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Fera do sopro

Além de me arriscar no piano e na flauta, nutri uma paixão especial pelo saxofone. E, é impossível falar deste instrumento sem lembrar do maior sax tenor do jazz, John William Coltrane.
Nascido em 23/09/1926, a música sempre esteve presente na vida de Coltrane. Seu pai era violinista e a mãe cantora do coral. O avô do músico era pastor da Igreja Metodista Africana Episcopal de Sião.
Na escola, aprendeu clarinete. Em seguida, foi para o sax alto, sendo influenciado inicialmente por Lester Young e Johnny Hodges. Mas, após servir na 2ª Guerra Mundial, começou a tocar sax tenor, segundo alguns, porque considerava que Charlie "Bird" Parker já havia "esgotado as possibilidades do sax alto". Depois de servir a Marinha Americana, passou a desenvolver uma dependência de heroína e álcool.
Fez parte da banda de Dizzy Gillespie, tocou com Jimmy Heath, mas foi com o Miles Davis Quintet, em meados da década de 1950, que passou a desenvolver seu talento e começou a ser reconhecido. O vício o fez ser trocado por Sonny Rollins e o levou a formar sua própria banda.
Em 1960 formou um quarteto com o pianista McCoy Tyner, o baterista Elvin Jones e o baixista Jimmy Garrison. Em outubro do mesmo ano, Garrison foi substituído por Steve Davis, na gravação (em apenas 6 dias!) de My Favorite Things, que foi lançado oficialmente em 1961. Neste trabalho, reinventa o som do sax soprano para o jazz.
É desse álbum que você curte a música tema My Favorite Things, um arranjo para uma valsa de Richard Rodgers & Oscar Hammerstein.
Numa carreira de altos e baixos - onde a crítica teve papel principal - Coltrane passou pelas raízes do Free Jazz e do Avant-garde Jazz. O tempo das músicas, nessa fase, não tinha limites, chegando até a mais de 30 minutos, com solos de 15 minutos.
Coltrane faleceu devido a um câncer no fígado, em 17 de julho de 1967.
Leia mais sobre o músico, aqui.

Na tela

Uma apresentação fantástica de John Coltrane, ao lado do também sax tenor Stan Getz, além de Oscar Peterson (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria). Nos solos, é possível observar as diferenças de estilo entre esses dois grandes saxofonistas.

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