Gostei da atuação de Sonia Braga na série Ghost Whisperer, em episódio que foi ao ar ontem pela Sony. Tudo bem que não fugiu ao estereótipo - ela fez papel de uma cubana -, mas seu papel deu um tom muito especial, eu diria um tempero especial ao episódio.
Bom, como este post iria ficar muito pequeno (alguns diriam que isto é um milagre!!!), resolvi incrementá-lo com uma música, que não sai da minha cabeça desde sábado. Aí vai (e se você quiser responder a pergunta, fique a vontade):
O que você faria?
Lenine
Meu amor o que você faria
Se só te restasse um dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia
Meu amor o que você faria
Se só te restasse um dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Corria pro shopping center
Ou para uma academia
Prá se esquecer que não dá tempo
O tempo que já se perdia
Meu amor o que você faria
Se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Andava pelado na chuva
Corria no meio da rua
Entrava de roupa no mar
Trepava sem camisinha
Meu amor o que você faria
O que você faria
Abria a porta do hospício
Trancava da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
Meu amor o que você faria
Se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que faria
Me diz o que você faria
A difícil arte da honestidade
Em 5.2.06
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Não, não quero atribuir a mim mesmo o Nobel da honestidade. Apenas relatar um episódio pelo qual muitos já devem ter passado. E refletir sobre ele.Época de compra de material escolar, depois da compra de alguns livros, ao chegar em casa minha esposa percebeu que um dos livros (valor em torno de R$ 40,00) na verdade estava grudado em outro igual. Na nota fiscal, constava o pagamento de apenas um, portanto, precisávamos devolvê-lo à loja, até para não prejudicar o vendedor.
Foi o início da saga. Foi feito um contato telefônico. O primeiro desafio é fazer a outra pessoa compreender o que está acontecendo. O mais interessante é que o mesmo diálogo ocorreu, "ao vivo", quando fui devolver na loja:
- Você vai devolver o livro? - pergunta o funcionário da livraria.
- Isso...
- Mas onde está a nota fiscal?
- Não, é que...
- Vai trocar por outro?
- Não, é que...
- Bom, vou chamar o gerente.
- Espere, vieram dois, um grudado no outro...
(Nesse momento, sou atendido por um funcionário, mas pelo menos mais um dois se aproximam para ver o que está acontecendo.
- Ah, então prá devolver o valor eu preciso da nota fiscal e vai demorar...
- Não, você não está entendendo! Eu comprei um livro, paguei por um livro e vieram dois. Só quero devolver o segundo!
- Ah... Mas, se você não pagou, por quê vai devolver???
- É uma questão de honestidade, provavelmente foi um erro do vendedor, não queremos que ninguém seja prejudicado.
A surpresa dos funcionários é evidente, mas, finalmente, o livro é devolvido e pego um protocolo para confirmação. Não sem deixar de perceber alguns olhares, cochichos e risadinhas, no estilo que cara mais bobo!!!
Mais uma vez parei para pensar sobre ética, moral, honestidade. São valores cada vez mais em extinção. O mundo está tão competitivo (vide post abaixo) que os espertos são aqueles que puxam o tapete (com classe e sem vestígios), os que levam vantagem em tudo (sem pensar em quem foi passado prá trás), aqueles que chegam ao topo (pisando em tudo e todos ao seu lado).
Será o fim do mundo???
Olhares
Em 2.2.06
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Em comemoração aos 452 anos da fundação da cidade de São Paulo, o jornal O Estado de S. Paulo, dentro do projeto FotoRepórter, ofereceu a oportunidade para que os "fotógrafos de plantão" teham suas fotos sobre a cidade publicadas na web e algumas no Jornal da Tarde e OESP.Ontem (01/02), duas fotos minhas foram escolhidas e publicadas no site:
http://www.estadao.com.br/imagens/fotoreporter/index.htm
Quem puder, dê uma olhadinha por lá e depois volte prá comentar aqui. Uma foto é de um vitral do Mercado Municipal e outra uma vista aérea do início da avenida 23 de Maio.
O primeiro FotoRepórter temático foi intitulado "Seu Olhar sobre São Paulo". Parando para pensar, realmente São Paulo é uma cidade que merece e oferece diversos olhares.
Muitos são olhares de raiva. Raiva do trânsito infernal, da miséria em cada esquina, do individualismo.
Há olhares de desespero. Desespero por estar sozinho no meio da multidão, pela falta de emprego, pela família que está se desmantelando.
Também há olhares de saudade, tristeza, desesperança.
