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O malandro

Poesia trabalhada + crítica política + amor = Francisco Buarque de Hollanda ou Chico Buarque. Nascido na década de 1940, Chico Buarque é filho do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista amadora Maria Amélia Cesário Alvim. Aos dois anos, sai do Rio de Janeiro e passa a viver em São Paulo, onde o pai é nomeado diretor do Museu do Ipiranga. Sete anos depois, uma nova mudança, agora para fora do Brasil, quando o pai foi convidado para ministrar aulas em Roma.
Na década de 1950 começa a compor, mas foi em 1965, já no Brasil, que participa do I Festival Nacional de Música Popular Brasileira. Vence no ano seguinte com A Banda, interpretada por Nara Leão.
A repressão da ditadura militar o faz retornar para a Itália em 1969, acentuando sua posição política. O auto-exílio dura um ano.
A perseguição da censura é implacável e Chico cria o nome Julinho da Adelaide, para colocar no mercado as músicas Acorda, amor, Jorge Maravilha e Milagre brasileiro que, dessa forma conseguem burlar os censores.
Paralelamente, escreve peças de teatro e poesias, inclusive traduz e adapta o musical infantil Os saltimbancos. Participa da campanha Diretas Já. Depois do fim da ditadura, lança seu primeiro romance: Estorvo, em 1991. Em 2004, ganha o Prêmio Jabuti, com o seu terceiro romance, Budapeste.
A música escolhida para esta semana é Até o fim, música do álbum Chico Buarque.

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