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Cavar e encontrar...

Não há nada encoberto que não venha a ser descoberto; nem
nada oculto que não venha a ser conhecido.
(Jesus Cristo, no relato do médico Lucas, cap. 12, vs. 2)

Há certas coisas que acontecem que, acredito, nem renomados escritores desenvolveriam em seus livros. O acidente nas obras do metrô, em São Paulo, foi uma grande tragédia. Alguns acusam a modernidade, outros a ganância, outros a fatalidade ou destino. O que me espantou hoje, foi a reviravolta provocada depois que o corpo do contínuo Cícero Agostinho da Silva, de 60 anos, foi encontrado. Tal como no filme A montanha dos sete abutres (saiba mais ao final), a imprensa armou um verdadeiro circo em volta da cratera, tentou provocar uma comoção pública e se utilizou dos familiares para isso. Enfim, o corpo foi encontrado, resgatado e teve o destino que a família queria. Porém, nesta segunda-feira veiculou-se na imprensa que a polícia, ao investigar os últimos passos de Cícero, rastrou suas últimas ligações e descobriu que ele manteve contato com usuários de drogas, que afirmaram serem seus clientes. Encontrado o corpo, a situação complicou-se mais, pois no bolso da calça havia 13 papelotes de cocaína! A informação é da Agência Estado.

E, em tempos que a mídica divulga que auto-denominados "apóstolos" saem do país com dólares guardados nos mais variados locais, considero muito oportuna esta interessante charge do meu talentoso amigo Wilson Tonioli:

A Montanha dos Sete Abutres – filme de 1951, produzido e dirigido por Billy Wilder, baseado no livro Trapped!, de Robert K. Murray e Roger W. Brucker, que foi inspirado em um acontecimento real. Em 30 de janeiro de 1925, no Estado de Kentucky, Estados Unidos, o camponês Floyd Collins, entrou na gruta Sand Cave e ficou preso em virtude de um desmoronamento. A instabilidade na gruta, com mais desmoronamentos iminentes, dificultou sua retirada e muitos curiosos começam a chegar ao local. Três dias depois, chegou o jornalista Skeets Miller, do Courier Journal, que conseguiu ter acesso a Collins. O caso repercutiu em todo o país e muitos jornais passaram a cobrir o caso. Porém, é Miller quem acompanha toda a agonia de Collins, escrevendo diariamente sobre o camponês, que ficou preso por mais de dezoito dias, não resistiu e morreu. Miller conquistou o Pulitzer, um dos mais importantes prêmios jornalísticos dos EUA.
No filme revela um repórter sem ética, que manipula a família, as autoridades e a própria vítima. Paralelamente, o local do acidente torna-se, literalmente, um parque de diversões – por isso o título original em inglês: The Big Carnival (ao pé da letra, “o grande carnaval”). Fica claro que a vida da vítima não vale nada, se alguém (seja a mulher, o prefeito, o jornalista ou os comerciantes) puder ganhar alguma coisa com o fato, mesmo que alguns "artifícios" dificultem o resgate para prolongar a situação e sua projeção midiática. Desta forma, um repórter até então desacreditado passa a ter prestígio, por deter uma notícia vendável. Ou seja, o seu caráter é deixado de lado, se conseguir fazer o jornal vender mais, ainda mais quando tem exclusividade em uma matéria sensacionalista.

2 Opiniões:

Letícia disse...
6/2/07 10:17 AM

Olá caríssimo Fábio,
gostei da nova roupagem, parabéns!!!

Obrigada pelo recado deixado,

mil beijosssss.

PS: Como estão os projetos???

Anônimo disse...
26/7/07 4:38 PM

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