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Equilíbrio

Em um país onde jornalistas-humoristas têm sua entrada barrada em certos locais públicos, como o Congresso Nacional, ou são ignorados pelos que se dizem representantes do povo, que não têm coragem de encarar a verdade, mesmo que travestida de piada, é interessante observar como os presidentes dos EUA comportam-se e se relacionam com os jornalistas, em especial, com os correspondentes.
Outro dia, assisti um documentário sobre Helen Thomas, jornalista que desde John Kennedy (1961) é membro da Sala de Imprensa da Casa Branca e ficou conhecida pela frase "Obrigada, senhor Presidente", indicando que o tempo de meia hora da entrevista coletiva estava próximo do fim (e também é o nome do documentário biográfico produzido e exibido pela HBO). Foi amada e odiada pelos dirigentes do país, porém sua forma polida constantemente colocava os mandatários em uma saia justa, com perguntas bem elaboradas e desconcertantes. É um documentário que vale a pena assistir.
Pensei nisso quando assisti o discurso do presidente Barack Obama no tradicional jantar anual dos correspondentes (leia mais, abaixo).



Obama faz piadas sobre a própria administração e rivais em evento tradicional
Até mesmo a nova gripe virou motivo de piada em discurso descontraído do presidente americano

O presidente americano fez uma pausa em sua concorrida agenda para um momento de descontração: na noite deste sábado, ele participou do tradicional jantar anual da Associação dos Correspondentes, na Casa Branca.
Desde 1924, todos os presidentes americanos comparecem ao jantar. Obama fez piadas sobre a própria administração e alfinetou governos anteriores. Ele chegou ao jantar acompanhado da esposa, Michelle. Na plateia estavam políticos, celebridades e jornalistas.
Um dos alvos preferidos de seu discurso foi o ex-vice-presidente Dick Cheney. Obama disse que Cheney não pôde comparecer ao jantar porque estava escrevendo um livro de memórias que se chamaria "Como atirar em amigos e interrogar pessoas". Até a gripe suína foi motivo de piada. Obama disse que ele e a secretária de estado Hillary Clinton já foram rivais, mas que agora não poderiam estar mais próximos e que ela até o abraçou quando voltou de uma viagem... ao México.
Depois do show de humor, o presidente falou sério. Ele elogiou o papel da mídia nos Estados Unidos e disse que o país não seria o mesmo sem a liberdade de imprensa.
Os participantes do jantar pagaram um ingresso de US$ 200. O dinheiro arrecadado será doado a instituições beneficentes.
(As informações são do site G1)

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