado, por colocar o pai como suspeito.

No fundo, estamos diante de uma gênese idêntica ao escândalo da Escola Base, no qual a mídia foi crucificada, com toda a justiça. Mas faltou mais alguém na cruz: o delegado responsável pela investigação do caso.

Vamos rebobinar um pouco a fita e analisar as circunstâncias em que se deu a desumana crucificação dos responsáveis pela escola, apontados como abusadores de crianças.
Quem detinha, com exclusividade, todas as informações? O delegado.

Ninguém mais. Quem repassou as informações aos jornalistas, coletivamente? O delegado. Aos jornalistas, restava um de dois caminhos: duvidar ou acreditar (claro que me refiro aos jornalistas de boa-fé; os que têm índole sensacionalista não precisam acreditar ou duvidar de nada para dar vazão à índole).

Mais: se duvidassem e decidissem não publicar, seria preciso que todos tivessem idêntico comportamento. Um só que publicasse já estaria provocando o dano à reputação dos donos da escola.

Agora é um pouco a mesma coisa.

O delegado deu entrevista que a Rede Globo, pelo menos, pôs no ar (não vi outros telejornais, mas suspeito que todos o tenham feito).

Adiantaria alguma coisa se a Folha, digamos, não publicasse a acusação ao pai da menina?
Salvaria a face do jornal, mas não salvaria o principal, que é a reputação do pai.

Nem importa, no caso, se vier a se comprovar que o pai é mesmo culpado. Não cabe ao delegado, ao menos nesta fase da investigação, dizer quem é ou não suspeito.

Se o pai for de fato culpado, será punido ao fim da investigação. Se for inocente, já está punido.

Capa da Semana
Não é por ser criativa. Nem por ser original. Mas, sim, pela lição de anti-jornalismo, a capa desta semana vai para o Diário de S. Paulo.

Quebrando a cabeça

Há formas e formas de se virar um jogo. O tenista russo Mikhail Youzhny escolheu a mais dolorosa. Ontem, durante um jogo do Master Series de Miami - contra o espanhol Nicolás Almagro - Youzhnny perdia o decisivo terceiro set por 5-4 e Almagro estava no saque. O game estava em 40 iguais. Mais dois pontos e o espanhol venceria a partida.
Para piorar, o russo cometeu um erro... Veja o que aconteceu:

Embora estivesse com a partida praticamente ganha, Almagro - que viu o adversário literalmente dar o sangue pelo jogo - deixou o russo virar a partida, fechando o set em 7-6!

Parada para balanço

Falta apenas uma hora para acabar o dia. Pensei, pensei, pensei. A cabeça dói. Nem Doril resolve. Talvez aquela dupla dê um jeito, a Neusa & Dina...
Mas, vai ser inevitável. Vou ter que parar meu blog durante um tempo para colocar alguns projetos em andamento. Espero que você compreenda e me ajude:
1. Preparar um vídeo para participar do BBB9. Pretendo evangelizar todos os confinados e, ao final (Você tem dúvidas que eu ganho? Com o apoio espiritual e as orações de todos os amigos, não tem prá ninguém), bom, ao final vou usar o prêmio milionário para fundar uma igreja e ajudar os pobres;
2. Enquanto isso, vou voltar a minha vida musical. Para quem não sabe, já fui um músico famoso. Quer dizer, famoso, nem tanto. Mas vou aproveitar a onda do Funk Cristão para gravar um CD só com músicas inspirativas dançantes. Minha maior dificuldade está em selecionar duas dançarinas para as apresentações ao vivo. Acho que vou fazer um concurso pela Internet;
3. Outro projeto que deve sair do armário este ano vai contar com o apoio de vários amigos editores. Volney, Sérgio e Whaner farão parte do conselho editorial. João Marcos cuidará das fotos e Carlos, do casting. O ilustrador será o Wilson. Será a primeira revista masculina voltada para o público cristão. O nome provisório é Brecha! e sairá pela Editora Confraria Ekklesial.
Fico feliz porque outros amigos também resolveram começar o mês de abril com o pé direito, colocando seus projetos em desenvolvimento:
- Volney (fui até citado por lá);
- Lou (novidades da gruta);
- Ricardo (diversitando seus desejos);
- Brabo (precisa correr no site para descobrir).

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Gente, obrigado pelos e-mails e mensagens solidários, mas...
Primeiro de Abril!!!
Re-editado em 02/04/08
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Teclas, letras e sucesso

A vida é feita de parcerias. Seja na família, em uma sociedade, no compartilhar de idéias. Na música, então, nem se fala. Por isso, começamos o mês de abril com uma parceria que já dura mais de 40 anos: Reginald Kenneth Dwight e Bernie Taupin.
Pois é. Esta história de pseudônimos nos confunde. Na verdade, o letrista Taupin é um dos principais colaboradores de Sir Elthon John, músico britânico que completou 61 anos no último dia 25 de março.
O interessante é que a dupla não vive em contato. O começo dos trabalhos, com a canção Your Song, deu-se após um anúncio em uma agência de talentos. E, durante estes anos todos, os dois nunca se sentaram juntos para compor alguma música. Tanto que, em 1991, foi lançado um documentário sobre a forma de composição da dupla, intitulado Two Rooms.
Elton John traz em sua bagagem mais de 40 álbuns, que lhe renderam mais de 150 milhões de cópias vendidas. Tudo isso para alguém que veio do subúrbio e, aos 11 anos, ganhou uma bolsa de estudos na tradicional Royal Academy of Music.
O som de seu piano, seus chapéus e óculos extravagantes e seu vigor se espalharam pelo mundo. Desde 1992, o músico mantém uma fundação para prevenção e diminuição da discriminação das vítimas do HIV, a Elton John AIDS Foundation (EJAF).
No DoxaOnline desta semana você curte a música Believe, da parceria John - Taupin, que faz parte do álbum Made in England (1995). Aliás, a turnê deste álbum foi a única que trouxe o pianista em terras brasileiras.

Believe
Tradução livre: Fábio Davidson

Eu acredito no amor
É tudo que nós temos

Amor não tem fronteiras
Não custa nada para alcançar

Guerras fazem dinheiro

O câncer adormece
Dentro de meu pai
E isso significa alguma coisa para mim

Igrejas e ditadores
Políticas e papéis
Tudo virá pó
Mais cedo ou mais tarde

Mas... amor
Eu acredito no amor

Eu acredito no amor
É tudo que nós temos

Amor não tem fronteiras
Nem limites para cruzar

O amor é simples

O ódio cria
Aqueles que pensam diferente

É a criança doente

Pais e filhos fazem amor e armas
Famílias juntas matam alguém
Sem amor

Sem amor
Eu não acreditaria
Em nada que vive e respira

Sem amor
Eu não teria raiva
Eu não acreditaria
No direito de permanecer aqui

Sem amor
Eu não acreditaria
Eu não poderia acreditar em você
E não acreditaria em mim
Sem amor

Eu acredito no amor
Eu acredito no amor
Eu acredito no amor
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