A pergunta que fica é: Por onde andarão os olhares de alegria, realização, solidariedade, esperança? Onde, em meio ao concreto e o asfalto de uma grande metrópole cosmopolita, estão os gestos de gentileza, educação, companheirismo?
Será extremo pessimismo da minha parte? Talvez sim. Mas acredito que um dos problemas é vivemos na sociedade da comparação. Seu celular tem mais recursos que o meu? Seu aparelho de DVD é mais moderno? Seu carro é mais luxuoso? É preciso, cada vez mais, ter para ser. E, se pararmos para pensar, ser "o que"???
Creio que muito há que ser feito, hábitos a serem mudados, conceitos a serem valorizados. Lembro agora de uma das reflexões de Henry Nouwen:
"O mundo em que cresci é um mundo tão cheio de graduações, marcas e estatísticas que, consciente ou inconscientemente, procuro sempre encontrar a minha medida em relação aos outros. Muita tristeza e alegria na minha vica advém do meu comparar, e muito, senão tudo, deste comparar é inútil, representando enorme perda de tempo e energia".
Discussões sobre o mundo
Em 24.1.06
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Hoje teve início o Fórum Social Mundial, marca da luta contra o neoliberalismo e o imperialismo. Este ano ocorre a sexta edição do FSM, programado para três localidades: Bamako (Mali - África), Caracas (Venezuela – América) e Karachi (Paquistão – Ásia). Na África, foi de 19 a 23 de janeiro; de hoje até dia 29, na Venezuela; e o de Karachi, previsto também para 24 a 29 de janeiro, foi adiado por 02 meses.Um dos muitos debates que serão promovidos envolvem a questão do controle social sobre os meios de comunicação, a qualidade da programação dos meios públicos comunitários e alternativos e o lançamento de uma campanha latino-americana pelo direito a comunicação.
Para acompanhar, acesse: www.forumsocialmundial.org.br.
América LatinaEspecificamente sobre a América Latina, vale a pena acessar o site www.cumbredelospueblos.org, sobre a III Cúpula dos Povos da América.
Qual sua opinião?
Será que "Outra América é possível"???
Educação e Violência
Em 23.1.06
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A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo o Projeto de Lei 2.654/03, que proíbe qualquer forma de castigo físico a crianças e adolescentes, sujeitando pais, professores ou responsáveis às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90). O projeto seguirá, agora, para o Senado.Destaco dois artigos que serão acrescentados:
"Art. 18A – A criança e o adolescente têm direito a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, no lar, na escola, em instituição de atendimento público ou privado ou em locais públicos".
"Art. 1634 – Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores:
VII. Exigir, sem o uso de força física, moderada ou imoderada, que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.
O texto foi apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) e prevê o encaminhamento do infrator a programa oficial ou comunitário de proteção à família, a tratamento psicológico ou psiquiátrico e a cursos ou programas de orientação. Uma das justificativas desta mudança parte do entendimento sobre violência "moderada" e "imoderada", uma vez que apenas a segunda era, até então, passível jurdicamente de punição, por exemplo na aplicação do Código Civil de 1916 que, em seu artigo 395, determina que “perderá por ato judicial o pátrio poder o pai, ou a mãe que castigar imoderadamente o filho (...)”. No entender da deputada (e a partir de estudos divulgados por ela), a lei até então em vigor faz com que o castigo chamado moderado seja "aceitável, tolerável e admissível", o que ela quer combater.
É um assunto que merece atenção e reflexão. A violência contra menores é inadmissível, seja no lar, na escola ou em qualquer lugar. Reflete, em geral, a falta de equilíbrio psicológico dos pais, falta de comunicação entre pais e filhos e, claro, uma falta de visão do que seja educação e punição. Sei que o quanto é tênue a linha divisória entre a tal violência "moderada" e "imoderada". Adotei, no ensino familiar, práticas compatíveis a cada faixa etária de meus filhos. Porém, o que me causa um certo receio é como as escolas e os educadores estarão preparados para administrar a aplicação da lei no entender das crianças. Afinal, há que se levar em conta a questão do imaginário infantil - onde fantasia e realidade se misturam - além do "poder" que será dado a elas, ao poderem, por sua vez, "punirem" os pais quando estes lhes castigarem de alguma forma ou até quando deixarem de atender algum de seus desejos.
A princípio não sou contra a lei, mas como estou ciente do despreparo de grande parte dos educadores, principalmente nas escolas públicas (onde muitas crianças já até dominam o ambiente escolar), acredito que deveremos ficar atentos à forma como a legislação será aplicada.
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