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"Jingle Bells, Jingle Bells, acabou..."

Desculpe! Não resisti ao título de total mau gosto, mas ele veio automaticamente depois que li o título de uma nota da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo de 02/10: ""ACABOU O PAPEL". A nota é sobre o fim da versão impressa do Diário Oficial do Poder Judiciário.
O jornal, com quase 80 anos de existência, desde segunda-feira (1º/10) só pode ser acessado pela Internet, através do site www.dje.tj.sp.gov.br. O tribunal vai economizar cerca de R$ 5 millhões por ano e deixar de usar 17 toneladas de papel por dia, volume da tiragem média de 10 mil exemplares. Todas as páginas do Diário da Justiça são assinadas digitalmente, com base em certificado emitido no padrão ICP-Brasil.
O fim do papel no Poder Judiciário também está na instalação do Fórum Digital da Freguesia do Ó, inaugurado no último dia 26 de junho e do Juizado Especial Digital, inaugurado em dezembro de 2006, na estação São Bento, do Metrô.
Como quinta-feira é dia de jornalismo, a partir deste fato ocorrido com o Diário Oficial, fiquei pensando na questão do jornal impresso. Eu, particularmente sou fã do jornal impresso. Sou assinante há quase 20 anos e tento ler o máximo, na medida do possível. E, acabo me sentindo como aqueles saudosistas que ainda mantêm uma vitrola (ou pick-up) e conservam seus Long Plays. Tudo bem, eu também sou desses...
Na verdade, a notícia impressa conseguiu vencer a notícia vinda através das rádios e da TV. Nestas últimas duas, é preciso atenção e, a não ser que você grave o programa, se algo não foi compreendido, perdeu-se. Claro que, com isso, prevaleceu a superficialidade. Com o jornal, não. Tudo é escrito, revisado, editado, reeditado. E também é possível, ao leitor, reler, rever, repensar, comparar. Claro que na Internet isso também é possível, com o adicional de som, imagem e referências a outras matérias através de links. Porém, na minha opinião, a leitura na tela dos computadores ainda é muito cansativa, além de não oferecer uma posição confortável. Por essas e outras, ainda acredito que o jornal impresso sobreviva.
Mas, a evolução tecnológica nos atropela. Já há protótipos de telas maleáveis, no tamanho aproximado de uma folha de jornal ou no tamanho A4, chamado e-paper (e-papel). O que nos permite vislumbrar o que deve vir pela frente. Será que, ao invés de bancas de jornal, teremos postos de download com a última edição. Talvez, até mais de uma edição diária, uma pela manhã, outra à tarde e outra à noite. As possibilidades são infinitas. E, o lugar comum é válido: Quem viver, verá!

O passado no presente
Falando em jornal, um grande processo de digitalização tornará possível a pesquisa do histórico jornal Última Hora que, sobre a batuta de Samuel Wainer, fez história entre as décadas de 50 e 70 do século passado. O projeto é do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Outros acervos digitalizados:
Revista Time - Super Interessante - O Cruzeiro

Bom de Ângulo
Já que uma jornalista (?) foi capa da Playboy deste mês, graças à importância (??) do fato, também não poderia deixar de ser capa dos principais jornais do país. E, fotos de divulgação à parte, a melhor fotografia foi, sem dúvida, do Bruno Miranda, da Folha, durante a entrevista coletiva de Mônica Veloso. Por isso, rendeu a nossa singela Capa da Semana:

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