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Capa da Semana (93)

 A imprensa já foi chamada de "quarto poder". Talvez, nem tanto. Mas, que é uma arma, isso é. Para onde vai apontar e quais são os interesses ocultos é a grande dúvida. Por isso, chamou minha atenção a primeira página do jornal Diário de S. Paulo de ontem. A primeira página é a vitrine de um jornal. Geralmente, quem tem o hábito de ler jornais, tem o seu preferido, acostuma-se a ele e só troca se acabar os exemplares na banca - para quem não é assinante. O grande lance é quando um concorrente consegue chamar sua atenção e mudar sua opção de compra. Assim, pensando que a primeira página é um golpe de marketing, fico em dúvida se a intenção do Diário nessa quinta-feira foi realmente ser uma voz dissonante em toda a "grande imprensa", expresso na manchete e na "Opinião do Diário" colocada na capa e no editorial. Afinal, mesmo se vangloriando de não ter embarcado na onda do caso Escola Base, quando ainda era o jornal Diário Popular (saiba mais), por que só agora (dois anos depois do início do caso) resolveu manifestar esse tipo de posição?
Talvez a história do jornal nos ajude a entender. Fundado em 1884, em 1929 o Diário Popular foi comprado por Assis Chateaubriand e, em 2001, passou para a Inflglobo, que mudou para o atual nome e o vendeu, em outubro de 2009, ao empresário da Traffic, J. Hawilla. (Aqui há uma dissertação de mestrado interessante sobre o jornal)

2 Opiniões:

Juliana Dacoregio disse...
28/3/10 4:17 PM

É uma boa questão: e se forem inocentes?! Acho que, como você falou, o objetivo do jornal pode ter sido mesmo apenas vender mais. Mas de qualquer forma, é bom que alguns veículos de mídia explorem a questão, sem aquele tom de linchamento público.

Fábio [DoxaBrasil] disse...
31/3/10 1:14 AM

É verdade, Juliana. Só de levantar a dúvida, foi um trabalho importante. Isso para aqueles que têm um mínimo de consciência, racionalidade e bom senso e não pré-julgam só a partir daquilo que nos "servem" nas telinhas, jornais e revistas.

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