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Abrem-se as cortinas

O julgamento do casal Nardoni na sociedade do espetáculo
Pedro Estevam Serrano

O rumoroso caso da morte da menina Isabella Nardoni, que morreu aos cinco anos após sofrer uma queda do sexto andar do apartamento em que morava, em abril de 2008, volta a ganhar espaço na mídia por conta da proximidade do início do julgamento do pai e da madrasta da menina. Ambos são acusados de atirarem Isabella pela janela e negam tal imputação.

Quero apartar-me do debate penal e criminalístico do caso, conduta que considero a mais adequada para um simples estudante do Direito Constitucional e Administrativo. Mas como espraio minha atenção e interesse pelas águas da formação do homem enquanto indivíduo, das transformações sociais, das razões históricas do mundo contemporâneo e das teorias pós-modernas sobre o comportamento humano, peço sua licença, neste texto, para me aventurar pelos caminhos da observação crítica do fenômeno dos julgamentos de casos especiais, no âmbito da sociologia do direito, como este que foi mencionado.

A reflexão que proponho é sobre o contexto no qual o julgamento se realizará, muito mais próximo da racionalidade da comunicação do que da racionalidade jurídica, como seria desejado que acontecesse.

(Via: Última Instância - Leia na íntegra aqui)

2 Opiniões:

lfbatista disse...
28/3/10 8:37 PM

Tenho uma pergunta: A imprensa super-explorou esse julgamento porque o povo está interessado ou o povo ficou interessado por causa da cobertura da imprensa?
abs.

Fábio [DoxaBrasil] disse...
31/3/10 1:20 AM

É a velha questão "Tostines", Luis! Fresquinho porque vende mais o venda mais porque está sempre fresquinho?
Para mim, os instantes cruciais para esse caso estão logo após o acontecimento. A rapidez com que a imprensa chegou ao local do fato e, a partir daí, já colocou o caso no centro das atenções: 1) Começou o seu "achismo" tradicional (fulano agiu de forma fria, etc.) e 2) Não conseguiu - ou quis - contestar a linha de investigação da polícia e, depois, da Promotoria.
Enfim, a sociedade precisa de heróis e mártires para expurgar seus anseios, misérias e decepções. Não que a violência e casos absurdos não devam ser combatidos e nos causar indignação. Mas, o bom senso e o equilíbrio sempre devem prevalecer.

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